Carbono da UE está barato demais e não há menção para intervenção



As permissões de carbono da União Europeia estão baratas demais para encorajar os investimentos ambientais, diz um projeto visto pela Reuters. No entanto, o documento não chega a pedir por políticas de intervenção de mercado, o que as companhias de energia argumentam que é urgentemente necessário.

O projeto de resolução a ser debatido pela UE em nível governamental apenas comentou que “um preço forte de permissões” era vital para uma economia de baixo carbono e que “os atuais preços das permissões do ETS fornecem incentivos substancialmente menores do que o previsto”.

O projeto também “reconhece a necessidade de dar atenção ao risco de vazamento de carbono”, em referência ao risco de que o carbono não emitido na zona do euro seja emitido em outro lugar se as regulamentações forem mal calculadas.

Organizações ambientais não-governamentais declararam que as conclusões desse projeto, que devem ser discutidas em um grupo de trabalho a ser adotado formalmente ainda neste ano, não confrontam o peso da opinião que apoia a intervenção para fortalecer o mercado de carbono.

“O projeto não conseguiu reconhecer o ímpeto político criado em torno do ETS”, disse Sanjeev Kumar, do grupo ambiental E3G.

EFICIÊNCIA PODE AUMENTAR O EXCEDENTE

Os preços do carbono podem diminuir ainda mais se a União Europeia conseguir melhorar seus recordes em eficiência energética, o que aumentaria o excedente de permissões de carbono.

A Dinamarca, que atualmente preside a UE, tem um compromisso nacional com a agenda verde do bloco e afirmou que incentivaria uma aplicação mais rigorosa das metas de eficiência da UE.

Mas o país também admitiu a dificuldade de atingir um acordo político com todos os 27 membros da UE e declarou que não tinha certeza se um acordo para cortar as permissões de carbono poderia ser concluído durante sua presidência de seis meses.

A melhoria da eficiência energética é a única meta não-obrigatória que a UE estabeleceu entre os três objetivos para 2020. Eles são: cortar as emissões de carbono em 20% e aumentar a participação das fontes de energia renovável para 20%, bem como melhorar a eficiência energética em 20%.

A UE está a caminho de atingir suas duas metas obrigatórias, mas por enquanto espera-se que atinja apenas cerca de metade da meta de eficiência não-obrigatória.

“Se a UE alcançar seus objetivos de eficiência energética, isso poderia permitir à UE superar a atual meta de 20% de redução de emissões e atingir 25% de redução até 2020”, apontam as conclusões do projeto visto pela Reuters.

Uma referência à possibilidade de um corte de 25% suscitou um debate tempestuoso no ano passado, quando a Polônia, que então detinha a presidência rotativa da UE, bloqueou o estabelecimento dessa meta.

Outro projeto visto pela Reuters mostrou que o aumento da meta de redução de emissões da UE para 30% até 2020 seria muito menos custoso do que se pensava, embora fosse mais caro para nações do leste da Europa, como a Polônia, que é fortemente dependente de carvão, fonte intensa de carbono.


Traduzido: Jéssica Lipinski
Autor: Barbara Lewis
Fonte: Reuters
Original: http://bit.ly/yDsk1t


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