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Daily Archives: 09/05/2012




O actual ritmo de perda das espécies é mais de cem vezes superior ao da extinção natural, segundo a ONU. Foto: Mauricio Lima/AFP

O novo organismo internacional que vai dar uma resposta global à perda de biodiversidade e dos ecossistemas do planeta, o IPBES, ficará com a sede em Bona, na Alemanha, foi decidido nesta sexta-feira numa conferência internacional.

Especialistas de todo o mundo estão reunidos até amanhã, sábado, na cidade do Panamá para pôr de pé a Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas (IPBES), organismo que recebeu “luz verde” da Assembleia-Geral das Nações Unidas a 20 de Dezembro de 2010. Portugal é representado nas negociações por Henrique Miguel Pereira, investigador do Centro de Biologia Ambiental (CBA) da Universidade de Lisboa.

Este painel independente vai, em grande medida, espelhar o Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (IPCC), que tem promovido o conhecimento global sobre as alterações climáticas, fazendo a ponte entre os investigadores e as soluções no terreno. O IPBES vai analisar e dar consistência aos estudos científicos de institutos de investigação espalhados pelo mundo e com eles elaborar relatórios para os governos, com o estado, a classificação e as tendências de espécies e ecossistemas e ainda as respostas políticas necessárias.

“A estrutura institucional da plataforma está a ser negociada”, diz hoje uma nota do CBA, nomeadamente como será feita a avaliação da biodiversidade e ecossistemas do planeta. Além disso, a reunião no Panamá está a discutir a “forma de capacitar cientificamente os países em vias de desenvolvimento e estabelecer a forma de nomeação de cientistas para os diferentes grupos de trabalho, bem como as contribuições financeiras de cada país”.

Henrique Miguel Pereira considera que “este é um momento importante para a comunidade científica, que ao longo das últimas duas décadas tem estudado as alterações globais da biodiversidade e alertado para o impacto destas alterações no bem-estar humano”. Mas ainda há muito trabalho para fazer. “Agora vamos estabelecer um calendário para a avaliação científica dos principais problemas e trabalhar para que os países se comprometam a implementar as conclusões dessa avaliação”, acrescentou.

“A biodiversidade não conhece fronteiras e os ecossistemas também não: um grou (Grus grus) avistado durante o Inverno em Portugal pode ser avistado, no Verão seguinte, na Escandinávia ou na Sibéria; a Amazónia, uma floresta húmida cuja biodiversidade se mantém, em grande medida, desconhecida, estende-se ao longo de sete milhões de quilómetros quadrados, entre nove países sul-americanos”, lembra o CBA.

“O IPBES representa um grande avanço em termos de organização de uma resposta global à perda de organismos vivos e de florestas, rios, recifes de coral e outros ecossistemas”, comentou Achim Steiner, director-executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, na altura da criação do IPBES, em Dezembro de 2010.

Depois de dois anos de negociações com os países do Sul, liderados pelo Brasil – que receavam um processo controlado pelo Norte e um potencial entrave ao seu desenvolvimento -, o princípio da criação do IPBES foi aprovado em Junho de 2010 na Coreia do Sul. Mas foi a adopção em Nagoia (Japão), em Outubro desse ano, de um acordo sobre a partilha dos benefícios de algumas indústrias biogenéticas com os países do Sul que permitiu levantar as últimas reticências, explicou à AFP Salvatore Arico, especialista em biodiversidade na Unesco, associada a este painel.

Em Nagoia os governos adoptaram ainda um novo plano estratégico com metas para travar a perda da biodiversidade até 2020. Por exemplo, os governo aceitaram aumentar a superfície das áreas protegidas de 12,5% para 17% da superfície da Terra e passar as áreas marinhas protegidas do actual 1% para 10%.

De acordo com a ONU, o actual ritmo de perda das espécies, causado pelas actividades humanas, é “mais de cem vezes superior ao da extinção natural”. Hoje estão ameaçadas de extinção ao nível mundial uma em cada três espécies de anfíbios, mais de uma espécie de aves em cada oito, mais de um mamífero em cada cinco e mais de uma espécie de conífera em cada quatro.

Autor: Helena Geraldes
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/Jsv9Un


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A makeshift toilet is erected by the side of a stream in Srinagar, the summer capital of Indian Kashmir. Photograph: Farooq Khan/EPA

UN high-level meeting is expected to call on world leaders to support the 57 countries currently most off-track to achieve their millennium development goal targets for sanitation

Clean toilets have an important role in saving lives and boosting economic growth; that will be the message as 60 finance and development ministers gather in Washington on Friday at a high-level meeting on sanitation and water.

Their aim is to agree on urgent action towards ensuring that access to sanitation and safe drinking water becomes a reality for the billions of people lacking such basic services.

The Sanitation and Water for All (SWA) meeting, convened by Anthony Lake, executive director of the UN children’s fund Unicef, follows an announcement in March by Unicef and the World Health Organisation that the world had met the millennium development goal (MDG) overall target for access to safe drinking water in 2010, but that 783 million people were still missing out.

The UN report also said that the target for access to improved sanitation – calling for 75% of the world to be covered – will not be met by 2015. At current rates of progress, the target would not be reached until 2026, making the target for sanitation one of the MDGs that is most off-track. Around 2.5 billion people still lack basic sanitation, the report said.

The NGO WaterAid said most developing countries are seriously off-track and, unless urgent action is taken, sub-Sahara will not meet the target for more than 150 years.

“This lack of basic facilities to hygienically dispose of human faeces is the primary cause of diarrhoeal diseases, which kill thousands of children around the world every single day,” said WaterAid.

The high-level meeting before the weekend World Bank spring meetings is expected to call on world leaders to keep their promises and to support the 57 countries currently most off-track to achieve their MDG targets for sanitation. WaterAid estimates that if these countries achieve their MDG targets for sanitation by 2015, at least 400,000 additional children’s lives would be saved.

In addition to saving lives, research on the economics of sanitation and water indicates that no other single intervention brings greater public health returns; that the annual economic impact of poor sanitation is more than 5-6% of GDP in some countries, including costs related to premature deaths, as well as losses in industry, tourism and health-related productivity. A 2011 World Bank study, for example, shows that India alone loses $53.8bn annually due to poor sanitation and hygiene.

A UN inter-agency report earlier this month said developing countries suffer from a chronic lack of technicians and staff to operate and maintain sanitation and drinking water infrastructure, and called for additional and more targeted resources to maintain routine operations of existing systems and services.

Aid commitments for water and sanitation rose from $7.5bn in 2008 to $7.8bn in 2010, a 3.2% increase. Aid commitments to sanitation and drinking water, however, lag behind aid for most social sectors, reflecting its low status when it comes to development. Education aid, for example, reached 13.3bn in 2010, while aid for health was $19.5bn.

“Sanitation is the big taboo in international development. Diarrhoeal disease is the biggest killer of children in Africa. At current rates of progress, we won’t reach the MDG for sanitation on the continent for over two centuries. This meeting is a huge opportunity for finance ministers and donors to address a major neglect in aid policy,” said Henry Northover, head of policy at WaterAid. “We need a doubling of aid spend to increase the numbers of people getting access to safe water and sanitation. This must to go hand in hand with strengthening government capacity so that aid money gets turned into sustainable services. Access to water and sanitation is indispensable for human development and reaching all the MDGs.”

Author: Mark Tran
Source: The Guardian
Original: http://bit.ly/JlYEVd


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