Aposta nas renováveis já poupou 2,5 mil milhões de euros a Portugal


Entre 2005 e 2010, Portugal poupou 500 milhões de euros por ano por não ter de importar carvão e gás natural para gerar electricidade.

A aposta nas energias renováveis já poupou, entre 2005 e 2010, 2,5 mil milhões de euros à economia portuguesa, revelou hoje Pedro Galhardas, responsável pelo estudo da Rolanda Berger desenvolvido para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

De acordo com o estudo, este foi o valor que Portugal poupou em importações de gás natural e carvão usado para a geração de electricidade pelos métodos tradicionais, como as centrais a carvão.

Por ano, esta poupança é de cerca de 400 milhões de euros, o que permite que o défice tarifário do país não suba tanto e, consequentemente, não seja depois repercutido nos preços finais da electricidade.

Mas estes não são os únicos benefícios da aposta nas energias renováveis, que segundo o presidente da APREN, António Sá da Costa, devem continuar como previsto no Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER).

De acordo com este responsável, até 2015, a indústria da energia renovável terá um contributo de 4,1 mil milhões de euros no PIB nacional e criará mais de 60 mil empregos, dos quais mais de seis mil nos projectos eólicos em curso promovidos pelo Governo e quatro mil na indústria fotovoltaica.

Além disso, “em oito anos, contribuiu cerca de 270 milhões de euros para as autarquias locais”, graças às rendas que as centrais eólicas têm de pagar aos munícipios pelo uso dos terrenos, acrescentou António Sá da Costa.

Para o presidente da APREN, é essencial que se continue a investir em renováveis até porque tudo indica que, a partir de 2020, a produção renovável será mais competitiva que a normal, mesmo num cenário de crise que pode limitar os projectos desenvolvidos.

De acordo com o estudo da Roland Berger, hoje 84% da energia renovável produzida em Portugal é através das eólicas, um valor superior a alguns países da Europa, como a Alemanha, França ou o Reino Unido.

Acresce a isto o facto de que o valor de produção de energia eólica é mais barato em Portugal do que em qualquer um desses países. Em Portugal custa 70 euros por MWh (Megawatthora) enquanto que na Alemanha custa 92 euros e na Itália e França custa 82 euros.

Autor: Ana Baptista
Fonte: Dinheiro Vivo
Original: http://bit.ly/rjBQbf


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