Oxfam alerta para o agravamento da crise alimentar



Entidade aponta que mudanças climáticas elevarão os preços dos alimentos, que devem pelo menos dobrar nos próximos 20 anos, fazendo com que as famílias mais pobres tenham que gastar 75% de sua renda com comida

Segundo dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil, 1123 cidades brasileiras, reunindo mais de oito milhões de pessoas, estão enfrentando a pior seca dos últimos 30 anos, que pode se estender até 2013. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já teria inclusive reduzido a estimativa para a produção de grãos deste ano, o que vai contribuir para a alta dos preços dos alimentos não apenas no Brasil, mas em todo o planeta.

Este tipo de cenário deve se tornar comum, já que uma das consequências do aquecimento global é justamente o aumento da frequência e intensidade de fenômenos climáticos extremos. Assim, a crise alimentar, que atualmente é um problema seríssimo, deve se transformar em uma tragédia de proporções incalculáveis.

Quem faz o alerta é a Oxfam em seu novo relatório “Extreme Weather, Extreme Price” (Clima Extremo, Preço Extremo), divulgado nesta quarta-feira (5). De acordo com a entidade, populações que hoje já passam dificuldade para se alimentar se encontrarão em uma situação ainda pior nas próximas décadas, comprometendo até 75% de sua renda na compra de comida.

“O aumento das temperaturas e mudanças nos padrões de chuva dificultarão a produção agrícola e causarão aumentos constantes nos preços. O pior é que eventos extremos, como a atual seca nos Estados Unidos, podem acabar com safras inteiras e forçar picos dramáticos nos preços”, afirmou Tim Gore, conselheiro de mudanças climáticas da Oxfam.

“Todos sofreremos com a alta dos preços, mas serão os mais pobres que sentirão mais fortemente os impactos. As consequências das mudanças climáticas na alimentação mundial ainda não são discutidas o suficiente. O mundo precisa acordar e perceber o perigo da inação.”

Segundo a Oxfam, os preços médios de alimentos devem dobrar até 2030. O milho, por exemplo, deve subir 177%, o trigo, 120%, e o arroz, 107%.

O custo desses produtos deve ficar ainda mais alto durante eventos extremos.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/zjlMa


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