Equipamento produz energia e dispensa aterros


Equipamento tem capacidade para transformar uma tonelada de material orgânico em biogás em, no máximo, 60 dias e sem necessidade de aterros


Criador do Alt-Lix, Marco Antonio de Mieres, explica que desenvolveu um processo em que o biofermentador transforma todo o material orgânico em gás

Rio de Janeiro – Um equipamento com capacidade para transformar uma tonelada de material orgânico em até 600 m³ de biogás em, no máximo, 60 dias e sem necessidade de aterros. O Alt-Lix é um biofermentador desenvolvido pela Ambiente Moderno Consultoria, empresa da Vila Valqueire, na zona norte do Rio de Janeiro.

O produto inédito no País é apresentado no espaço de exposição da Semana Sebrae de Tecnologia e Inovação, do Sebrae no Rio de Janeiro. O evento acontece no Centro Cultural Ação da Cidadania, na Saúde, bairro da zona portuária do Rio, até sexta-feira (21).

O criador do Alt-Lix e um dos sócios da empresa, Marco Antonio de Mieres, explica que desenvolveu um processo em que o biofermentador transforma todo o material orgânico em gás. Segundo ele, o equipamento dispensa a criação de aterros sanitários. Deposita-se o lixo em containeres, levados para a usina sem risco de contaminar solo ou lençol freático.

Como base de comparação, o empresário explica que em um grande aterro sanitário são necessários dois anos para se começar a produzir gás, captado por meio de dutos, e 20 anos para encerrar as atividades na área.

“O Alt-Lix acaba com o lixo e, segundo nossas pesquisas, não existe nada parecido no mundo. O processo ainda pode ser feito por módulos, adequado à demanda. Num grande evento, todo o lixo se processaria numa semana para gerar energia no local”, afirma Mieres.

Patente

A empresa, criada há apenas dois anos, desenvolveu a ideia com recursos do Prime – Programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Ela está no processo final para se tornar uma das incubadas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

“Recebi uma proposta milionária de um país europeu para vender a patente, mas recusei. O processo do Alt-Lix evita odor, é ambientalmente correto, resolve o problema do lixo, acaba com os aterros sanitários e não produz chorume, líquido altamente tóxico”, informa. “Sei que isso vale muito e já registrei a patente em 144 países”, revela.

Autor: Regina Mamede / Agência Sebrae de Notícias
Fotografia: Getty Images
Fonte: Exame / Agência Sebrae de Notícias
Original: http://bit.ly/pa9BJO


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