Ministra diz que sistemas multimunicipais de água devem ganhar “escala”




A Câmara diz não ter capacidade financeira para continuar a suportar a factura. (Foto: Pedro Cunha)

A ministra do Ambiente, Assunção Cristas, defendeu nesta quarta-feira que os sistemas multimunicipais de abastecimento de água têm de ganhar “escala” para serem “mais sustentáveis”, frisando que as dívidas da Câmara de Évora não são um caso isolado no país.

“Não é um problema diferente daquele que conhecemos em vários pontos do país”, sendo que todos eles “precisam de ser solucionados de uma forma integrada e global nesta estratégia de reestruturação” do grupo Águas de Portugal (AdP), disse Assunção Cristas.

A ministra, que falava à margem de um seminário em Beja, foi questionada sobre o “processo litigioso” do município de Évora contra o Estado para sair do sistema da Águas do Centro Alentejo (AdCA), que integra seis câmaras alentejanas e a AdP.

O Jornal de Negócios avançou na quarta-feira que o município já enviou a Assunção Cristas a carta que acciona “um processo de arbitragem” contra o Estado e a AdCA, empresa à qual a autarquia deve “mais de 17 milhões de euros”.

O autarca de Évora, José Ernesto Oliveira, confirmou também o avanço do processo, justificando que não obteve respostas do Ministério do Ambiente e assegurando a “absoluta incapacidade” financeira da Câmara para continuar a suportar a “factura” à AdCA.

Segundo a ministra, esta “não é uma matéria isolada”, “e há muitas câmaras com dificuldades, com críticas, com dívidas” aos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e saneamento.

“É de todas estas matérias” que se trata “quando falamos em reestruturar o sector, em ter equilíbrio financeiro, em procurar ganhar dimensão para que possa haver solidariedade entre regiões do país e para que o ajustamento tarifário, no fundo, seja equilibrado e solidário”, afirmou.

Assunção Cristas lembrou que está em curso a reestruturação da AdP: “O trabalho foi pensado e está a ser afinado, do ponto de vista estratégico”, devendo “começar depois, e no próximo ano seguramente de forma mais visível, a estar no terreno”.

“O que precisamos é de trazer mais municípios para os sistemas” e torná-los “maiores”, com “um ganho de escala”, para que possam ser “mais sustentáveis financeiramente e mais equilibrados”, disse Assunção Cristas.

Fonte: Ecosfera / LUSA
Original: http://goo.gl/0vgNn


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