Citricultores de SP devem substituir fungicida proibido pelos EUA



Carbendazim é um fungicida que controla algumas doenças da laranja. Estados Unidos compram 16% do suco de laranja exportado pelo Brasil.

Novos carregamentos de suco de laranja foram barrados essa semana pelos Estados Unidos porque continham resíduos de um agrotóxico proibido pelo governo norte-americano. Os produtores já buscam alternativas para resolver o problema.

Um líquido branco e espesso vem causando polêmica na citricultura. O carbendazim é um fungicida que controla algumas doenças da laranja. “Ele é usado para o controle de duas principais fungicas dos cítricos: a estrelinha e a pinta preta”, explica o agrônomo José Hugo de Lima.

O governo americano começou a barrar o suco brasileiro porque não aceita esse tipo de fungicida na laranja desde 2009. No fim do ano passado, a agencia que controla a qualidade dos alimentos foi avisada sobre a presença do produto químico e desde então faz testes no produto que chega do Brasil.

O carbendazim é usado nas lavouras brasileiras há mais de 20 anos com autorização do Ministério da Agricultura. Mas diante da proibição dos Estados Unidos para esse tipo de fungicida no suco de laranja brasileiro, citricultores do estado de São Paulo estudam alternativas para não perder mercado.

Algumas lavouras da região de Araraquara estão utilizando produtos alternativos ao carbendazim para evitar que os fungos adquiram resistência ao produto. No caso da pinta preta, a pulverização pode ser feita com mistura de substâncias à base de cobre, com a chamada estrubirulina.

“Vai ter uma oneração nesse tratamento porque os produtores que substituirão o carbendazin são mais caros em torno de até 50%”, calcula o agrônomo.

O presidente da Câmara Setorial da Citricultura orienta os produtores a substituir o carbendazim por outros produtos. “Como o mercado americano é um tradicional brasileiro e é um mercado formador de opinião do suco do mundo, nós temos que atender às exigências independentemente se não faz mal à saúde. Nós temos que nos adequar”, diz Marco Antonio dos Santos.

Em Brasília, o presidente da CitrusBR, Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, passou a terça-feira (31) em reuniões com técnicos do Ministério da Agricultura. A entidade pediu ao governo norte-americano um prazo para que os laranjais brasileiros deixem de usar o fungicida. “É possível trocar e vai se trocar. Agora, precisa de 18 meses pelo menos, de acordo com nossos cálculos, para que isso seja feito de forma profissional”, explica Christian Lohbauer.

Christian Lohbauer diz ainda que os estados unidos admitem resíduos do carbendazim em outras frutas. “Ele é tolerado para uma série de outros produtos como banana, maçã, pêssego e cereja que são importados de outros países”, completa.

Fonte: Globo Rural
Original: http://glo.bo/wttnUR


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