Fundo de Eficiência Energética abre candidaturas a 3,5 milhões de euros



Estima-se que os edifícios representem um terço dos consumos de energia final do país. (Foto: Nuno Ferreira Santos)

O Fundo de Eficiência Energética abriu candidaturas a um pacote de 3,5 milhões de euros dirigido a projectos de poupança dos consumos em edifícios ou indústrias, como por exemplo para a instalação de janelas eficientes ou de painéis solares.

Até 28 de Setembro estão abertos dois avisos, os primeiros do instrumento financeiro do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética.

O aviso Edifício Eficiente tem alocados dois milhões de euros para projectos que promovam a eficiência energética em edifícios de habitação multifamiliares, como a instalação de colectores solares térmicos e de janelas eficientes. Estima-se que os edifícios representem um terço dos consumos de energia final do país.

Segundo uma nota da Adene – Agência para a Energia divulgada hoje, a iniciativa é dirigida às Empresas de Serviços Energéticos, “que servirão de interface com os condomínios e proprietários dos edifícios”.

O outro aviso diz respeito às indústrias e tem um financiamento disponível de 1,5 milhões de euros. “O objectivo é apoiar a competitividade e a eficiência energética através da realização de auditorias, instalação de equipamentos e sistemas de gestão e monitorização dos consumos de energia”, segundo a nota da Adene.

“Este é um primeiro passo em linha com a estratégia de eficiência energética até 2020” e para “eliminar pequenas barreiras”, disse hoje ao PÚBLICO Filipe Vasconcelos, director-geral da Adene.

A maior parte das fontes de financiamento deste Fundo vem da taxa sobre as lâmpadas incandescentes. Assim, “estamos a taxar a ineficiência e a devolver os fundos à sociedade, para investir na eficiência”, acrescentou.

Actualmente mais de 500.000 edifícios em Portugal já estão certificados do ponto de vista da eficiência energética. “O nosso objectivo é chegar aos 3,5 milhões de fogos no mais curto espaço de tempo possível.” A certificação é obrigatória para edifícios novos de grande dimensão desde 2007 e de pequena dimensão desde 2008. Para os já existentes, a certificação é exigida desde 2009, mas apenas quando o imóvel é vendido ou arrendado.

A vantagem da certificação está nas medidas que são sugeridas, após a vistoria da casa. De acordo com as contas da agência, por exemplo, “a instalação de painéis solares térmicos pode reduzir até 70% os custos em energia para a produção de água quente para uso doméstico”. Mas a necessidade de financiamento tem sido um dos maiores obstáculos à concretização das alterações, uma situação que Filipe Vasconcelos acredita que pode mudar com a utilização do Fundo.

Até ao final do ano deverá ser aberto um terceiro aviso de candidaturas mas, segundo o responsável, ainda não há uma data concreta prevista.

Autor: Helena Geraldes
Fonte: Ecosfera / Público
Original: http://goo.gl/zTcE7


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