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Daily Archives: 12/04/2012


Um evento de aviação em Genebra, na Suíça, está servindo de palanque para que países contestem a decisão da União Europeia (UE) de incluir empresas estrangeiras no seu esquema de comércio de emissões (EU ETS).

“Unilateralismo agressivo e medidas extraterritoriais não são as melhores maneiras de proceder em um mundo globalizado. O que queremos é que a UE suspenda a decisão por pelo menos dois anos, até que todas as alternativas multilaterais sejam esgotadas”, afirmou o ministro do Turismo sul-africano, Marthinus van Schalkwyk.

A proposta ganhou o apoio dos Estados Unidos, representado no evento por Julie Oettinger, da Administradora Federal da Aviação (FAA). “A Europa precisa mostrar flexibilidade para que possamos alcançar um acordo dentro da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO). Assim como precisa nos dar tempo para chegar a esse acordo.”

A UE está obrigando as companhias aéreas que utilizam os aeroportos do bloco a contabilizar suas emissões de gases do efeito estufa desde janeiro. Porém, as empresas só precisarão comprar créditos a partir de abril de 2013.

Quem também pediu novamente o adiamento da entrada da aviação no EU ETS foi a Airbus, possivelmente a empresa que mais tem sofrido com retaliações de países contrários à medida. Três estatais chinesas estão se recusando a finalizar o pedido de 45 aviões A330, uma negociação que era dada como certa e que é estimada em €9.6 bilhões. Companhias indianas, como a IndiGO, Go Air e Kingfisher Airlines, também suspenderam encomendas.

“É apavorante ver a teimosia da Comissão Europeia com relação a este assunto. Até agora, tudo o que a inclusão da aviação no mercado conseguiu foi criar conflito, retaliações e ameaças. Queremos um ano ou dois para discutir mais as alternativas, é preciso adiar o cronograma atual”, afirmou Tom Enders, presidente da Airbus.

Possibilidade de lucro

Segundo a Thomson Reuters Point Carbon, as empresas aéreas participando do EU ETS poderão guardar créditos recebidos gratuitamente em 2012 para uso futuro, o que diminuiria consideravelmente os custos para compensarem suas emissões.

O jornal The New York Times, em uma reportagem publicada nesta quinta-feira (22), vai ainda mais longe e afirma que as empresas poderão inclusive lucrar com o esquema.

Segundo a legislação europeia, mais de 80% dos créditos necessários para compensar as emissões das companhias aéreas serão distribuídos gratuitamente até o fim desta década. A medida existe para encorajar as empresas a participar do mercado de carbono.

Assim, segundo o NY Times, a companhia Emirates, por exemplo, pode obter um lucro de €1.5 milhão com a venda de seus créditos de carbono em excesso. Já a DHL Air U.K., uma unidade da companhia postal alemã Deutsche Post DHL, conseguiria em torno de €1 milhão.

Entretanto, o jornal destaca que as empresas que lucrarão são exceções.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil / Agências Internacionais
Original: http://bit.ly/GRpXbJ


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WASHINGTON (AP) — The Obama administration offered new guidance Friday on where wind farms should be located to reduce the number of bird deaths while promoting increased use of wind power.

Interior Secretary Ken Salazar said the guidelines, which take effect immediately, provide a scientific basis for developers and government regulators to identify sites with low risk to wildlife while allowing for more wind energy projects on private and public lands.

But a bird advocacy group that lobbied for mandatory standards said the new, voluntary guidelines will do little to protect hundreds of thousands of birds killed each year by wind turbines.

Salazar called wind power a key part of the administration’s “all-of-the-above” energy strategy and noted that the guidelines for onshore projects have been endorsed by the American Wind Energy Association and the National Audubon Society, a conservation group.

The dual endorsements “speak volumes about our goals: to do everything we can to stand up renewable energy” such as wind power while protecting wildlife and habitat, Salazar said at a news conference Friday.

The guidelines call on the wind industry to eliminate from consideration areas that would pose high risks to birds and other wildlife, and to take steps to alleviate problems by restoring nearby habitat and other actions. If developers follow the guidelines, they are unlikely to be prosecuted under federal law in the event of bird deaths, said Dan Ashe, director of the U.S. Fish and Wildlife Service.

The American Bird Conservancy, an advocacy group that has pushed for mandatory standards, said voluntary guidelines are largely unenforceable and will do little to protect millions of birds killed or injured by wind turbines.

The group “supports wind power when it is ‘bird-smart.’ Unfortunately, voluntary guidelines will result in more lawsuits, more bird deaths and more government subsidies for bad projects,” said Kelly Fuller, the group’s wind campaign coordinator.

Exact statistics for the number of birds killed by wind turbines are not available, but a 2008 study by a biologist with the Fish and Wildlife Service estimated that wind farms were killing about 440,000 birds per year in the United States.

The number of wind turbines has grown significantly since then, with overall output increasing from about 25,000 megawatts of electricity in 2008 to nearly 47,000 megawatts last year, according to the wind energy association.

The wind industry’s goal of providing 20 percent of the nation’s electricity by 2030 could lead to a million bird deaths a year or more, according to the American Bird Conservancy.

The Fish and Wildlife Service estimates that up to 1 million birds die annually in oil field pits and at waste facilities, but says millions more are killed by cars, cats and collisions with buildings, power lines and radio towers.

John Anderson, director of siting policy for the wind energy group, said wind turbines cause a minute fraction of overall bird deaths — less than 3 out of every 100,000 human-related deaths.

Even so, he said the industry has taken significant steps to reduce the number of birds killed, mostly by restoring habitat and locating wind farms in low-risk areas. The new guidelines established by the Fish and Wildlife Service should improve siting practices while protecting wildlife, said Denise Bode, chief executive of the wind energy association.

David Yarnold, president & CEO of Audubon, called the guidelines a good compromise that reflects years of consultation with interested groups, including environmental groups.

“Conservationists can’t have it both ways: We can’t say we need renewable energy and then say there’s nowhere safe to put the wind farms,” Yarnold said. “By collaborating with conservationists instead of slugging it out, the wind power industry gains vital support to expand and create jobs, and wildlife gets the protection crucial for survival. These federal guidelines are a game-changer and big win for both wildlife and clean energy.”

Online:

Fish and Wildlife Service wind energy site: http://www.fws.gov/windenergy

Source: Huff Post Green
Original: http://huff.to/H186Ni


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