Aquecimento ártico ultrapassa temperaturas da era Viking, mostra estudo



As altas temperaturas no Ártico norueguês estão acima das do período de aquecimento natural da era Viking, possibilitando uma abertura da região para diversas atividades, da exploração de petróleo à navegação, disseram cientistas na quinta-feira.

Na última semana, o gelo marinho no Oceano Ártico teve um recorde de baixa desde que as observações de satélite começaram nos anos 1970. Nos últimos anos, mexilhões foram encontrados no arquipélago norueguês de Svalbard pela primeira vez desde a era Viking, há mil anos.

O estudo mostrou que as temperaturas de verão em Svalbard estão mais altas agora do que em qualquer momento dos últimos 1800 anos, incluindo o Período Quente Medieval de 950 a 1200, escreveram cientistas no jornal Geology.

As temperaturas de verão estão dois a 2,5 graus Celsius mais altas desde 1987 do que durante o Período Quente Medieval, afirmou à Reuters o principal autor, William D’Andrea, cientista climático do Observatório da Lamont-Doherty da Universidade de Colúmbia.

Os céticos de que a humanidade é a principal causa do aquecimento global às vezes citam o aumento medieval de temperaturas como evidência de que variações naturais podem trazer grandes oscilações climáticas, escreveu a Colúmbia em uma declaração.

“O aquecimento dos últimos 25 anos é maior do que o registrado no período medieval”, declarou D’Andrea. O aquecimento medieval tem sido ligado a mudanças na atividade solar e erupções vulcânicas.

“Já foi muito bem estabelecido… que o aquecimento moderno é em grande parte devido às contribuições humanas de gases do efeito estufa para a atmosfera”, acrescentou D’ Andrea.

Os dados também indicaram que o aquecimento medieval não foi uniforme no Hemisfério Norte. Estudos na Groenlândia e partes da América do Norte mostram que as temperaturas eram mais quentes de 950 a 1250 do que hoje.

Em Svalbard, os cientistas estudaram sedimentos de algas soterrados no Lago Kongressvatnet que deixaram indicações de temperaturas.

O Ártico está aquecendo duas vezes mais do que a taxa do resto do globo devido a emissões de gases do efeito estufa da queima de combustíveis fósseis, de acordo com um painel de cientistas da ONU.

Quando o gelo e a neve derretem, eles desprotegem água ou solo, que são mais escuros e por isso absorvem mais calor. O derretimento está ameaçando o modo de vida dos povos indígenas e de criaturas como ursos polares, comentou o Conselho Ártico.

Isso também está tornando a região mais acessível à exploração de petróleo por companhias como a Shell ou a Staroil e abrindo áreas para mineração e navegação no Oceano Ártico.

Traduzido por Jéssica Lipinski

Autor: Alister Doyle – REUTERS
Fonte: Instituto Carbono Brasil
Original: http://goo.gl/fn23f


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