Center Norte está entre as 10 áreas críticas de contaminação em SP


Interditado por alta concentração de gás metano, Shopping Center Norte é apenas uma de dez regiões contaminadas do estado de São Paulo que oferecem riscos à população


Áreas contaminadas de SP já abrigaram indústrias químicas e metalúrgicas, cujos resíduos não receberam tratamento adequado

São Paulo – Construído na década de 80 sobre um antigo lixão, o Shopping Center Norte enfrenta as consequências de um tratamento inadequado dos resíduos que se acumularam alí. A região do centro comercial, entretanto, é apenas uma de dez áreas do estado de São Paulo em situação de contaminação crítica, segundo a Cetesb, a agência ligada à Secretaria do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização, monitoramento e licenciamento ambiental.

Na lista negra, que o órgão ambiental monitora de perto, aparecem, além do shopping, as seguintes regiões: Condomínio Residencial Barão de Mauá; Jardim das Oliveiras, em São Bernardo; Aterros industriais Mantovani e Cetrin; Bairro de Jurubatuba, em Santo Amaro; Bairro de Vila Carioca, no Ipiranga; Mansões de Santo Antônio, em Campinas; Indústrias Reunidas Matarazzo, em São Caetano do Sul; Conjunto Cohab, em Cachoeirinha; Conjunto Cohab, em Heliópolis.

Boa parte dessas áreas já abrigaram indústrias químicas e metalúrgicas, cujos resíduos se acumularam no solo sem receber tratamento adequado. Os riscos para a população local são grandes.

Uma das situações mais preocupantes é a do Condomínio Residencial Barão de Mauá, na Grande São Paulo, erguido sobre um antigo lixão industrial. Onze anos atrás, um funcionário que fazia a manutenção de uma caixa de água subterrânea morreu vítima de uma explosão no subsolo, que tinha alta concentração de gases tóxicos.

Em laudo técnico, a Cetesb encontrou cerca de 40 tipos de gases tóxicos na região, entre eles o gás metano, também presente no Center Norte, e benzeno que, ao ser absorvido por via oral, através da ingestão de água, cutânea ou inalação, pode gerar alergias e afetar o sistema nervoso central.

Na ocasião, o órgão ambiental aplicou penalidade de multa à empresa SQG Empreendimento e Construções Ltda., responsável pela construção dos edifícios, e exigiu a adoção de ações de monitoramento, identificação, caracterização e remediação do solo e águas subterrâneas.

Em setembro a agência considerou necessária a remoção dos moradores de 11 edifícios do condomínio, após classificar como “insatisfatórios” os estudos apresentados pela empresa de amortecedores Cofap, dona do terreno aterrado com resíduos industriais.

Ocupação irregular

Outro foco de atenção é o Jardim das Oliveiras, região de ocupação irregular que abriga cerca de 800 famílias no município de São Bernardo do Campo. A área vem sendo monitorada pela Cetesb desde 2001, por estar situada sobre um antigo lixão de resíduos industriais do início dos anos 90.

Seu solo e águas subterrâneas têm concentrações de metais como cobre, chumbo, zinco, níquel, arsênio e cromo acima dos níveis considerados seguros, além de compostos orgânicos. Segundo um levantamento realizado ano passado pelo jornal Estado de São Paulo, cerca de 17 mil pessoas vivem em casas construídas sobre lixões desativados.

Autor: Vanessa Barbosa
Fotografia: Wikimedia Commons
Fonte: Exame
Original: http://bit.ly/qHYXFm


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              

Leave a Reply / Deixe um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: