Carros movidos a energia solar atravessam a Austrália



O 11º Desafio Solar Mundial começou no último domingo e contém equipes que representam universidades de todo o mundo


A ideia da disputa é a gestão de energia. Os carros só podem circular com energia proveniente de fontes renováveis e totalmente limpas

São Paulo – A Austrália sediou uma corrida de automóveis, ambientalmente correta. A ideia da disputa é a gestão de energia. Os carros só podem circular com energia proveniente de fontes renováveis e totalmente limpas.

Nesta semana, as equipes de corrida, com veículos movidos energia solar, enfrentaram fogo, calor escaldante, baterias de carros explodindo e cangurus bebês ao longo da rodovia, durante todo o trajeto do Outback australiano.

O 11º Desafio Solar Mundial começou no último domingo (16) em Darwin. As equipes, que representam universidades de todo o mundo percorreram quase três mil quilômetros de terreno acidentado pelo coração da Austrália. Atingindo a velocidade máxima de mais de 70 quilômetros por hora. Cada carro solar foi acompanhado por veículos de apoio, os quais deveriam parar todas as tardes, às 17h e acampar à noite, onde quer que estivessem.

Durante o percurso há sete pontos de verificação obrigatória quando os observadores são alterados e os gerentes da equipe podem se atualizar com as últimas informações sobre o tempo e sua própria posição no campo. Neste local as equipes podem realizar somente o mais básico de manutenção – a verificação e manutenção de pressão dos pneus e limpeza das peças do veículo.

Há também pontos de verificação não revelados que podem ser impostos pelos oficiais do evento, para garantir conformidade regulatória.

O diretor da corrida, Chris Selton, disse que o objetivo não só coroa um vencedor, mas também promove a ideia de usar o sol para dirigir carros em longas distâncias.

“O grande objetivo é desafiar as percepções das pessoas sobre os transportes e os combustíveis que usamos”, disse Selton logo após a partida. “Eles estão aperfeiçoando a fabricação de veículos elétricos mais eficientes. Vê-los em nossas cidades em estradas rápidas com um par de kilowatts é absolutamente fantástico.”

A corrida é baseada na ideia de que um carro movido a mil watts de energia solar (a quantidade utilizada em um secador de cabelo) completaria a jornada em 50 horas. Os carros solares são permitidos armazenar 10% desse valor (5 kw/h de energia) para ser usada quando o ângulo do sol é baixo ou quando formam-se nuvens ou chove. Todas as outras energias devem vir do sol ou serem recuperadas a partir da energia cinética do veículo.

As restrições da competição levaram a alguns projetos de veículos incomuns, que tiram proveito do mais recente material de carbono de fibra leve, células fotovoltaicas e tecnologia de baterias.

Das 37 equipes que começaram a corrida, 22 acabaram, incluindo a Universidade de Michigan, Stanford, MIT e Faculdade Principia. A equipe da UC Berkeley, nos Estados Unidos, saiu no início desta semana, enquanto Michigan se manteve em terceiro lugar, apesar de ter a calota danificada.

“Corremos um risco calculado e aumentamos nossa velocidade para alcançar a equipe japonesa”, disse Chris Hilger, gerente de negócios da equipe de Michigan, por telefone via satélite. “Fomos mais rápidos do que o que tínhamos sido antes e alguns ventos contra danificaram nossa calota. Isso nos custou uma hora de corrida.”

Ao longo das estradas vazias do Outback, Hilger e os outros membros da equipe de Michigan se esquivaram de cangurus, emus, vacas e lagartos. Eles acamparam em estradas de terra durante a noite e pela manhã, equipes inclinavam o coletor solar compacto do veículo para pegar os primeiros raios de luz solar para produzir energia.

A Universidade japonesa Tokai venceu a corrida de cinco dias, seguido por uma equipe holandesa. A universidade norte-americana de Michigan ficou com a terceira colocação, após levantar mais de um milhão de dólares em patrocínios para construir o veículo “Quantum”, de cinco metros de comprimento, que pesa 145 kg e pode atingir velocidade máxima de 168 km/h por hora em pista fechada.

“O que nós provamos é que se você ultrapassa seus limites e empurra a tecnologia, você pode ir a uma enorme distância e utilizar muito pouca energia”, disse Hilger.

A equipe pode trazer de volta algumas lições para a indústria automobilística. “Há um monte de relevância para o consumidor”, disse Hilger. “Esta corrida serve para mostrar que o transporte sustentável, não está muito longe se o consumidor estiver disposto a fazer alguns sacrifícios no conforto.”

Fotografia: Divulgação
Fonte: Exame / CicloVivo
Original: http://bit.ly/qYHWsl


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