Em Nacala: Indústria de óleo estimula desmatação (Moçambique)



A procura de lenha para o abastecimento das indústrias de refinaria de óleo alimentar por parte das unidades instaladas na cidade de Nacala-Porto, cujo equipamento centrífugo ali montado necessita daquele tipo de combustível, está a estimular o abate indiscriminado de algumas fruteiras, com maior destaque para mangueiras e cajueiros.

A zona de Matibane, um dos postos administrativos do distrito de Mossuril que se situa na região fronteiriça com a cidade de Nacala-Porto, é a região mais afectada por este fenómeno.

Diariamente são vistos camiões de média e grande tonelagem que fazem o trajecto Matibane/cidade de Nacala-Porto, carregando quantidades consideráveis de troncos verdes de cajueiros e mangueiras que são, posteriormente, descarregados na região baixa da urbe, local onde se localizam as fábricas de refinaria de óleo, como é o caso da GS Holding.

Trata-se de uma realidade não só constatada pelo “Notícias”, mas também por uma missão do Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO), segundo apurámos da Direcção distrital das Actividades Económicas.

Com efeito, a enorme procura de lenha para alimentar os equipamentos centrífugo, que separa diferentes emulsões de óleo de palma para a sua refinação, está a estimular os camponeses a abater os seus cajueiros e mangueiras, e, nalgum momento, chegam a invadir propriedades alheias.

Mendes Tomo, responsável dos serviços das actividades económicas de Nacala-Porto, admite que a situação é delicada e que poderá ser pior se não forem tomadas medidas visando a mitigação.

Veja-se que para encher um camião de seis toneladas, são necessários 17 metros cúbicos de lenha, o equivalente ao abate de 5 ou 6 cajueiros.

Os preços são extremamente baixos, 250 meticais/por camião, facto que não verga as comunidades do abate indiscriminado.

Imede Falume, chefe provincial do sector das florestas e fauna bravia, também reconhece a gravidade do problema.

Segundo ele, as fábricas deviam ter um plano de maneio nas áreas onde procedem o abate das árvores, daí que, afiançou Falume, “temos convocado um encontro com os industriais para alinhamento de algumas questões que nos possibilitem encontrar uma saída airosa do caso”- referiu Falume.

O Ministério da Coordenação da Acção Ambiental, através da sua direcção provincial de Nampula, assegurou ao nosso jornal que também estão a par do que está a acontecer e que deixaram a recomendação para a necessidade de reconversão do equipamento, de lenha para outra fonte energética.

Fonte: Notícias
Original: http://bit.ly/pEkpDR


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