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Monthly Archives: February 2012



Congresso dos Estados Unidos aprova projeto de lei contrário à inclusão de empresas norte-americanas no esquema de comércio de emissões da União Europeia; o custo total para a aviação global está avaliado em €505 milhões


Imagem: Wikimedia Commons

Um projeto de lei (PL) abrangente que contém uma declaração em oposição à legislação europeia que começará a partir de abril de 2013 a cobrar cotas de emissão de gases do efeito estufa dos voos internacionais está agora seguindo para a assinatura do presidente Barack Obama após ter sido aprovado no Congresso norte-americano.

A linguagem utilizada no projeto de lei é menos dura do que outro PL aprovado em outubro pela Câmara de Deputados, que buscava isenção das cobranças para as aeronaves norte-americanas. Mesmo assim, a declaração, que visa apresentar um posicionamento unificado norte-americano sobre a controversa medida, deve trilhar o caminho para uma guerra comercial na aviação internacional.

Na terça-feira (7), Tony Tyler, diretor geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (AITA), disse que muitos governos não europeus enxergam esta “taxa extraterrestre” como um ataque a sua soberania.

Porém, John Hanlon, dirigente da Associação das Companhias Europeias de Baixo Custo, retrucou dizendo que os oponentes deveriam tentar desenvolver seus próprios planos para cortar as emissões, o que resultaria na isenção do esquema do bloco.

Tyler também defendeu um acordo global sob a Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC), uma entidade coordenada pelas Nações Unidas.

Neste ponto não há discordância, pois Isaac Valero Ladron, porta-voz da comissária europeia para o clima Connie Hedegaard, já havia dito que a UE ficaria muito contente de modificar sua legislação se houvesse um pacto sob a OIAC. “Mas eles não conseguiram chegar a este acordo nos últimos 20 anos”, lamentou.

Jos Delbeke, diretor geral de ação climática da União Europeia (UE), reforçou na quarta-feira (8) que mesmo com toda a pressão dos últimos meses, o bloco está firme na implementação da lei e engajado nos trabalhos da OIAC sobre medidas de mercado.

“O trabalho sob a OIAC deve evoluir para além das discussões (…) A UE não vai suspender sua legislação”, disse Delbeke, completando que isenções podem ser efetivadas se ações forem tomadas pelos países. “Além disso, revisaremos e possivelmente faremos emendas na nossa legislação quando um acordo sobre medidas de mercado for alcançado na OIAC”.

Custos

Considerando o valor atual do carbono e as estimativas de emissão de gases do efeito estufa, o custo total para o setor de aviação global será de €505 milhões, caindo para € 360 milhões com o uso de toda a cota de créditos de compensação (como as RCEs), projeta a consultoria Thomson Reuters Point Carbon, de acordo com uma analise divulgada nesta quinta-feira (9).

Apenas as cinco maiores companhias aéreas chinesas terão que arcar com €8,5 milhões para cobrir o déficit de 990 mil toneladas de CO2 em permissões de emissão, prevê a consultoria.

O custo é menor do que o estimado em análises anteriores já que o preço do carbono caiu significativamente, assim como as emissões devido a crise econômica.

O setor de aviação gera cerca de 3% das emissões totais de GEEs da UE, sendo que as emissões decorrentes de viagens internacionais dobraram desde 1990. A Comissão Europeia argumenta que o custo para as companhias é aceitável, pois variaria entre € 4 e € 24 adicionais em uma passagem de longa distancia.

Algumas companhias aéreas, como a British Airways e a australiana Qantas, pediram aos governos que encontrem uma resolução rápida para as picuinhas políticas , pois o impasse pode criar “distorções competitivas”, com algumas empresas pagando as taxas e outras não.

Durante um evento em Londres nesta semana, Jonathan Counsell, chefe de meio ambiente da British Airways, sugeriu a criação de um fundo para compensação das empresas prejudicadas.

“Uma solução política é essencial e tem que vir dentro dos próximos 12 meses para evitar uma crise real”, comentou Andrew Waite, sócio da firma de advocacia Berwin Leighton Paisner.

Autor: Fernanda B. Müller
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Original: http://bit.ly/ymCsT0


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Origin Agritech Ltd said it expects the Chinese government to approve its genetically modified organism (GMO) corn for production in 2013, China’s first GMO strain in commercial production, its chairman Han Gengchen said on Friday.

China gave the phytase corn biosafety approval in November 2009 and at the time scientists had expected large-scale production could happen as early as 2012, but a complicated approval process for use as seed has delayed the expectation.

“We have bred the gene on local hybrid seeds which are popularly used and generate high yields. The safety approval process (for seed use) would be faster and likely be this year and we will start production next year,” Han told Reuters.

Once approved, the U.S-listed firm expects the acreage for its phytase corn to account for 10 percent of the country’s total corn acreage within 10 years, said Han.

The Beijing-based company is working on the biosafety approval for the other two strains of GMO corn, the glyphosate tolerance and insect-resistant, and did not give any schedule as when these two can be approved by the government.

Phytase corn can help pigs digest more phosphorous, enhancing growth and reducing pollution from animal waste. China is the world’s largest pig breeder and also the top consumer of pork.

GMO CORN FIRST

China, the world’s second-largest corn consumer, planted about 33 million hectares of corn last year, but rising consumption from animal feed production in response to more meat demand as well as industrial use has exceeded the growth of its production.

China’s rising needs could lead Beijing to give priority to corn for commercial production first before Bt rice, which Beijing also offered biosafety approval for in 2009, said Clive James, founder and chair of the International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications (ISAAA).

“What I hear is that they (the government) gives priority to corn… The government is very cognizant to the fact that corn imports increase yearly…if you want to antidote that, it must be commercialization,” he told Reuters.

China has turned into a net corn importer since 2010. The rise of imports of genetically-modified corn last year, all from the United States, for state reserves has sparked concerns that the country’s imports could surge in future as it did for soybeans.

The expected commercial approval of biotech Golden Rice in the Philippines in 2013/14 will be of significance to China in commercial production of its own GMO rice, he said.

“China’s agriculture trade deficit increased by 41 percent (last year)… which shows the need is increasing very fast, the speed of action in making decisions is crucial,” said James.

China ranks 6th worldwide in the area of biotech crops in 2011, with a record 3.9 million hectares of Bt cotton during the year at the highest adoption rate of 71.5 percent, according to ISAAA.

China is the world’s largest importer of GMO soybean, with annual imports accounting for about 60 percent of global traded soybean.

Author: Niu Shuping and Ken Wills
Editing: Jacqueline Wong
Source: REUTERS
Original: http://reut.rs/z8XE63


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Na média, desmatamento foi de 0,02% ante 0,25% registrado entre 2002 e 2008. Até 2009, bioma havia perdido 75,9% da vegetação nativa


Mata Atlântica registrou taxa de abate da vegetação nativa próxima de zero entre 2008 e 2009 (DEDOC)

A Mata Atlântica, o mais desmatado dos biomas brasileiros, registrou taxa de abate da vegetação nativa próxima de zero entre 2008 e 2009, segundo o mais recente monitoramento por satélite, apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente. Seis dos estados que compõem o bioma não registraram nenhuma área desmatada maior que 4 hectares (40 quilômetros quadrados), limite de “visão” das imagens de satélites.

Na média, a Mata Atlântica, que reúne parte do território de quinze estados, teve 0,02% de desmatamento, ante 0,25% registrado entre 2002 e 2008. Até 2009, o bioma havia perdido 75,9% da vegetação nativa.

Em outros dois biomas que passaram a ter o desmatamento monitorado por satélites, o ministério também constatou queda no ritmo do desmatamento: o Pantanal perdeu 0,12% de sua vegetação nativa entre 2008 e 2009, e o Pampa, que já perdeu mais de metade (54,12%) de sua vegetação, registrou desmatamento de 0,18% no período.

“É uma boa notícia. O ritmo é muito menor que o registrado até 2008, mas a pressão ainda existe e precisamos aperfeiçoar a metodologia de monitoramento para orientar a fiscalização e a política de recuperação ou supressão legal da vegetação”, disse a ministra Izabella Teixeira.

Monitoramento – A Amazônia e o Cerrado têm dados de monitoramento mais recentes, por serem os biomas que mais perdem vegetação nativa no país. O Cerrado é o recordista em desmatamento – perdeu, entre 2008 e 2009, 7 600 quilômetros quadrados de vegetação nativa ou 0,37% de sua área total. No mesmo período, a Amazônia perdeu 7 400 quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a 0,17% de sua área.

Apesar dessas quedas, o comando da área ambiental do governo aponta preocupação com a dinâmica do abate da vegetação nativa. No Pantanal, por exemplo, o desmatamento que avançava nas bordas do bioma passou a ser registrado nas áreas mais centrais. Corumbá foi o município que mais desmatou.

“É uma situação preocupante, comandada principalmente pela conversão da vegetação nativa em pastos para a criação de gado zebu”, disse o secretário de Biodiversidade, Bráulio Dias, que deixou ontem o cargo para ocupar o posto de secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica das ONU.

Na Mata Atlântica, Dias explicou que os dados oficiais divergem dos divulgados pela entidade SOS Mata Atlântica porque o ministério considerou o limite estrito do bioma e não apenas a vegetação de florestas. As informações deverão reforçar o apoio do governo à reforma do Código Florestal já aprovada pelo Senado, que prevê a recomposição de parte das áreas de preservação permanente desmatadas. A votação na Câmara está prevista para o início de março.

Limite Oficial – Para a SOS Mata Atlântica, apesar de os dados trazerem uma boa notícia, eles pedem algumas ponderações. De acordo com Márcia Hirota, diretora da entidade, o monitoramento não levou em conta os limites oficiais do bioma, definidos na Lei da Mata Atlântica, de 2006. Ela incluiu as chamadas matas secas de Minas Gerais, Bahia e Piauí, mas essas áreas ficaram fora do cálculo.

“São áreas protegidas por lei, mas que têm sofrido forte ameaça”, diz. Segundo a ONG, nos últimos anos, os maiores desmatamentos do bioma vêm sendo observados justamente nessas regiões. Em nota oficial, a SOS Mata Atlântica também criticou o posicionamento da ministra Izabella sobre o Código Florestal: “Reforça o equívoco, pois, com a aprovação do atual texto, a Mata Atlântica estará irremediavelmente condenada”.

(Com Agência Estado)

Fonte: Veja
Original: http://bit.ly/wg2mWh


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Russell Sadur / Dorling Kindersley / Getty Images

When New Yorker writer David Owen moved his family from Manhattan to a small town in northwestern Connecticut in 1985, it seemed like a green decision. Their tree-shaded house had been built in the 1700s and sat across from a nature preserve. Deer, wild turkeys and even bears could be seen in their yard; woods surrounded their neighborhood. It was a bucolic country existence, something out of a nature poem.

Yet for the global environment, the move was a minidisaster. The Owens’ electricity consumption went up more than sevenfold, and the lack of both public transportation and dense housing that’s typical of Connecticut (and much of the rest of the U.S.) meant the family had to buy several cars. And those cars got driven — a lot. Owen notes that he and his wife now put some 30,000 miles a year on their odometers, burning carbon with every gallon. Access to trees and wildlife and cleaner air in Connecticut was great, but for the climate, it’s dense and efficient Manhattan — where cars are optional and living space is much tighter — that does less damage per capita.

To Owen, the move was a lesson: what looks environmentally friendly isn’t always the case. That’s an idea he explores in his new book The Conundrum, which argues that energy efficiency, scientific innovation and even good green intentions are actually making our climate and environmental problems worse. While we rush to buy a Prius hybrid or fetishize local organic food, we’re doing little to actually reduce the carbon emissions that are warming the planet — and we may even be going backward. “We’re not actually making the problem better, we’re making it worse,” says Owen.

He centers his argument on energy efficiency, which simply means reducing waste and getting more economic output per unit of energy, and is one of the few environmental-policy options that nearly everyone can agree on. Democrat or Republican, climate scientist or climate skeptic, you’d be hard-pressed to find anyone who’d be against reducing wasted energy. That’s why paeans to efficiency find their way into every energy stump speech, including those of President Obama, who noted in the State of the Union speech that “the easiest way to save money is to waste less energy.” One of the White House’s most heralded green accomplishments this term has been an increase in automobile fuel-efficiency standards, tightening them from 25 m.p.g. now to 54.5 m.p.g. for cars and light trucks by 2025.

But Owen notes improved efficiency doesn’t always translate to reduced energy use, thanks to something called the “rebound effect.” It’s pretty simple: as we become more efficient at using energy, we can save money — which then allows us to use more of that energy than we did before. Picture it this way: you trade in your gas-guzzling SUV for a new efficient hybrid, end up paying less per mile for gasoline, and use some of the savings to drive more than you did with the SUV. The efficiency has rebounded.

It’s not clear how big the rebound effect really is. Efficiency advocates say that the effect, when it exists, is limited. Amory Lovins, the head of the Rocky Mountain Institute and an efficiency evangelist, has written that “no matter how efficient your house or washing machine becomes, you won’t heat your house to sauna temperatures, or rewash clean clothes.” There’s a limit to how much more I would drive after buying a hybrid even as my gas bill shrinks.

But Owen argues that the rebound effect is much broader than a one-to-one relationship. I might drive a little bit more using the savings from my more efficient car, but I might also take the rest of those savings and spend it on something else — perhaps a vacation flight, or a new television. And nearly everything we buy and consume today requires energy, from appliances to holidays. Perhaps that’s the reason American electricity production grew 66% between 1984 and 2005 even as the economy overall became much more efficient. And things are likely to be even worse in a rapidly growing nation like China, where a lot of people are acquiring consumer goods and other luxuries for the first time. “Energy efficiency by itself is not a sufficient green strategy,” says Owen.

Hopes that we might simply run out of fossil fuels before we’ve cooked the sky now seem unfounded, thanks to the discovery of new unconventional supplies like oil sands or shale natural gas. We can decarbonize the energy we use by replacing fossil fuels with solar, nuclear and other alternatives, but that will take decades at best, and we’re moving far too slowly.

So if we want to bring down carbon emissions, we have to use less energy — even very efficient energy — and that likely means we’d have to live with less growth. Good luck trying to explain that to voters, though. “There is a fundamental conflict between the idea of propagating growth and the idea of reducing carbon emissions,” says Owen. “But if you’re in a public-policy position, it’s almost impossible to say that.”

That doesn’t mean energy efficiency can’t be a useful environmental tool — it can, provided it’s coupled with policies that effectively increase the cost of energy, so savings from efficiency are conserved rather than being spent on additional consumption. We can also change policy to promote sustainable, dense urban living. (Hong Kongers are well-off, but they use only one-third as much energy as Americans largely because they live in one of the densest cities on the planet.) And we can focus on the environmental policies that really matter. Buying local food is fine, but what matters much more is how far you drove to get to the market — or whether you needed to drive at all. “What we need to do is make more big cities like Manhattan,” says Owen. “But that’s a tough sell.”

Indeed it is. Owen notes that he likes living in small-town Connecticut, even if it isn’t great for the planet. And while everything from highway construction to zoning regulations seem designed to induce sprawl, I suspect many Americans simply don’t want to live in New York City, just as they don’t really care about climate change enough to accept more expensive energy or slower economic growth. “We already know what we need to do and we have for a long time,” Owen writes. “We just don’t like the answers.” That’s the conundrum — and the solution won’t be easy.

Author: Bryan Walsh
Source: TIME
Original: http://ti.me/wM5BdY


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Partículas de raios cósmicos alojadas no gelo podem dar pistas sobre mudanças climáticas


Gelo guarda isótopos de berílio, que se desprendem quando raios entram na atmosfera. (Foto: Adriana Moreira/AE)

Cientistas australianos buscam na Antártida evidências de partículas de raios cósmicos, provenientes de supernovas, que ficaram alojadas no gelo, para estudar seu impacto no clima da Terra durante o último milênio, informou a imprensa local nesta quinta-feira, 9.

Os físicos Andrew Smith e Ulla Heikkila, da Organização Australiana de Tecnologia e Ciência Nuclear, viajaram até o continente branco para colher amostras de gelo e medir a presença de isótopos de berílio, partículas que se desprendem quando os raios cósmicos se chocam com o oxigênio ao entrar na atmosfera terrestre.

“Com as amostras de núcleos de gelo de berílio poderemos ter um indício real de como a atividade solar afetou o clima da Terra no último milênio”, explicou Smith à emissora australiana “ABC”.

O Sol tem papel “protetor” contra os raios cósmicos graças à heliosfera, uma espécie de bolha criada pelos ventos solares para desviar os raios, destacou Smith.

Se a atividade solar é menor, a heliosfera fica debilitada e permite uma entrada maior de raios cósmicos na atmosfera terrestre, gerando mais isótopos de berílio que ficam depositados ao longo do tempo nas camadas de neve na Antártida.

Os pesquisadores esperam encontrar amostras milenares no leste do Polo Sul e pretendem submetê-las a testes especializados nos laboratórios.

Smith e Ulla procuram obter a história do acúmulo de berílio na Terra para depois desvendar a história da atividade solar.

Os dois cientistas explicaram que as oscilações na quantidade de energia emitida pelo Sol tiveram um papel pouco significativo na mudança climática no último século, porém não descartam que durante períodos maiores de tempo tenham tido uma importância mais relevante.

“A relação histórica entre a atividade solar e a mudança climática da Terra” é um dos aspectos que o estudo poderá esclarecer.

Fonte: Estadão
Original: http://bit.ly/y5Hpr2


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The bid to build a sea water-to-drinking water facility at Huntington Beach is cleared by a regional water board. But environmentalists say the plan endangers sea creatures and risks fouling the ocean with discharge.

The bid to bring a large-scale desalination plant to Southern California cleared a major hurdle Friday when water regulators approved a permit for a Huntington Beach facility to turn seawater into drinking water.

Connecticut-based firm Poseidon Resources is proposing a seawater desalination plant on a 12-acre site next to a coastal power plant, which is adjacent to a popular state beach.

According to the company, it would be the largest such facility in the Western Hemisphere. The $350-million facility, they said, would supply 50 million gallons of drinking water a day — enough to supply 300,000 people.

Although local water agencies, lawmakers and the business community generally support building the plant, environmentalists say its ocean water intake system would kill fish, plankton larvae and other sea creatures, while spitting extra salty water known as “brine” back into the ocean. The discharged water would be tainted with iron and cleaning fluids, critics say.

The project, approved by the Santa Ana Regional Water Quality Control Board at a meeting Friday in Loma Linda, had to be retooled by Poseidon, whose earlier plans to draw water released from the AES natural gas-fueled power plant were stymied by new regulations.

A state policy adopted in 2010 will phase out the use of seawater to cool coastal power plants, a process that kills fish, larvae, eggs, seals, sea lions, turtles and other creatures when they get trapped against screens or sucked into the plant and exposed to heated water.

The new policy by the state water board would end seawater cooling at the Huntington Beach power plant as early as 2020, but it does not apply to stand-alone desalination plants.

Conservation groups say the company’s new proposal seeks to bypass those restrictions.

“It’s going to perpetuate the use of the type of cooling that the state tried to eliminate,” said Ray Hiemstra, associate program director for Orange County Coastkeeper, a watershed conservation group. “It’s just perpetuating a killing machine.”

The company says environmental groups exaggerate the toll on sea life.

Scott Maloni, a vice president for Poseidon Resources, said the impact on marine life would be insignificant “in exchange for producing a drought-proof drinking-water supply for 300,000 people.”

Supporters, including local public water agencies, building and chamber groups and a number of state and local lawmakers, say the desalination plant would provide a reliable, local water supply for Orange County, which relies mostly on imported water.

Some half a dozen desalination plants are under consideration along the California coast, but only a handful of small facilities and demonstration projects have been built.

Poseidon is further along on a proposal to build a similar desalination plant in Carlsbad and has asked for the state’s permission to issue $780 million in tax-exempt bonds to help pay for it. The firm could break ground on that facility as early as this summer, Maloni said. The earliest the Huntington Beach plant could start operating is 2016, the company said.

Poseidon’s only previous attempt at a desalination plant was not successful. Tampa Bay Water bought out Poseidon’s interest in the Apollo Beach, Fla., facility after contractors filed for bankruptcy. The plant, which uses water from Tampa Bay, was shut down for several years for repairs and, since coming back online, has had difficulties meeting its promised 25 million gallons a day.

The Huntington Beach project, which has been in the works for more than 12 years, still needs approval from the state Coastal Commission to move forward.

The project is certain to get another hearing; environmental groups said they would appeal the decision to the state water board. State water regulators are collecting scientific and technical data in order to draft new policies on seawater intake specific to desalination plants. The policies could be adopted in the next year.

Author: Tony Barboza
Source: Los Angeles Times
Original: http://lat.ms/zfNe6T


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Expedições de naturalistas da Universidade de Coimbra resultaram numa vasta colecção de exemplares de flora. (Foto: DR)

O botânico Jorge Paiva, 78 anos, professor e investigador reformado da Universidade de Coimbra, corre dez quilómetros todos os dias. A sua forma física vai ser necessária agora para uma nova tarefa: servir de guia em quatro documentários que serão produzidos até 2013, sobre as missões botânicas da universidade em África.

Para entender o que significam estas missões, basta olhar para o herbário da universidade. Ali estão hoje armazenados cerca de 700.000 exemplares de flora – a maior colecção do país e a segunda maior da Península Ibérica. Uma parte significativa resulta de sucessivas campanhas científicas para a recolha e o estudo de espécies vegetais em vários países africanos, que os documentários agora irão retratar.

Uma parte da história à volta destas campanhas estava de certa forma escondida do público em geral, em gabinetes e armários do antigo Departamento de Botânica. “Percebemos que havia uma riqueza documental enorme”, afirma Helena Freitas, directora do Jardim Botânico de Coimbra. Desde 2005, a documentação tem vindo a ser organizada e disponibilizada através de uma biblioteca digital.

A partir daí surgiu a ideia de mostrar, também numa série de documentários, a história das missões botânicas dos naturalistas de Coimbra. O projecto foi viabilizado por uma candidatura ao programa COMPETE do QREN, com um financiamento de cerca de 500 mil euros – 70% de Bruxelas e 30% do Estado, através do programa Ciência Viva.

As “viagens filosóficas” são o mote do primeiro documentário – uma espécie de enquadramento daquelas que foram as primeiras expedições de cunho estritamente científico, no século XVIII. Os outros serão filmados em três países diferentes – Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Jorge Paiva irá conduzir as histórias, percorrendo parte dos trajectos que outros naturalistas de Coimbra fizeram no princípio do século – Júlio Henriques, em São Tomé, em 1903, e Luís Carrisso, nas décadas de 1920 e 1930. Paiva, ele próprio, participou de expedições a Moçambique, na década de 1960, que serão objecto de um dos documentários. “Estive lá oito meses, sempre a acampar, e fiz 33.000 quilómetros”, relembra. “Estive em zonas onde lá não voltou mais ninguém”, completa.

As filmagens começam em Setembro, em São Tomé, e os documentários deverão estar concluídos até ao final de 2013. Serão transmitidos pela RTP. “Pretendemos que não seja algo académico, mas alargado ao público”, explica o coordenador do projecto, António Gouveia, biólogo do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

O conteúdo científico será assegurado pela universidade, enquanto os documentários em si ficarão a cargo da produtora Terratreme, escolhida por concurso, entre oito concorrentes. Cinco realizadores diferentes estarão à frente dos filmes: Susana Nobre (“viagens filosóficas”); Luísa Homem e Tiago Hespanha (Moçambique); João Nicolau (S.Tomé e Príncipe); e André Godinho (Angola). “Não ser um mesmo realizador para toda a série traz mais riqueza ao projecto”, afirma o produtor João Matos, da Terratreme.

Os filmes procurarão complementar as informações sobre a flora e os ecossistemas com a sua interacção com as comunidades e as tradições locais. “São filmes de divulgação científica, mas há muitas formas de divulgar ciência”, diz João Matos.

O PÚBLICO vai acompanhar o projecto das missões botânicas em África com uma série de artigos de cunho histórico sobre as viagens – a primeira das quais está na edição deste sábado do jornal –, com reportagens in loco das filmagens, na sua edição impressa, e com outros conteúdos editoriais na sua edição online.

A partir deste sábado, também está disponível no PÚBLICO online um blogue do projecto, da responsabilidade da Universidade de Coimbra.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/z2LDmB


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