Comissária europeia minimiza custo da taxa de carbono para os aviões




A legislação europeia entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2012. (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)

A comissária europeia para o Clima, Connie Hedegaard, minimizou o custo gerado pela introdução da taxa europeia sobre as emissões de dióxido de carbono dos aviões.

Com a introdução deste imposto, muito criticado pela China e pelos Estados Unidos, “um voo de Pequim para Frankfurt, por exemplo, custaria cerca de dois euros a mais por passageiro”, disse a comissária europeia numa entrevista ao jornal económico francês Les Echos, publicada nesta sexta-feira.

“Por outras palavras, valores abaixo do preço de um café no aeroporto”, acrescentou, reiterando que é “importante não perder de vista as ordens de grandeza”, quer seja do ponto de vista das companhias aéreas como dos países que se opuseram à introdução deste imposto.

Em meados de Março, a Airbus e seis companhias aéreas europeias (British Airways, Virgin Atlantic, Lufthansa, Air France, Iberia e Air Berlin) uniram forças para alertar os líderes dos governos francês, alemão, britânico e espanhol “sobre as consequências económicas” deste imposto, que consideraram uma ameaça “inaceitável” para a indústria do transporte aéreo.

Numa carta datada de 22 de Março dirigida ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, o primeiro-ministro francês, François Fillon, sublinhou esta “profunda preocupação por parte da indústria” e deu como exemplo a suspensão por parte da China de um “grande pedido de Airbus”.

A China congelou as encomendas de 55 aviões Airbus, avaliados em 14 mil milhões de dólares (10,7 mil milhões de euros euros), o que levou o presidente daquela empresa europeia a afirmar que por causa desta situação dois mil postos de trabalho estão em risco.

“Guerra comercial”

“Nós, europeus, não podemos, naturalmente, ceder a essas ameaças”, disse em reacção Hedegaard, sublinhando que “os custos dos direitos de emissão chineses são estimados em aproximadamente 1,9 milhões de euros este ano”. “É pouco, muito pouco para ameaçar com uma guerra comercial”, afirmou.

As discussões sobre esta taxa decorrem actualmente no âmbito da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), estando uma nova reunião prevista para Junho.

A legislação europeia, que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2012, obriga as companhias que operam na União Europeia, independentemente da nacionalidade, a comprarem o equivalente a 15% das suas emissões de CO2, ou 32 milhões de toneladas, para lutar contra o aquecimento global.

Bruxelas já disse que a taxa sobre as emissões de dióxido de carbono vai ajudar a União Europeia a alcançar o objectivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 20%, até 2020.

A China, a Rússia, a Índia e os Estados Unidos são alguns dos países, entre mais de duas dezenas, que se opõem ao sistema europeu de emissões, aplicável a todos os aviões que aterram ou levantam voo na Europa.

Fonte: Ecosfera – Público / LUSA
Original: http://bit.ly/HGEOSD


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