Tepco tenta acalmar receios e garante que central nuclear de Fukushima está controlada




Por causa das fugas de radioactividade, mantém-se a ordem de evacuação num raio de 20 quilómetros da central. (Fotografia: Yuriko Nakao / Reuters)

A situação na central nuclear de Fukushima, Japão, está controlada e a detecção, terça-feira, de níveis anormalmente elevados de dois gases radioactivos, significa uma cisão “espontânea” e não “crítica”, garantiu hoje a Tepco, empresa responsável pela central.

A 1 de Novembro, a Tepco (Tokyo Electric Power Company) detectou a presença de xénon-133 e xénon-135 em amostras recolhidas no vaso de contenção primário do reactor 2 da central. No entanto, a empresa diz hoje que a situação não está descontrolada porque nem a temperatura, nem a pressão aumentaram significativamente.

O jornal “Mainichi” noticia que a empresa garante que os gases foram gerados por causa de uma cisão “espontânea” de cúrio-242 e de cúrio-244, que acontece regularmente, e não devido a uma cisão “crítica”. “Mesmo que esteja a ocorrer uma cisão nuclear, a sua escala é extremamente pequena e o reactor está numa condição estável no seu todo”, revela a Tepco, citada pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Se estivesse a ocorrer uma cisão “crítica”, os níveis daqueles gases radioactivos seriam dez mil vezes superiores.

Como precaução, a Tepco injectou ontem dez toneladas de uma mistura de água e de ácido bórico no reactor 2, durante uma hora. Esta solução é usada para evitar uma cisão nuclear pela sua capacidade em absorver neutrões.

A detecção dos níveis de gases radioactivos “não está a causar a instabilidade do reactor nem um aumento dos níveis de radiação no seu exterior”, garante a Tepco, citada pelo jornal “Mainichi”. Além disso, a empresa não espera que o incidente atrapalhe o seu objectivo de conseguir estabilizar a central nuclear.

A central nuclear de Fukushima foi atingida pelo tsunami de 11 de Março, causado pelo sismo de magnitude 9 na escala de Richter. As águas suspenderam os sistemas de arrefecimento e, desde então, os responsáveis da central tentam estabilizar as temperaturas e os níveis de radioactividade. Por causa das fugas de radioactividade, mantém-se desde Março a ordem de evacuação num raio de 20 quilómetros da central. A crise nuclear de Fukushima foi a mais grave desde o acidente de Tchernobil, na Ucrânia, em Abril de 1986.

Autor: Helena Geraldes
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/vKycCD


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