Projeto para evitar a exploração de petróleo da reserva Yasuní arrecada US$ 300 mi



Mais de US$ 300 milhões já foram prometidos para o plano do Equador de evitar a extração de petróleo do solo da reserva Yasuní Ishpingo-Tambococha-Tiputini (ITT). A ideia, apresentada em 2007, é arrecadar US$ 3,6 bilhões em 13 anos para que o petróleo não seja retirado do subterrâneo da reserva, o que alteraria seriamente o local, colocando em risco os ecossistemas da região.

Apesar do ceticismo em relação ao projeto, desde que o plano foi lançado formalmente, em 2011, cerca de US$ 300 milhões já foram prometidos por governos, empresas, ONGs e indivíduos da sociedade civil.

A Alemanha, por exemplo, ofereceu US$ 50 milhões ao longo de três anos, enquanto dez regiões da Europa prometeram contribuir com US$ 150-250 milhões, juntamente com instituições como a Coca-Cola, companhias aéreas, bancos e fundações brasileiras, norte-americanas e russas.

Apesar de apenas US$ 64 milhões terem sido depositados, pelo menos US$ 187 milhões vindos da Bélgica, Brasil, Catar, Espanha, França, Indonésia, Líbano e Turquia devem ser destinados ao projeto em breve.

O capital não é dado diretamente para o governo equatoriano, mas colocado em fundos e administrado pelo Programa de Desenvolvimento da ONU. Esse dinheiro deve ser destinado a projetos de energia renovável e ao apoio ao reflorestamento e à conservação, além de projetos sociais na região.

“O que temos na terra de Yasuní é muito mais do que temos no subsolo. Passamos por apenas um ano e já estamos a caminho de salvar a floresta. O que estimulou governos como a Alemanha e a França foi o povo. Na Alemanha mais de 100 mil pessoas assinaram a petição em uma semana”, comentou Ivonne Baki, diretora do comitê de negociação da Yasuní-ITT.

“O Equador não quer depender do petróleo e essa é uma forma de fazer isso. Os países petrolíferos são amaldiçoados. Países emergentes costumam apostar tanto no petróleo que não desenvolvem nada mais. Produzem corrupção e os pobres pagam o preço. O único benefício vai para as elites”, concluiu.

Crédito Imagem: Comitê de negociação da Yasuní-ITT

Autor: Jéssica Lipinski
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/BmzfO


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