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Understanding what makes some people choose to live a sustainable lifestyle while others don’t worry at all about the environmental consequences of their actions is of interest to both marketers and policymakers.

If they are able to understand what makes some people go “green” while others continue to live without regard for the environment, they might be better able to draft policy and market products in a way that appeals to a broader range of people.

Now, scientists have taken a first step toward getting inside the minds of consumers by identifying which personality traits are more closely associated with sustainable behavior.

The researcher, Rune Ellemose Gulev of the University of Applied Sciences in Kiel, Germany, found that countries in which the populace was concerned with having high social cohesion or having tolerance and respect also scored highly with regards to environmental and social sustainability. People who value social responsibility among business leaders and those societies that had higher trust in one another were also more likely to be more focused on sustainability.

On the other hand, some traits tied to sustainability were less than obvious. For example, sustainable habits and practices were tied closely to countries where high levels of pay were important to people. Conversely, populations that were considered “unselfish” or focused on equality for all were not as likely to practice sustainable behaviors.

Gulev said the results show that sustainable behavior can be predicted and facilitated by understanding people’s attitudes and how they correlate to their real- life behaviors.

“Taken holistically, the results provide clear indication that some attitudes and values in people do facilitate sustainable behavior and that these attitudes and values can be fostered to create greater sustainable behavioral practices,” Gulev said. “It is hoped that the results initiate a debate and further motivation for research into sustainable practices.”

The research will be featured in the International Journal of Sustainable Economy.

Author: Jeanette Mulvey
Source: The Huff Post Green
Original: http://goo.gl/9mHbq


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Sempre ouvimos falar que a água é essencial para a vida do ser humano, mas sua disponibilidade está além da esfera biológica, e afeta também o campo econômico. É o que salienta um novo relatório da consultoria Frontier Economics e do banco HSBC, que afirma que a escassez hídrica poderá prejudicar o crescimento econômico mundial nas próximas décadas. A saída é investir em uma melhor distribuição, saneamento, tratamento e economia de água para todos.

De acordo com o documento, até 2050 as dez bacias hidrográficas mais populosas do mundo – dos rios Ganges, Yangtzé (rio Azul), Indo, Nilo, Huang He (rio Amarelo), Huai, Níger, Hai, Krishna e Danúbio – terão capacidade para gerar 25% do PIB global; atualmente, as regiões que compreendem essas bacias geram 10% do PIB global.

No entanto, isso só acontecerá se houver uma mudança no processo de manejo hídrico dessas bacias, caso contrário este crescimento ficará sob a ameaça de um consumo insustentável de água. Se isso acontecer, o texto prevê a escassez de água em pelo menos sete das dez bacias, incluindo a dos rios Ganges, Amarelo e Níger.

“Assumia-se até agora que a água sempre estaria disponível. As pessoas estão percebendo que isso agora não é assim”, comentou Nick Robins, diretor do Centro de Excelência em Mudanças Climáticas do HSBC.

Por isso, o relatório sugere que é necessário um maior investimento nos recursos de água doce e um melhoramento no tratamento, na economia de água e em como a água é usada na agricultura, na indústria e nas residências.

Além disso, o documento indica que os desenvolvedores de políticas devem entender a relação entre a água, a produção de alimentos, a energia e as mudanças climáticas e procurar formas de atrair investimentos para aperfeiçoar a infraestrutura hídrica.

“As descobertas mostram que o futuro das bacias hidrográficas é fundamental para o crescimento econômico. Ações rápidas e colaborativas em todo o mundo são necessárias. O relatório também enfatiza a forte lógica econômica de melhorar o acesso à água doce e saneamento, em um momento em que a ajuda total ao acesso à água e ao saneamento diminuiu”, observou Douglas Flint, presidente do HSBC.

Mas o texto aponta que, se há necessidade de investimentos, há também muitas possibilidades de ganho com isso. O relatório diz que investir no acesso universal à água resultaria em um ganho econômico mundial anual de US$ 220 bilhões. Os países poderiam ter um retorno de US$ 5 para cada US$ 1 gasto, embora na América Latina esse retorno possa chegar a US$ 16, e alguns países africanos poderiam receber todo esse retorno em três anos.

“[Os investimentos em água] são ativos de longa vida bastante seguros, então não há muito risco aí. Mas você realmente precisa dar aos investidores garantia de que os ativos estão a salvo”, declarou Robins.

O próprio HSBC está investindo na questão, e dará US$ 100 milhões nos próximos cinco anos para a WaterAid, a EarthWatch e o WWF para combater problemas hídricos. “Essa parceria resultará em 1,1 milhão de pessoas recebendo acesso à água potável e 1,9 milhão melhorando sua higiene e saneamento em Bangladesh, Índia, Nepal, Paquistão, Nigéria e Gana”, disse Barbara Frost, CEO da WaterAid.

O programa anterior de cinco anos do banco se focava nas mudanças climáticas, mas Robins explicou que a mudança de foco não é uma grande alteração, pois os dois temas estão intimamente ligados.

“A água é a forma pela qual as mudanças climáticas são expressas. Você tem a ruptura dos padrões climáticos tradicionais; áreas secas ficam mais secas, enquanto áreas úmidas ficam mais úmidas; e há também eventos climáticos extremos. A água é o coração da adaptação às mudanças climáticas”, concluiu.

Para obter uma cópia do relatório, entre em contato com Paul Cullum da Frontier Economics: p.cullum@frontier-economics.com ou 44 (0) 20 7031 7000.

Autor: Jéssica Lipinski
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/gVFbm


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Um enorme contingente de pessoas – um problema real e urgente – pode não ser tão devastador se houver uma transição adequada para outro tipo de economia


Chineses no metrô. (Liu Jin/AFP)

São Paulo – No ano 8000 a.C., quando se encerrava a Idade do Gelo e a agricultura florescia no Crescente Fértil, no Oriente Médio, havia 5 milhões de habitantes no planeta. Numa conta simples, é possível deduzir que cada um deles tinha à sua disposição 30 quilômetros quadrados de terra — o equivalente a quase vinte parques do Ibirapuera paulistano — para caçar, plantar e extrair sem culpa os recursos naturais necessários para a sobrevivência. No próximo dia 20, quando os chefes de governo e de estado chegarem para a Rio+20, a população mundial terá 7,1 bilhões de pessoas. Descontando as áreas aquáticas do globo, sobram a cada um de nós, cidadãos do século XXI, apenas dois quarteirões de área a ser explorada. A rigor, o cálculo é outro — e nada nos sobra, teoricamente.

O uso de recursos naturais já excede em 50% a capacidade de reposição da natureza. Em 2030, serão necessárias duas Terras para garantir o atual padrão de vida da humanidade. É o preço a pagar pelo aumento populacional, resultado de uma longa luta da humanidade pela sobrevivência e contra os efeitos danosos da mortalidade precoce, movimento atrelado aos avanços da medicina e do saneamento. De 1800 a 2010, a economia mundial (o produto interno bruto) aumentou noventa vezes. O impacto da produção e do consumo resultantes do crescimento econômico e populacional na pauperização do ambiente foi avassalador. A despeito desse cenário, a palavra população foi citada apenas duas vezes no chamado Esboço Zero, o rascunho do documento final da Rio+20. O texto, um resumo de 6 000 páginas de sugestões de governos, da sociedade civil e de cientistas e acadêmicos, é uma espécie de roteiro sobre o que deve ser discutido no encontro para, depois, ser posto em prática, com o aval dos governantes. A expressão demografia não aparece nenhuma vez nesse compêndio de tamanha relevância. Esqueceram de nós.

É uma lacuna inconcebível e um tabu que precisa ser enfrentado. Existe um debate acirrado entre correntes que jogam todas as culpas das desgraças ambientais na população, numa linha malthusiana, e outras correntes que consideram a população desimportante — uma discussão que, por ser excessivamente polarizada, cansativa até, pode ter afastado o assunto da pauta. No entanto, não se pode esquivar dos íntimos laços entre população, desenvolvimento econômico e degradação ambiental. Para o Brasil, sede da reunião, o tema população é mais decisivo ainda. O país passa por um período especial, único, que só acontece uma vez na história de cada nação. Chama-se bônus demográfico, o qual já desfrutaram no passado países que se tornaram ricos e desenvolvidos. Nesse período do bônus, a população adulta e em idade ativa torna-se superior à de crianças e idosos. Em 1965, havia noventa brasileiros dependentes para cada 100 em idade economicamente ativa. Hoje, essa relação caiu pela metade: é de 45 para 100. É uma chance rara para o país acelerar o crescimento econômico e social. O fenômeno está ocorrendo agora no Brasil, mas também se estende a outros países em desenvolvimento, como a China e a Índia.

No caso brasileiro, o tema torna-se mais pertinente por um aspecto crucial: se bem utilizado, o período pode representar para o país uma galinha dos ovos de ouro. Somos, pela primeira vez na história recente, uma nação cuja maior parcela de seus habitantes possui entre 20 e 29 anos de idade. De acordo com um estudo dos professores Cássio Turra e Bernardo Queiroz, da Universidade Federal de Minas Gerais, o Brasil tem um potencial de crescimento de 2,5% ao ano gerado exclusivamente pelo bônus demográfico. Em um cenário otimista, a economia poderia crescer em asiáticos 6,5% ao ano até 2030.

Duas questões se impõem. A primeira é saber se o governo investirá de forma consistente em educação e no aprimoramento da força de trabalho para conseguir acompanhar e suprir as necessidades decorrentes do crescimento econômico. A segunda é como aproveitar essa fase rica de transição demográfica para crescer sem degradar ainda mais o ambiente. A Coreia do Sul é um exemplo de país que conseguiu usufruir o período do bônus de forma eficiente. Primeiro, fez o principal. Investiu pesado em educação, preparando pessoas qualificadas para aproveitar ao máximo essa fase demograficamente saudável. Mais recentemente, o governo aproveitou a mão de obra extremamente qualificada para investir na chamada economia verde, que permite o crescimento sem grandes danos ambientais. E está desenvolvendo projetos ecologicamente corretos nas áreas de conservação de energia, reciclagem, redução da emissão de CO2, que incrementam o efeito estufa, recuperação das florestas, prevenção de enchentes e revitalização dos principais rios do país.

Entre os Brics, a China é o país que melhor tem aproveitado o bônus demográfico para acelerar a expansão econômica. Embora a população chinesa tenha parado de crescer, o PIB dobra de tamanho a cada oito anos, desde as reformas de Deng Xiaoping. Os chineses souberam aproveitar a mudança na pirâmide etária para tirar milhões de pessoas da situação de pobreza e construir uma base econômica altamente competitiva. Porém, a um custo ambiental sem precedentes. Dois terços dos rios e dos lagos do país estão contaminados. É na China que se encontram dezesseis das vinte cidades mais poluídas do mundo. Centenas de milhares de chineses morrem por ano em decorrência da água e do ar pútridos do país. As fábricas movidas a carvão criaram vilarejos doentes, nos quais as taxas de tumores malignos são altíssimas.

Não há dúvida de que o sucesso humano dos últimos dois séculos teve um preço elevadíssimo. A poluição do solo, dos rios, lagos e oceanos, a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento têm erodido o capital natural e reduzido a riqueza da biodiversidade. O mundo precisa de um acordo global para controlar os efeitos danosos do excesso de consumo, mas que, ao mesmo tempo, garanta a transição demográfica. Em países como o Brasil e seus pares emergentes, o crescimento da faixa de população economicamente ativa resulta, naturalmente, em ampliação do consumo e da exploração dos recursos naturais — apenas demonizá-los de nada adiantará. A Rio+20 é uma boa oportunidade de avanços, desde que seja levado em conta o tanto de gente que vive no planeta.

José Eustáquio Diniz Alves é doutor em demografia da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Autor: José Eustáquio Diniz Alves
Fonte: Exame / Veja
Original: http://goo.gl/Rp6Pg


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No total, cerca de 130 chefes de Estado e de Governo são esperados no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A União Europeia vai bater-se “até ao último minuto” para conseguir “compromissos credíveis” e “irreversíveis” na conferência sobre desenvolvimento sustentável, Rio+20, que começa hoje. Mas o comissário do Ambiente admite que será difícil.

Em conferência de imprensa esta tarde em Bruxelas, o líder da delegação da Comissão Europeia na Rio+20, que contará com cerca de 50 pessoas, Janez Potocnik, não escondeu as dificuldades e os riscos de fracasso desta conferência, 20 anos depois da original, a Cimeira da Terra.

“Não temos nenhuma garantia de acordo”, reconheceu. “As pré-negociações organizadas em Nova Iorque não permitiram avançar o suficiente. Esperam-nos dias difíceis”, lamentou. A 2 de Junho, na última etapa negocial das negociações informais sobre o texto de acordo que os líderes mundiais deverão assinar a 22 de Junho, os delegados estavam de acordo apenas em 70 dos 329 parágrafos, ou seja, em 21% do texto.

Ainda assim, Janez Potocnik disse estar “optimista”, lembrando que desde a primeira cimeira em 1992 o mundo fez muitos progressos, se bem que insuficientes. “Milhões ainda passam fome todos os dias. Se continuarmos a consumir recursos a este ritmo, em 2050 precisaremos do equivalente a dois planetas para nos sustentar e as aspirações de muitos a uma melhor qualidade de vida nunca serão satisfeitas”, acrescentou.

Em termos simples, Janez Potocnik considera que o tema central da Rio+20, a “economia verde”, é “a nossa estratégia de sobrevivência”. “Precisamos mudar a forma como crescemos e criar uma nova estrutura circular, onde nada se desperdice.”

Da Rio+20, a Comissão Europeia quer que saía “algo irreversível e que tenha um impacto real nas nossas vidas”. Mais concretamente, a União Europeia sugeriu metas e objectivos para cinco “pilares da vida”: água, oceanos, solos e ecossistemas, energia sustentável e eficiência de recursos.

Uma das propostas que Bruxelas gostaria de ver aprovada no Rio+20 seria o “acordo de grandes empresas privadas para passarem a incluir a sustentabilidade nos seus relatórios anuais, ou então, para explicarem por que não o fazem”, disse o comissário.

Além de Janez Potocnik, outros três comissários vão participar na conferência Rio+20: Connie Herdegaard (Alterações Climáticas), Dacian Ciolos (Agricultura) e Andris Piebalgs (Desenvolvimento). O presidente da Comissão Europeia, José Durão Manuel Barroso, prevê juntar-se aos dirigentes políticos no Rio.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável dá hoje o seu pontapé de partida. Mais de 50 mil pessoas são esperadas no Rio de Janeiro. Delegações de 176 país e cerca de 130 chefes de Estado e de Governo retornam às negociações, primeiro numa sessão preliminar entre hoje e sexta-feira, e depois na conferência propriamente dita, de 20 a 22. Dezenas de eventos paralelos vão mobilizar empresas, organizações governamentais, autarquias e cidadãos.

Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/SiW4A


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Um arquivo disponibilizado pelo jornal britânico The Guardian traz algumas informações bastante interessantes de como cada país, ou bloco de nações, se posiciona diante dos tópicos a serem acordados durante a Rio+20. A versão rascunho do texto “O Futuro que Queremos” é datada de 2 de junho e destaca cada trecho que foi cortado do documento e quem teria promovido o veto.

Já na primeira página, um parágrafo fala que “erradicar a pobreza é o maior desafio mundial (…) Nesse quesito estamos comprometidos em libertar a humanidade da pobreza e da fome”. A palavra “extrema” havia sido acrescentada pelos Estados Unidos antes de “pobreza”, mas os países que formam o G77 conseguiram apagar a expressão do texto.

Logo em seguida, no trecho que fala sobre “alcançar o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões”, o G77 incluiu o conceito de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Essa parte acabou sendo cortada a pedido dos EUA, Canadá, Japão e União Europeia.

Mais para frente aparece “Reconhecemos que a igualdade de gêneros e de fortalecimento da mulher, incluindo o acesso a serviços de saúde reprodutiva, são importantes para o desenvolvimento sustentável e para nosso futuro comum”. A parte sublinhada foi acrescentada pelos EUA, mas acabou vetada pelo G77 e pelo Vaticano.

Em um parágrafo sobre o consumismo, a União Europeia havia incluído “estamos comprometidos a alterar os padrões insustentáveis de consumo e produção, e eventualmente alcançar a desassociação absoluta entre o crescimento econômico e o uso de recursos naturais”. Todo o trecho foi apagado a pedido dos EUA.

Praticamente todas as 81 páginas do documento contém modificações, o que deixa claro como é difícil agradar todas as partes envolvidas. Diante disso, parecem ser pequenas as chances de que em apenas três dias de negociações formais na Rio+20 seja possível chegar a um consenso total e ambicioso.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/The Guardian
Original: http://goo.gl/oVgkr


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Rasto do tsunami de 2011 no Japão: mortes e custos elevados. Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

Cerca de 1,3 milhões de pessoas morreram em desastres naturais entre as duas grandes conferências mundiais sobre desenvolvimento sustentável –a Eco-92 e a Rio+20.

Num balanço que coincide com o início, esta semana, da primeira fase da Rio+20, o Departamento das Nações Unidas para a Prevenção do Risco de Desastres estima que as catástrofes afectaram 4,4 mil milhões pessoas e custaram algo em torno de 1,6 biliões de euros – ou 25 vezes o montante anual de ajuda internacional ao desenvolvimento.

“Espero que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável [Rio+20] leve em conta os prejuízos que o planeta tem sofrido nos 20 anos desde a última destas conferências”, referiu a representante especial da ONU para a redução dos desastres, Margareta Wahlström, num comunicado.

Segundo o balanço da ONU, embora a maioria das mortes por catástrofes esteja relacionada com sismos, são as cheias, secas e tempestades que afectam mais pessoas.

Margareta Wahlström afirma que tem havido uma “crescente exposição a eventos extremos, alimentados pela rápida urbanização, pobreza, degradação ambiental, alterações climáticas e ausência de boa governação”.

Todos estes temas estão na agenda da Rio+20 – um evento intergovernamental e também da sociedade civil, e que irá reunir mais de uma centena de chefes de Estado e de governo entre 20 e 22 de Junho.

Alguns líderes das maiores economias mundiais não estarão presentes, como Barack Obama, Angela Merkel e David Cameron. O Presidente russo, Vladimir Putin, que tinha confirmado presença, cancelou também a sua participação, segundo o diário brasileiro Folha de São Paulo. A Rússia será representada pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva adiou por alguns dias a sua participação, por questões de saúde.

Notícia corrigida às 19h33: o número de mortos referido no primeiro parágrafo é 1,3 milhões e não 1,3 mil milhões, como erroneamente foi referido.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/BNPo2


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Engenheiros mostram como é possível reduzir o dano ambiental através de inovações desenvolvidas no país


Stand da empresa no evento apresenta ações e novidades voltadas para sustentabilidade

São Paulo – Pavilhões representando diversos países durante a Rio+20 preenchem o gigantesco espaço do Parque dos Atletas, uma principais locais de eventos durante a conferência. Uma das estruturas, no entanto, é dedicada exclusivamente à mostra de pesquisas realizadas por profissionais brasileiros. O estande da Coppe/UFRJ, referência em estudos de engenharia, inaugurou uma pequena exposição com ideias e tecnologias que podem ajudar a transformar o discurso sobre o meio ambiente em ações de efeito. Uma delas é o uso do cimento ecológico capaz de minimizar o impacto de um dos grandes poluidores mundiais, a construção civil.

A indústria do cimento responde por cerca de 5% das emissões mundiais de gás carbônico. As estimativas da Coppe são de que o uso de resíduos agroindustriais na substituição de 40% do cimento reduza, no Brasil, até 17 milhões de toneladas na emissão anual de gás carbônico dessa indústria. O estudo destaca ainda ser possível que um milhão de famílias de agricultores do Nordeste, cuja renda vem do sisal, sejam beneficiadas com o uso de fibras vegetais na construção civil. Atualmente, a produção global da indústria cimenteira é de 3,3 bilhões de toneladas de cimento por ano.

Outra novidade possível, na área da redução do consumo de combustíveis fósseis, é proposta na Rio+20 pelos engenheiros. A ideia é aumentar o ciclo de vida dos plásticos e reduzir o descarte no meio ambiente. Seria criado um plástico especial, com maior durabilidade e capaz de ser transformado em matéria-prima, coisa que não acontece hoje em dia. Ao não precisar de nova matéria-prima para a fabricação de plásticos, que são feitos de petróleo, deixa de consumir combustível fóssil.

Das 14 tecnologias expostas, também chama atenção a usina de ondas. O objetivo é gerar energia através da movimentação das águas marítimas. O Porto do Pecém, no Ceará, tem uma dessas estruturas, que entrará em operação este ano. A usina pode ser uma alternativa viável para o Brasil, que tem oito mil quilômetros de costa e a preocupação em encontrar fontes de energia limpa e renovável. O potencial se compara a uma micro-hidrelétrica. No Pecém, deve chegar a 125 quilowatts por gerador. Será a primeira usina de onda da América Latina. Segundo estudos da Coppe, o mar brasileiro pode aumentar em até 17% a capacidade total de energia elétrica instalada no país hoje.

No setor dos transportes, a novidade no Brasil é o trem de levitação magnética, existente no Japão, China e Coreia. O plano da Coppe é o de atrair investimentos para a montagem de uma linha dessas ligando os aeroportos Santos Dumont e o Internacional Antônio Carlos Jobim. Segundo os pesquisadores, a construção sai um terço mais barata do que o metrô. Os trilhos, por terem ímãs, são mais caros. Mas a compensação está no fato de não precisar escavar túneis para a passagem desses trens, que são silenciosos.

Autor: Cecília Ritto
Fonte: Exame / Veja
Original: http://goo.gl/Lkugf


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Assunção Cristas diz que a proposta é ainda um “texto aberto”. Foto: Pedro Cunha

O Conselho de Ministros aprovou hoje a proposta governamental para uma nova Lei de Bases do Ambiente, para substituir a actual, que tem 25 anos.

A nova lei será “pequena, muito diferente da actual e adaptada ao futuro”, disse Assunção Cristas, ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, à saída do Conselho de Ministros, citada pela agência Lusa.

O texto aprovado – que seria enviado hoje ao Parlamento – tem cinco capítulos e 25 artigos. A lei vigente tem 52 artigos e outras propostas já apresentadas à Assembleia da República pelos partidos da oposição têm entre 49 e 58 artigos.

A ideia do Governo é a de que a Lei de Bases do Ambiente aponte princípios, mas não entre em detalhes sobre a sua regulamentação. Entre estes princípios, está o do reforço de instrumentos económico-financeiros ambientais, incluindo formas de compensação pela protecção das natureza – para autarquias e proprietários privados, por exemplo.

A nova lei também deverá contemplar a necessidade de todos os planos nacionais estratégicos terem uma avaliação de risco a longo prazo, baseada em cenários sobre o futuro.

Assunção Cristas afirmou que a proposta do Governo é “um texto aberto” e “uma proposta de trabalho”, e que “tem todos os instrumentos necessários para ser eficaz”.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/NKQD7


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Documento da WWF aponta que gigante asiático ultrapassou União Europeia e agora é o maior mercado de tecnologia verde do mundo, tendo alcançado vendas no patamar de €57 bilhões no ano passado

Um novo relatório publicado nesta terça-feira (5) pela ONG WWF revelou que a China é a nova líder mundial no setor industrial de tecnologia e energia limpa em termos absolutos, passando a União Europeia nesta marca.

O documento, intitulado ‘Economia Limpa, Planeta Vivo’, classificou 40 países a partir do valor de vendas dos produtos de tecnologia de energia limpa que eles produziram. O relatório indicou que a indústria de tecnologias verdes cresceu 10% em 2011, chegando a quase €200 bilhões. Neste ritmo, a organização prevê que até 2015 esse mercado atinja entre €240 bilhões e €290 bilhões, ultrapassando o setor de equipamentos de petróleo e gás.

A nova líder do mercado teve um crescimento no último ano de €13 bilhões, chegando a €57 bilhões. A China alcançou o segundo lugar como centro de produção com mais rápido crescimento, com 29%, tendo ficado atrás apenas de Taiwan, que cresceu 36% em 2011. Em terceiro lugar figurou a Índia, com um crescimento de 19%, em quarto a Coreia do Sul, também com 19%, e em quinto os Estados Unidos, com 17%.

“A vontade política é o que separa os vencedores dos perdedores em uma economia limpa do futuro, e é isso que os rankings mostram. O governos deles investiu, e agora os vencedores estão ganhando as vendas, os empregos e a tecnologia”, comentou Samantha Smith, líder global de políticas climáticas e energéticas do WWF.

“Todos os países que estão ganhando os mercados globais perceberam que a tecnologia limpa é uma parte importante de suas políticas energética, econômica e industrial. Esses países estão apoiando a indústria da tecnologia energética limpa, e têm políticas estáveis de longo prazo que geram investimentos verdes. Eles incentivam as áreas certas, e agora estão colhendo os frutos”, acrescentou Smith.

Já a UE, que até recentemente liderava o setor, teve queda nas vendas da indústria de tecnologia limpa na maioria de seus países, como resultado da recessão econômica que atingiu o bloco, o que aumentou o risco de investimentos e reduziu-os. As vendas do setor verde caíram 5% na Europa.

Individualmente, as quedas foram de, por exemplo, 9% na Espanha, 14% nos Países Baixos e 30% na França. Apenas a Alemanha e a Dinamarca tiveram bons resultados, alcançando respectivamente o terceiro e o primeiro lugares em se tratando de vendas por porcentagem de produto interno bruto (PIB).

“Se a Europa quer voltar à disputa, precisa de novas e ambiciosas metas para estimular a produção de sua tecnologia limpa para novos níveis de desempenho, e para se manter competitiva na economia do século XXI”, sugeriu Jason Anderson, diretor de políticas climáticas e energéticas do Escritório Europeu do WWF.

Mesmo o valor das vendas tendo crescido 10%, o volume aumentou ainda mais, o que indica que a energia verde está ficando rapidamente mais barata. Nesse sentido, a Europa mais uma vez teve uma má notícia: apesar dos fabricantes europeus terem vendido mais, eles ganharam menos.

“A queda de preço é uma boa notícia para os consumidores, mas para continuar gerando receita os fabricantes da UE têm que acompanhar a competição. A política pode ajudar, criando condições estáveis para investimento e inovação”, observou Anderson.

Brasil

O Brasil apresentou relativamente bons resultados na classificação, mantendo seu crescimento de 3% no setor de tecnologias limpas, com as vendas atingindo €7,5 bilhões em 2011. Com isso, o país ficou em quarto lugar no ranking absoluto.

De acordo com o documento, a maior parte das vendas de tecnologia verde no Brasil ficou por conta do bioetanol e do biodiesel, embora o volume de produção do bioetanol tenha diminuído 26% devido a uma má colheita no último ano, fator que foi compensado com um aumento nos preços, tendo as vendas totais caído apenas 5%. Já a produção de biodiesel no país teve um aumento de 52%.

O documento também salienta a produção de turbinas eólicas no Brasil, embora reconheça que ela ainda é volátil, tendo mostrado uma redução de 21% em 2011 devido a questões financeiras dos fabricantes.

“O relatório mostra que a produção de tecnologia limpa é uma grande oportunidade de negócio e um elemento essencial para trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável”, concluiu Anderson.

Autor: Jéssica Lipinski
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/i0z9H


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Diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Laís Abramo, falará sobre as ocupações verdes e seus impactos nos trabalhadores e no mercado de trabalho


Cúpula Mundial Green Jobs será encerrada no dia 15 com a Arena Verde

Rio de Janeiro – A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) coordenará a Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa no próximo dia 13. O evento é integrado à Agenda Rio+20 e Você e ocorrerá no Planetário da Gávea, na zona sul da cidade, nos dias 14 e 15 deste mês. Para a realização da Cúpula Mundial Green Jobs, foi firmado memorando de cooperação com o Instituto Humanitare, responsável pela divulgação da agenda da ONU.

Serão discutidos no encontro os conceitos de emprego verde e carreira verde, ligados a áreas voltadas para a sustentabilidade do planeta e das pessoas, informou à Agência Brasil a presidenta da ABRH, Leyla Nascimento. “Não se trata mais de falar da engenharia ambiental, mas da engenharia que não só tem que se preocupar com a especialização do meio ambiente, mas também com que suas atividades não degradem o meio ambiente e tenham consciência em relação a isso”.

Esses diferenciais, disse, terão de ser acrescentados a todas as carreiras onde as pessoas passarão a desenvolver a sua profissão com outro olhar, o olhar da economia verde. “O que posso fazer que diminua a interferência que estamos fazendo no planeta, que diminua os riscos que o homem e a humanidade estão trazendo com suas ações?”. A cúpula fará uma discussão sobre os vários olhares, acrescentou.

A preocupação da ONU é que cada país implante a chamada carreira verde, dentro de políticas normatizadas, de um plano de carreiras reconhecido, e que as ocupações sejam renomeadas com esses novos atributos, esclareceu. Uma pesquisa a ser divulgada durante o evento mostrará como os países estão trabalhando dentro dessa linha. “O Brasil tem apresentado uma proatividade grande nessa área das carreiras verdes”, comentou.

A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, falará sobre as ocupações verdes e seus impactos nos trabalhadores e no mercado de trabalho – como a economia verde vai proporcionar melhor ambiente e melhores condições para o trabalhador de maneira geral. A Associação Mundial de Recursos Humanos abordará o cenário internacional relacionado aos empregos verdes. Serão temas de debate também o novo perfil dos executivos e lideranças exigido pela economia verde, a transição para essa nova economia e sua relação com a educação e a qualificação profissional. “Os currículos precisam receber um redimensionamento e uma mudança em cima disso”, disse Leyla.

Ela destacou a necessidade de as lideranças empresariais e governamentais entenderem que ao tratar de economia verde e trazerem isso para si, eles estão contribuindo para o resultado da empresa, mas também do país e do planeta. “Então, não é uma mobilização do governo. É uma mobilização da sociedade”. No caso dos recursos humanos, as transformações que ocorrem nos ambientes corporativos estão nas mãos dos líderes, lembrou. “A liderança é fundamental nesse momento, na economia verde, porque são eles [os líderes] que estarão diretamente com as pessoas. Eu costumo dizer que o líder é um educador da empresa”. Outro aspecto importante, quando se fala em lideranças, está relacionado às questões éticas e de conduta profissional, acrescentou a presidenta da ABRH.

A Cúpula Mundial Green Jobs será encerrada no dia 15 com a Arena Verde, cujo objetivo é a mobilização dos jovens pós-Rio+20. A arena vai explicar à juventude brasileira e internacional presente ao encontro o que é economia verde, o que se espera das empresas, qual o papel hoje dessas organizações e qual o perfil de profissionais que elas precisarão absorver daqui para a frente.

“Os jovens precisam entender que há um adicional aí, que vai entrar no seu currículo acadêmico, de futuro profissional, que é o dos atributos da economia verde. A Rio+20 deverá aprofundar essa discussão”.

Autor: Alana Gandra, da Agência Brasil
Fonte: Exame
Original: http://goo.gl/0tA14


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