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Daily Archives: 17/02/2012




O projecto de reabilitação da mata envolve várias entidades. (Foto: Manuel Roberto)

A Autoridade Florestal Nacional vai avançar com a recuperação da Mata Nacional do Camarido, 164 hectares de floresta mandados plantar há seis séculos pelo rei D. Dinis.

Localizada à beira-mar, na foz de um rio, com um posto de abastecimento de combustíveis no seu interior e atravessada por uma das estradas nacionais mais movimentadas do país, a Mata Nacional do Camarido, às portas de Caminha, nunca foi vítima de um grande incêndio. Talvez por isso, estes 164 hectares de floresta mandados plantar há seis séculos pelo rei D. Dinis e actualmente pertencentes ao domínio privado do Estado tenham árvores com mais de 130 anos. A necessidade urgente de rejuvenescimento e diversificação do arvoredo “decrépito”, maioritariamente composto por pinheiro bravo, foi uma das razões que levou a Autoridade Florestal Nacional a avançar rapidamente com o Plano de Gestão Florestal. O objectivo é fazer um lifting àquele espaço arbóreo.

Pensado para durar 15 anos, o Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional do Camarido vai ter “maior destaque, urgência e pormenorização” nos primeiros 12. No primeiro ano da sua execução (2011), foram gastos 31 mil euros, tendo a mata sido limpa, desbastada e reflorestada. Segundo avançou ao PÚBLICO Rui Batista, responsável pela delegação distrital da Direcção Regional de Florestas do Norte (DRFN), já foram plantadas 18.350 novas árvores, com maior preponderância do pinheiro bravo, mas também outras espécies, como o sobreiro, pinheiro manso, bordo (acer), carvalho, freixo e salgueiro.

As plantações, segundo esclarece o vice-presidente da Câmara de Caminha, Flamiano Martins, que está a acompanhar localmente a intervenção, foram feitas nos talhões (dos 22 em que aquela mancha florestal está dividida) localizados junto ao litoral, onde havia “pinhal muito velho”. O autarca aplaude a intervenção, até porque a mata, que abrange as freguesias de Caminha, Cristelo e Vilarelho, é uma espécie de pulmão verde daquela zona, onde a Câmara de Caminha tem apostado no aproveitamento turistico, com a criação de uma ecovia e a requalificação do campo desportivo localizado no interior da floresta.

Tendo como vizinhas duas praias com bandeira azul (a praia de Moledo e a praia fluvial da foz do Minho), aquela que é a mata nacional com a maior mancha de pinhal a norte do rio Douro, abrangida por diversas figuras de protecção e conservação da natureza e biodiversidade e classificada por Rui Batista como “um património invulgar”, está a ganhar “cara nova”, graças a um processo que procura apagar marcas deixadas pelo passar de seis séculos.

O projecto tem por base um diagnóstico realizado em 2009 graças a uma parceria composta pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pela Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho e pela então DGRF através do Núcleo Florestal do Alto Minho da Circunscrição Florestal do Norte, que resultou no plano de ordenamento da mata.

Autor: Susana Ramos Martins
Fonte: Ecosfera / Público
Original: http://bit.ly/Aagyx9


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More than 100 Conservative MPs have written to the prime minister urging him to cut subsidies for wind turbines.


Lib Dem president Tim Farron: “Ed Davey is an outstanding environmentalist”

They also want planning rules changed to make it easier for local people to object to their construction.

The Tory MPs – joined by some backbenchers from other parties – questioned the amount of money going to the sector during “straitened times”.

But the government said wind farms were a “cost-effective and valuable part of the UK’s diverse energy mix”.

The challenge to the coalition’s policy presents an immediate problem for the new Energy and Climate Change Secretary, Ed Davey. He was promoted to the job following the resignation of fellow Liberal Democrat Chris Huhne last Friday.

Lib Dem president Tim Farron told BBC’s Andrew Marr Show that Mr Davey was a “very, very capable man” and an “outstanding environmentalist” who would take projects forward.

‘Straitened times’

The government wants renewable sources, such as wind, to provide 15% of the UK’s energy supply by 2015.

It admits that this is “currently more costly” than using fossil fuels, with hundreds of millions of pounds spent on subsidising wind farms each year.

State help is being cut under plans set out by ministers last year, but MPs have demanded an acceleration.

“In these financially straitened times, we think it is unwise to make consumers pay, through taxpayer subsidy, for inefficient and intermittent energy production that typifies onshore wind turbines,” they wrote in the letter, seen by the Sunday Telegraph.

The politicians also expressed concerns that the proposed National Planning Policy Framework “diminishes the chances of local people defeating onshore wind farm proposals through the planning system”.

Organised by backbencher Chris Heaton-Harris, the letter’s 101 Tory signatories include senior figures such as David Davis, Bernard Jenkin and Nicholas Soames.

Another is Tory MP Matthew Hancock, a close ally of Chancellor George Osborne.

Mr Heaton-Harris said two Liberal Democrats, two Labour PMs and one Democratic Unionist were also among his backers.

‘Party divided’

BBC chief political correspondent Gary O’Donoghue said the signatories were not against renewable energy per se, but believe onshore wind got far too much money.

For Labour, shadow energy and climate change secretary Caroline Flint said: “Britain should be a world leader in wind energy. We need to put jobs, growth and reducing energy bills first, but David Cameron is failing to do this. We just get a Tory party divided amongst itself…

“If Tory MPs want to turn the clock back on renewable energy, it will be the public who pay the price through higher energy bills, as we become more reliant on volatile fossil fuel prices.”

But a Downing Street spokeswoman said: “We need a low-carbon infrastructure and onshore wind is a cost effective and valuable part of the UK’s diverse energy mix.”

She added: “We are committed to giving local communities the power to shape the spaces in which they live and are getting rid of regional targets introduced by the last government.

“The draft framework also aims to strengthen local decision making and reinforce the importance of local plans.”

Mr Huhne resigned as Energy and Climate Change Secretary on Friday after hearing he faced a charge of perverting the course of justice over a 2003 speeding case, a claim he denies.

Source: BBC
Original: http://bbc.in/zcV0m2


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Cientistas propõem aliar fabricação do etanol de celulose à de biogás; resíduos podem servir de fonte de energia para as usinas

O etanol de segunda geração, feito com a celulose existente no bagaço da cana-de-açúcar, é uma alternativa importante para aumentar a produção de biocombustível sem prejudicar as plantações de alimentos ou as áreas de preservação ambiental.

Mas como seu processo de produção é mais caro que o do etanol de primeira geração – obtido pela fermentação da sacarose do caldo de cana -, é preciso encontrar alternativas para torná-lo economicamente viável.

A proposta de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é aliar a produção do etanol de celulose à produção de biogás e usar os resíduos obtidos no processo como fonte de energia para as usinas.

O projeto de pesquisa “Otimização de pré-tratamento de biomassa e hidrólise para maximizar a produção de biogás a partir de resíduos agroindustriais” foi financiado pela FAPESP e realizado em parceria com pesquisadores do Institut National de la Recherche Agronomique (Inra), da França.

“O bagaço de cana que sobra da fabricação do etanol de primeira geração é hoje queimado e usado pela indústria como fonte de energia elétrica ou térmica em forma de vapor. Quando usamos esse bagaço para fabricar o etanol de segunda geração, conseguimos recuperar apenas 32% da energia que seria obtida com a queima em caldeira”, disse a engenheira química Aline Carvalho da Costa, coordenadora da pesquisa.

No modelo proposto pelos pesquisadores, foi possível recuperar cerca de 65% da energia. A vantagem é o aumento da produção de biocombustível líquido, que pode ser usado para transporte e, por isso, tem um apelo econômico maior. “Além disso, o biogás e os demais resíduos podem ser usados como fonte de energia para a indústria, substituindo o bagaço”, ressaltou Costa.

Além da celulose usada na produção do etanol de segunda geração, o bagaço de cana contém hemicelulose – substância composta por açúcares de cinco carbonos chamados pentoses – e lignina – material estrutural da planta, responsável pela rigidez, impermeabilidade e resistência dos tecidos vegetais.

Para que essa biomassa possa ser transformada em biocombustível, ela precisa passar por um pré-tratamento que separa a celulose da lignina, substância que impede a hidrólise. Esse é um dos passos mais caros e menos maduros tecnologicamente no processo produtivo do etanol de segunda geração.

Depois disso, ainda é preciso submeter a celulose à ação de enzimas que vão quebrá-la em várias moléculas de glicose para que os microrganismos consigam fazer a fermentação. Esse procedimento é conhecido como hidrólise.

“A lignina que sobra depois do pré-tratamento pode ser queimada e usada como fonte de energia. O mesmo pode ser feito com o resíduo sólido que sobra após a hidrólise. Mas, quando se fala em etanol de segunda geração, a grande pergunta é: o que fazer com as pentoses? Tivemos então a ideia de transformá-las em biogás”, conta Costa.

A pesquisadora explica que esse tipo de açúcar não pode ser usado na produção de etanol porque os microrganismos não conseguem fermentá-lo de forma eficiente.

“Microrganismos geneticamente modificados conseguiriam, mas isso exigiria uma infraestrutura de biossegurança nas usinas que tornaria a produção inviável no cenário brasileiro atual, embora isso possa mudar a longo prazo”, disse.

Palha da cana

Por meio de um processo de digestão anaeróbica, feito por um conjunto de bactérias capazes de degradar a matéria orgânica, os pesquisadores conseguiram transformar essas pentoses em biogás.

“Essa etapa da pesquisa foi realizada na França, país com muita experiência na produção de biogás a partir de vários resíduos, e contou com a participação de minha aluna de doutorado Sarita Cândida Rabelo”, disse Costa. O doutorado teve apoio de Bolsa da FAPESP.

Buscando tornar mais eficiente e barata a transformação de celulose em etanol, os pesquisadores também compararam dois tipos de pré-tratamento – um feito com cal e outro com peróxido de hidrogênio alcalino. Esse último se mostrou mais promissor, uma vez que necessita de menos tempo e não deixa resíduo na biomassa.

“Essa etapa ainda precisa ser mais amadurecida para tornar o etanol de segunda geração competitivo”, ressalta Costa. O uso de todos os resíduos do processo de produção, avalia, é provavelmente a única forma de tornar o produto economicamente viável e ambientalmente sustentável. “Nossa grande contribuição foi mostrar que o licor de pré-tratamento, rico em pentoses, tem grande potencial para produção de biogás. Embora várias alternativas de aproveitamento das pentoses venham sendo estudadas, nenhuma é ainda definitiva.”

A pesquisadora ressalta que com o etanol de segunda geração é possível aumentar muito a produção de biocombustível do país sem aumentar a área plantada de cana-de-açúcar.

Embora seja possível obter biocombustível a partir de praticamente qualquer biomassa vegetal, o Brasil tem investido no bagaço de cana por esse ser um insumo abundante e que já está na usina, dispensando gasto com transporte.

“Também pesquisamos a produção de etanol usando como matéria-prima a palha da cana, que representa um terço da planta e hoje não é aproveitada. Os resultados parciais têm se mostrado bastante semelhantes aos obtidos com a produção de etanol a partir do bagaço”, disse Costa.

Essa parte da pesquisa deu origem a um trabalho de mestrado que será defendido em março de 2012. Outras três dissertações também integram o projeto. Resultados da pesquisa foram publicados em congressos nacionais e diversas revistas indexadas, entre elas a Bioresource Technology e o Journal of Chemical Technology and Biotechnology.

Fonte: Estadão / Agência Fapesp
Original: http://bit.ly/ymzEsu


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Where did 2011 stand in comparison to global temperatures from past years?

NASA recently released a visualization that depicts global temperature changes since 1880. Although nine of the 10 warmest years on record have occurred since 2000, 2011 was only the ninth warmest year on record, according to NASA.

The world’s average temperature in 2011 was 0.92 degrees Fahrenheit warmer than the mid-20th century baseline period of 1951 to 1980, NASA’s press release explained.

James E. Hansen, director of NASA’s Goddard Institute for Space Studies in New York, said, “We know the planet is absorbing more energy than it is emitting. So we are continuing to see a trend toward higher temperatures. Even with the cooling effects of a strong La Niña influence and low solar activity for the past several years, 2011 was one of the 10 warmest years on record.”

There is some disagreement over 2011’s ranking, however. NOAA scientists arrived at the same temperature data, but have ranked 2011 as the 11th warmest year on record.

According to the Associated Press, 2011, which was slightly cooler because of La Niña, was still “hotter than every year last century except 1998.”

Tom Karl, director of NOAA’s National Climatic Data Center, explained that a cooler year did not mean overall trends of rising temperatures would necessarily change. “It would be premature to make any conclusion that we would see any hiatus of the longer-term warming trend,” he said. “Global temperatures are continuing to increase.”

Earlier this month, the Bulletin of Atomic Scientists moved the symbolic “Doomsday Clock” one minute closer to midnight. The decision to move the clock to five minutes to midnight reflects, among other things, growing global disruptions due to climate change.

Below, see NASA’s visualizations of global temperature differences since 1880. Scroll down for video. Image and video courtesy of NASA.



Source: The Huffington Post
Original: http://huff.to/wFZa24


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