EUA lançam campanha mundial contra alterações climáticas




Clinton participa no lançamento da campanha mundial em Washington. (Fotografia: Foto: Mandel Ngan/AFP)

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, lançou nesta quinta-feira uma campanha mundial para reduzir poluentes responsáveis por mais de um terço das alterações climáticas, especialmente metano e fuligem.

Rodeada por representantes do Canadá, Bangladesh, México, Suécia e Gana – membros da iniciativa – e do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua), Clinton convidou outros países a juntarem-se à Coligação pelo Clima e pela Qualidade do Ar.

“Esta coligação, o primeiro esforço internacional do género, realizará uma campanha mundial (…) para obter soluções contra os poluentes de curta duração”, como o metano e a fuligem, disse Clinton num discurso no Departamento de Estado, em Washington.

“Mais de um terço das alterações climáticas é causado por poluentes com curta duração de vida”, acrescentou Clinton. Estes poluentes “destroem todos os anos milhões de toneladas de colheitas e têm efeitos devastadores na saúde. Milhões de pessoas morrem todos os anos por respirar a fuligem e os gases emitidos pelos escapes das viaturas que circulam nas nossas estradas”, acrescentou.

Clinton acredita que atacar estas substâncias terá um efeito no clima a curto prazo e citou um relatório da ONU segundo o qual “a eliminação destas fontes de poluição até 2030 permitirá reduzir em 0,5ºC o aumento previsto de 1ºC nas temperaturas do planeta até 2050”.

O conselheiro governamental para as alterações climáticas, Todd Stern, comentou ao jornal New York Times que “esta não é uma negociação sobre quem se compromete com que metas, mas uma parceria voluntária que pretende atingir resultados tangíveis num período de tempo relativamente curto”.

A coligação internacional, com um orçamento de 15 milhões de dólares – 11,5 milhões de euros – (12 milhões – 9,2 milhões de euros – pelos Estados Unidos e 3 milhões – 2,3 milhões de euros – pelo Canadá) para dois anos, permitirá “completar” as várias acções contra a redução dos gases com efeito de estufa (GEE). Estas acções, a nível mundial, estão a ser coordenadas no âmbito do Protocolo de Quioto, que os Estados Unidos se recusaram ratificar e que o Canadá decidiu abandonar, no ano passado.

O presidente do Institute for Governance and Sustainable Development, Durwood Zaelke, acredita que “esta é uma declaração formal de que estamos a abrir uma segunda frente de combate na guerra contra as alterações climáticas”. “Seríamos tolos que confiássemos apenas na UNFCCC (Convenção Quadro da ONU para as Alterações Climáticas) para a nossa salvação, apesar de lhe reconhecermos mérito. Isto é um complemento, não um substituto.”

Fonte: AFP / Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/w3LRb5


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