Detido na Alemanha o fundador da organização contra caça à baleia




Paul Watson deverá ser ouvido hoje em tribunal. (Foto: Sea Shepherd)

O fundador da Sea Shepherd, organização para a protecção dos oceanos e que tenta impedir a caça à baleia na Antárctida, está detido na Alemanha desde sábado por causa de um incidente marítimo com um navio da Costa Rica.

Paul Watson, 59 anos, foi detido em Frankfurt por causa de um pedido de extradição das autoridades da Costa Rica e deverá ser ouvido nesta segunda-feira em tribunal. É acusado de “violação do tráfego marítimo” nas águas perto da Guatemala, em 2002.

Tudo aconteceu quando, nesse ano, a organização Sea Shepherd encontrou um navio da Costa Rica, Varadero, numa operação ilegal de extracção de barbatanas de tubarões. “Seguindo ordens das autoridades da Guatemala, a Sea Shepherd deu instruções à tripulação do Varadero para que cessasse as suas actividades e voltasse ao porto para enfrentar as acusações contra si”, segundo um comunicado da Sea Shepherd. Mas “quando escoltavam o Varadero rumo ao porto, a situação mudou e um navio guatemalteco foi enviado para interceptar a tripulação do Sea Shepherd”, acrescentou a organização.

A tripulação do Varadero supostamente acusou os ecologistas de tentar matá-los, mas a organização disse que tem um vídeo que desmente as afirmações.

“Para fugir do navio armado guatemalteco, a Sea Shepherd navegou rumo à Costa Rica, onde descobriu outras actividades ilegais ao ver milhares de barbatanas secas de tubarão nos tectos dos prédios industriais”, diz o comunicado.

Segundo a Sea Shepherd, Watson está a receber apoio dos eurodeputados franceses Daniel Cohn Bendit e José Bové.

Criada em 1977, a Sea Shepherd é uma organização não governamental que se dedica à protecção dos oceanos. Apesar de ser mais conhecida pelas suas campanhas contra a caça à baleia na Antárctida, a organização também se dedica à protecção dos tubarões. Estes animais “patrulham” os oceanos desde antes do aparecimento dos dinossauros, mas o seu longo reinado enquanto predadores no topo da cadeia alimentar pode ter os dias contados. Actualmente, um terço das espécies de tubarões está na Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação), por causa da perda de habitats e pesca.

Estes animais são muito vulneráveis porque têm taxas de crescimento e reprodução relativamente lentas. Nos últimos 30 anos, muitas populações de tubarões, predadores de topo dos oceanos, têm registado um forte declínio.

Estima-se que entre 30 e 70 milhões de tubarões sejam mortos todos os anos no planeta. O fenómeno resulta, nomeadamente, de uma pesca excessiva para satisfazer a procura no mercado asiático por barbatanas de tubarão, consideradas um afrodisíaco, mas também de capturas acidentais em redes de pesca industrial ou de pesca lúdica.

Autor: Helena Geraldes
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/JcJstc


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