Cinco agências da ONU propõem mercado de carbono para os oceanos



Desenvolver um ‘Mercado Global de Carbono Azul’ como uma forma de criar ganhos econômicos diretos através da proteção de habitats, é uma das ações propostas por um grupo de cinco agências das Nações Unidas.

Analisando os atuais desafios para o gerenciamento costeiro e oceânico, as cinco agências – Comissão Oceanografica Intergovernamental, UNESCO, FAO, PNUD e Organização Marítima Internacional – apresentaram na terça-feira um plano que visa contextualizar as discussões para a Rio +20.

O objetivo de uma das ações propostas é que instrumentos políticos sejam construídos no âmbito das negociações climáticas internacionais para criação de mecanismos que permitam no futuro o uso de créditos de carbono para a captura e armazenamento do carbono por ecossistemas marinhos e costeiros.

Para desenvolver e implementar uma estratégia global para o ‘carbono azul’, o grupo defende que padrões sejam construídos visando o monitoramento e a certificação e que metas sejam assumidas para a proteção dos habitats.

Além disso, é necessário o desenvolvimento de metodologias para valoração econômica dos serviços ecossistêmicos das ‘florestas azuis’.

Mudanças climáticas, acidificação, poluição e superexploração fizeram dos oceanos um dos ecossistemas terrestres mais ameaçados, colocando em risco não apenas a vida no planeta, mas também as aspirações da para prosperidade e crescimento econômico da humanidade no contexto do desenvolvimento sustentável, disse o grupo enfatizando que apenas 1% é protegido.

Os oceanos, que cobrem 70% da superfície terrestre, absorvem cerca de 26% das emissões de dióxido de carbono, sendo o maior sumidouro do planeta para este gás do efeito estufa.

O grupo enfatiza que 60% dos principais ecossistemas marinhos já foram degradados ou estão sendo usados insustentavelmente, sendo que os manguezais já perderam entre 30% e 50% da sua cobertura original enquanto os recifes de coral perderam 20%, aumentando a vulnerabilidade de muitas áreas costeiras superpovoadas.

Autor: Fernanda B. Müller
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://bit.ly/tl126a


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