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Daily Archives: 16/02/2012



Buscando reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 20% até 2020, a União Europeia concordou que 10% dos combustíveis utilizados para transporte sejam provenientes de fontes renováveis.

Diversos grupos vem há anos alertando que esta meta poderia causar mais mal do que bem ao abrir mercado para combustíveis que não assim tão ‘limpos’. Agora, chegou o momento em que as discussões tomaram proporções oficiais.

Connie Hedegaard, comissária da União Europeia para o clima, alertou, em entrevista ao Euractiv, sobre a expansão do uso de biocombustíveis.

“É ótimo ver o potencial das novas tecnologias, mas devemos ter muito cuidado para não estabelecer um novo setor enorme e então, após algum tempo, dizer: isto não é bom”. Atualmente, o uso de biocombustíveis na Europa responde por 4,7% da demanda total.

Ela argumenta que na época da elaboração da política do bloco em apoio aos biocombustíveis, o conhecimento e a ciência para tal ainda não estavam tão avançados e que agora é uma batalha conseguir determinar os fatores de impacto indiretos sobre o uso da terra.

Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia está finalizando uma avaliação sobre os potenciais efeitos negativos dos combustíveis de plantas sobre o clima, e a publicação está programada para as próximas semanas.

O Euractiv teve acesso ao rascunho da avaliação, cuja conclusão indica que as emissões de biocombustíveis provenientes de fontes como óleo de palma, soja e colza podem superar as de combustíveis fósseis quando consideradas as mudanças indiretas no uso da terra, ou seja, o desmatamento em outras áreas para compensar as terras dedicadas para o plantio de biocombustíveis.

Para efeito de comparação, o petróleo retirado de areias betuminosas libera 107 gramas de CO2 equivalente por megajoule de combustível, o óleo de palma emite 105g, a soja 103g, o colza 95g e o girassol 86g, segundo os novos dados da União Europeia. O fator da cana-de-açúcar seria bem inferior, apenas 36g.

Impactos

De acordo com dois relatórios lançado nesta semana pelas ONGs Friends of the Earth (FOE) e ActionAid, a meta de 10% de renováveis nos transportes europeus adicionará entre € 94 bilhões e € 126 bilhões aos custos dos combustíveis até 2020.

“Consumidores e contribuintes estão pagando mais por esta política, que alcançará muito pouco e que acreditamos que cause degradação ao ambiente, além de fome e pobreza”, comentou Robbie Blake, ativista da FOE Europa, em entrevista a Business Week.

A denúncia das ONGs é que mais de 37 milhões de hectares já foram grilados ao redor do globo para a produção de biocombustíveis, sendo que a África é a mais atingida, com 66% do total.

“A Europa deve eliminar sua metas e subsídios para os biocombustíveis, substituindo por mais políticas custo-efetivas, que realmente reduzem as emissões dos transportes e não destroem o meio ambiente”, sugeriu Blake.

As ONGs defendem o aumento da eficiência dos automóveis, a redução do consumo de energia através da melhoria do transporte público e do uso de bicicletas e o aumento do uso de eletricidade “genuinamente” renovável.

Dois relatórios sobre a situação da fome no mundo (um deles da FAO) divulgados no início do mês de outubro de 2011, já apontavam a demanda de produção agrícola para o uso em biocombustíveis como um fator importante na instabilidade internacional dos preços de alimentos, que vem agravando a fome em áreas mais vulneráveis do mundo, como o Chifre da África, região que inclui países como Etiópia e Somália.

Soluções

Assim como na questão dos agrotóxicos, o diferencial para os produtores de biocombustíveis pode vir na forma de certificações que começam a surgir no horizonte mundial.

A União Europeia aprovou em julho de 2011 sete esquemas voluntários de certificação oferecidos para biocombustíveis. Após o enquadramento em um dos padrões, são certificados os biocombustíveis que emitam 35% a menos de gases do efeito estufa do que o petróleo, aumentando para 60% em 2018.

Entre eles estão as certificações ‘Bonsucro’ e ‘Greenergy’, focadas nos biocombustíveis de cana-de-açúcar do Brasil. Já o ‘RTRS EU RED’ abrange biocombustíveis de soja da Argentina e Brasil. Vários produtores brasileiros já estão trabalhando com as certificações visando demonstrar que seu combustível está cumprindo com os normas sociais e ambientais.

Em nosso país, o Inmetro está desenvolvendo o Programa Brasileiro para Certificação de Biocombustíveis baseado em critérios técnicos preestabelecidos, contemplando a qualidade intrínseca do produto e o impacto socioambiental do processo produtivo.

Sob o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), o Ministério da Agricultura também concede o Selo Combustível Social, vinculando a venda do biodiesel no leilão da ANP à contrapartida de a indústria adquirir uma porcentagem mínima de sua matéria-prima na agricultura familiar.

O produtor de biodiesel que tem o selo se beneficia de algumas condições especiais. Dentre elas, diferenciação ou isenção nos tributos PIS/Pasep e Cofins, participação assegurada de 80% do biodiesel negociado nos leilões públicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), acesso às melhores condições de financiamento junto aos bancos que operam o Programa (ou outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos) e a possibilidade de uso do selo para promover a sua imagem no mercado.

No caso do biodiesel, segundo estimativas da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil, nosso país fechou 2011 como o maior mercado consumidor deste combustível do mundo, passando a Alemanha.

O Brasil produziu e consumiu 2,8 bilhões de litros de biodiesel, 17% a mais do que em 2010. No país europeu, a estimativa de consumo passou de 2,4 bilhões de litros para 2,6 bilhões de litros, crescendo menos devido à crise em que se encontra o bloco europeu.

Com as perspectivas de crescimento da produção de bicombustíveis face às questões de segurança ambiental e energética, o surgimento de inovações tanto no campo comercial quanto tecnológico é elementar para o avanço de um setor que pode ser uma alternativa para uma economia mais limpa.

Autor: Fernanda B. Müller
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/EuroActiv/Agências
Original: http://bit.ly/wVMUNT


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Increase of 52% to $10.3bn in 2011 was based on strong solar performance


Sharan Pinto installs a solar panel on the rooftop of a house in Nada, a village near the southwest Indian port of Mangalore, India. Photograph: Rafiq Maqbool/AP

India’s transformation into a cleantech powerhouse moved up a gear in 2011 when it racked up investments of $10.3bn in the sector, a growth rate of 52 per cent year on year that dwarfed the rest of the world’s significant economies.

Solar investments led the growth with a seven-fold increase in funding, from $0.6bn in 2010 to $4.2bn in 2011, just below the $4.6bn invested in wind during the year, according to figures released yesterday by analysts Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

A record 2,827MW of wind energy capacity was added in 2011, which kept India third behind China and the US in terms of new installations. BNEF said a further 2,500MW to 3,200MW could be added in 2012.

Grid-connected solar also saw a substantial increase, up from 18MW in 2010 to an estimated 277MW by the end of 2011, while another 500MW to 750MW of solar projects could be added in the coming year.

Asset financing for utility-scale projects remains the main type of clean energy investment in India, with $9.5bn in 2011, BNEF said. Venture capital and private equity investment made a strong comeback with $425m invested in 2011, more than four times the 2010 figure, but equity raising via the public markets was only $201m compared with a record $735m in 2010, when the Indian stock market was at its all-time high.

“There was concern at the beginning of last year that increasing lending rates might hit investment,” said Ashish Sethia, head of India research at BNEF, in a statement. “The surge in installation of renewable energy shows it is becoming cost competitive and scalable.”

BNEF expects India to exceed the target of adding 12.4GW of grid-connected renewable energy during its 11th five-year plan, running from April 2007 to March 2012, and is likely to bring 14.2GW of capacity online.

However, Sethia said that if the targets are to be met, the country needs to improve the grid to handle increasing amounts of renewable energy, as well as ensuring renewable purchase obligations are enforced and project developers are paid on time for the power they produce.

But India still has significant scope for growth as it only accounts for four per cent of global investment in clean energy.

“India’s record performance in 2011, and the momentum it is carrying into 2012, is one of the bright spots in the clean energy firmament,” concluded BNEF chief executive Michael Liebreich.

“With support mechanisms falling away in the US, the ongoing financial crisis in Europe and China already going flat out, it is gratifying to see some of the world’s other major potential markets coming alive.”

Source: The Guardian
Original: http://bit.ly/xBKeE8


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Diariamente, das 6h às 23h59, os novos aparelhos de coleta seletiva reproduzem informações do mercado financeiro, de cultura e arte, generalidades e previsões do tempo


Coletores vão transmitir conteúdos da revista The Economist e da London Stock Exhchange (Forografia: Divulgação / Renew)

A cinco meses daquela que promete ser a Olimpíada mais verde já realizada no mundo, Londres estreou um moderno e inovador sistema de coleta seletiva – são 25 lixeiras inteligentes equipadas com duas telas LCD uma em cada lado, que são sensíveis ao toque e transmitem notícias em tempo real.


(Forografia: Divulgação / Renew)

Instaladas na última semana, as novas lixeiras de coleta seletiva reproduzem, diariamente, das 6h às 23h59, informações do mercado financeiro, de cultura, esporte, entretenimento, meio ambiente e generalidades, que se intercalam com as previsões do tempo. O conteúdo será fornecido pela revista The Economist e pela London Stock Exhchange, entre outros veículos britânicos de prestígio.


(Forografia: Divulgação / Renew)

Até junho, mais 50 aparelhos devem ser distribuídos pela capital inglesa. Há planos, inclusive, de garantir conectividade Wi-Fi na temporada dos jogos olímpicos. A ideia por trás da atratividade do aparelho é uma só: aumentar a taxa de reciclagem na cidade, chamando a atenção da população.


(Forografia: Divulgação / Renew)

Agora, a empreitada não sai barato. De acordo com o jornal britânico Mail Online, a fabricação e instalação de cada unidade da lixeira high tech custa 30 mil libras (cerca de 82 mil reais). Ainda segundo o periódico, a novidade já despertou interesse de outras cidades, como Tóquio e Manhattan, que estudam implementar as lixeiras em suas ruas.

Autor: Vanessa Barbosa
Fonte: Exame
Original: http://bit.ly/yqO4yq


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Enthusiasm for offshore wind projects may have cooled among developers in the United States these days, but the Obama administration is still trying to make a ribbon of wind farms off the Atlantic Coast a reality.

On Thursday, Ken Salazar, the secretary of the interior, and Tommy P. Beaudreau, the director of the Bureau of Ocean Energy Management, said the government had completed an environmental review and found that selling leases for wind energy would not create environmental problems in the designated “wind energy areas” off the coasts of Maryland, Virginia, New Jersey and Delaware.

The finding allows the start of a public comment period and could result in leases by the end of the year, officials said.

“With the right investment and the right timing, Atlantic wind can help power cities from Baltimore to Boston and Savannah, creating tens of thousands of manufacturing and engineering jobs,” Mr. Salazar said, adding that there were a number of developers interested in the leases. “This is not something that’s going to be waiting around.”

Offshore wind projects have been popular in other regions but have not moved forward in the United States like onshore projects. There are several projects in various stages of planning or development on the East Coast, including the underwater transmission spine Google is helping to finance, but creating giant wind farms at sea poses so many challenges that it has proved difficult to get projects off the ground.

In Massachusetts, the Cape Wind project that would bring a wind farm to Nantucket Sound stalled for nine years before it was finally approved in 2010. It recently cleared a hurdle when a court upheld a contract with National Grid for purchase of half its electricity. That should make it easier to sell more power and raise money to build the project, said Mark Rodgers, a spokesman for the company.

In December, NRG announced that it was suspending the Bluewater wind park off the Delaware coast because it could not find an investment partner.

David W. Crane, chief executive of NRG, said Thursday that it was a “significant positive step” that the Interior Department planned to move quickly and issue leases in a matter of months rather than years. But he said there were still many obstacles to bringing wind power to American waters, chief among them the low price of natural gas, which makes other forms of power generation too expensive to develop.

“Will it follow as night follows day that offshore wind will be built in the United States because the Department of the Interior is giving out leases?” he said. “That’s absolutely not the case.”

Author: Diane Cardwell
Source: The New York Times
Original: http://nyti.ms/yLBO7S


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