Comissária Climática da União Europeia afirma que todos os países deveriam ter metas de emissões



A proximidade da Conferência do Clima de Durban (COP17), que será realizada a partir de 28 de novembro na África do Sul, e a grande possibilidade de que o encontro termine em um impasse devem ter estimulado a Comissária Climática da União Europeia, Connie Hedegaard, a fazer uma de suas mais fortes declarações até hoje.

“O mundo não pode ter um sistema que obriga alguns países a cortar suas emissões de gases do efeito estufa enquanto outros não fazem nada ou apenas cumprem metas voluntárias. Isto não faz sentido em pleno século XXI”, afirmou a Comissária em uma conferência de imprensa nesta quinta-feira (3).

Hedegaard está se referindo ao Protocolo de Quioto, que força os países ricos signatários a obedecer um limite de emissões e terem que comprar créditos de carbono caso o extrapolem, enquanto as nações em desenvolvimento, como China e Brasil, são isentas de qualquer obrigação.

A intenção da União Europeia é propor na COP17 que todas as nações assumam compromissos formais a partir de 2015.

“A Europa é responsável por apenas 11% das emissões globais. Não faz sentido combater as mudanças climáticas se os outros 89% não vão se comprometer. Sem isso, não há esperança para a extensão de Quioto”, disse.

O Protocolo de Quioto foi criado em 1997 e expira em 2012.

Aviação

A União Europeia pretende incluir o setor de aviação no Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS) a partir de janeiro de 2012, o que tem despertado a ira de companhias internacionais, apesar das empresas receberem 85% das permissões gratuitamente num primeiro momento.

Um grupo de 25 países já emitiu uma declaração se opondo a medida “unilateral” da União Europeia e pedindo que o assunto seja tratado dentro do âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Os Estados Unidos e a China pretendem inclusive entrar com uma ação legal contra o plano europeu.

Falando sobre o assunto, Connie afirmou que não pretende alterar os projetos de expansão do EU ETS e que se os países não quiserem participar terão que possuir outros métodos para compensar emissões.

“Os países contrários podem estipular suas próprias metas para o setor de aviação ou incentivar a eficiência no consumo de combustível das aeronaves. Muitas coisas podem ser feitas, o que não pode é continuar como está. É hora dos transportes aéreos começarem a contribuir para a causa climática”, declarou.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil / Agências Internacionais
Original: http://bit.ly/u1af8s


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