China cede à pressão e passa a divulgar dados sobre qualidade do ar



Pequim terá de informar níveis de poluição atmosférica a partir deste mês. Uso em massa de carvão para gerar energia é principal foco de contaminação.

O Gabinete de Proteção ambiental de Pequim, na China, informou nesta sexta-feira (6) que passará a divulgar a partir de 23 de janeiro, quando começa o Ano Novo Chinês, informações sobre a qualidade do ar na cidade, após queixas frequentes da população sobre a falta de dados a respeito.

O governo afirmou que serão publicadas por meio de um site, a cada hora, as concentrações de partículas nocivas presentes no ar, inclusive as mais pequenas (com tamanho inferior a 0,0025 milímetros). Também serão medidos o dióxido de enxofre (causador da chuva ácida), dióxido de nitrogênio e partículas inaláveis, afirmou o diretor do Gabinete, Zhao Yue.

De acordo com o governo de Pequim, apenas as partículas maiores que 0,0025 milimetros eram estudadas anteriormente devido à limitação de equipamentos.

Devido à ausência de informações, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim havia instalado um equipamento de medição que acabou sendo considerado mais confiável pelos moradores do que o maquinário público.

Os distintos resultados publicados pelos EUA e China foram tema de debates na cidade, o que fez Pequim acusar os norte-americanos de utilizar tais dados com finalidade política.

Um dos principais fatores que causam a névoa que encobre constantemente Pequim é a alta dependência do carvão, uma das fontes de energia mais poluentes e cuja queima é responsável por 60% da energia consumida na nação.


Prédios em Pequim em dia de grande poluição na capital chinesa (Foto: Jason Lee/Reuters)

Alternativa
Na tentativa de driblar o bloqueio de informações sobre os níveis de poluição atmosférica da China, moradores de Pequim começaram a usar dispositivos para tentar publicar na internet os dados referentes à quantidade de partículas poluidoras no ar.

A Ong Green Beagle tenta incentivar comunidades para comprar seus próprios equipamentos de medição, que custam em média US$ 5 mil. De acordo com a organização, postar os dados de poluição na internet não representa uma ilegalidade, mas sim um desafio ao governo chinês. No passado, caso isto acontecesse, as pessoas poderiam ser presas.

“Se as pessoas sabem como está a situação do ar onde vivem, eles estão mais propensos a tomar medidas”, disse Wang Qiuxia, pesquisador e ambientalista da organização Green Beagle, que ensina aos moradores interessados a testar a poluição por meio de equipamentos produzidos localmente.


Morador de Pequim opera equipamento que monitora o nível de poluição atmosférica em conjunto residencial da cidade (Foto: Andy Wong/AP)

Fonte: Globo Natureza / Agência EFE
Original: http://glo.bo/A2jFU9


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