AIE alerta sobre aumento mundial nos subsídios de combustíveis fósseis


Subsídios globais para o consumo de combustiveis fósseis devem atingir US$ 660 bilhões em 2020 a menos que reformas sejam aprovadas para eliminar efetivamente essa forma de ajuda estatal, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) na terça-feira.

“Os governos e contribuintes gastaram cerca de meio trilhão de dólares no último ano apoiando a produção e o consumo de combustíveis fósseis”, afirmou a fiscalizadora de 28 países industrializados.

“Em um período de preços de energia constantemente altos, subsídios representam uma responsabilidade econômica significante”, a agência declarou em um resumo do seu Panorama Mundial de Energia anual, que deve ser publicado na íntegra no dia nove de novembro.

A AIE estima que tais subsídios chegaram a US$ 409 bilhões em 2010, comparados aos US$ 312 bilhões em 2009. Os produtores de petróleo ganharam os maiores subsídios, com US$ 193 bilhões em 2010, enquanto US$ 91 bilhões foram para o gás natural. O Irã e a Arábia Saudita receberam os maiores subsídios.

“É uma quantidade enorme de dinheiro”, disse o economista chefe da AIE Fatih Birol em uma coletiva de imprensa com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que também apresentou um relatório sobre o assunto.

“Sem mais reformas, o gasto com subsídios para o consumo de combustíveis fósseis deve atingir US$ 660 bilhões em 2020, ou 0,7% do produto interno bruto global”, acrescentou Birol.

Em 2010, Birol previu que os subsídios para combustíveis fósseis atingiriam US$ 600 bilhões em 2015 sem reformas maiores. Ele afirmou que a lenta taxa de crescimento foi em parte devido aos esforços de alguns países como a China e a Índia.

“Isso é graças aos aperfeiçoamentos na Índia, na China, na Rússia. Eles fizeram esforços significantes. Temos que ser justos”, declarou ele, acrescentando que apenas 8% desses subsídios atingem a população mais pobre.

Líderes do Grupo das 20 (G20) maiores economias se comprometeram em Pittsburgh em 2009 a reduzirem gradativamente, em médio prazo, os subsídios de combustíveis fósseis ineficientes que encorajam o consumo perdulário.

O secretário-geral da OCDE Angel Gurria pediu que as nações em desenvolvimento e industrializadas reduzissem os subsídios urgentemente.

“À medida que [as nações] procuram por respostas políticas para a pior crise econômica de nossas vidas, a redução gradativa dos subsídios é um caminho óbvio para ajudar os governos a atingirem suas metas econômicas, ambientais e sociais”, disse Gurria em uma coletiva de imprensa.

Eliminar o subsídio do consumo de combustíveis fósseis cortaria a demanda global de energia em 4% e reduziria consideravelmente o crescimento das emissões de carbono, afirmou a AIE na terça-feira.

Autor: Muriel Boselli
Fonte: Instituto CarbonoBrasil / Reuters
Original: http://bit.ly/nuvna7


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