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“Acordamos 692 compromissos durante a Conferência que, estima-se, mobilizarão US$ 513 bilhões em prol da causa dodesenvolvimento sustentável”, disse Sha Zukang

Sha Zukang, Ban Ki-Moon e Dilma Rousseff na Reunião Plenária da Conferência da ONU da Rio 20. (Roberto Stuckert Filho/PR)

São Paulo – O documento oficial O Futuro que Queremos é o principal assunto na boca daqueles que comentam – na maioria das vezes, de forma insatisfeita – a respeito do desfecho da Rio+20. Na tentativa de chamar a atenção para outros resultados da Conferência, o chinês Sha Zukang, secretário-geral da Rio+20, convocou na sexta-feira coletiva de imprensa para informar a respeito doscompromissos que foram assinados por empresas, instituições financeiras, universidades e governos locais durante o evento da ONU.

“Acordamos 692 compromissos durante a Conferência que, estima-se, mobilizarão US$ 513 bilhões em prol da causa dodesenvolvimento sustentável. Este é um legado importantíssimo da Rio+20. Há grandes expectativas sobre as ações dos governos, mas eles não podem fazer o trabalho sozinhos. É preciso apoio e envolvimento do setor privado e da sociedade civil”, disse Zukang, que falou com a imprensa ao lado de Brice Lalonde, coordenador executivo da Rio+20.

Entre os compromissos enaltecidos pelos participantes da coletiva, estão:

– os 200 acordos resultantes do Fórum de Sustentabilidade Corporativa da Rio+20, que foram entregues em um documento para Ban Ki-Moon (saiba mais em: Ban Ki-moon recebe documento de líderes empresariais com compromissos ao Desenvolvimento Sustentável) e
– um acordo que prevê que todas as instituições de nível superior do Brasil terão que incluir o tema da sustentabilidade em seus currículos.

“A mudança dos currículos escolares, desde a educação básica, é uma das ferramentas mais simples, baratas e imediatas que podemos usar em prol do desenvolvimento sustentável. Será um enorme avanço se os demais países se inspirarem no compromisso assumido pelas instituições de ensino brasileiras”, afirmou Antonio Freitas, da Fundação Getúlio Vargas.

A intenção da coletiva era tirar o foco do documento final resultante da Rio+20, mas o esforço da ONU foi em vão. O assunto foi abordado durante o evento – e por um dos painelistas, o presidente da Costa Rica, José María Figueres. “As ONGs, empresas e demais setores da sociedade civil desempenharam um bonito papel na Rio+20, mas os governos falharam. ‘O Futuro que Queremos’ é o título adequado para o documento resultante da Conferência, mas seu conteúdo não está adequado. O futuro que queremos é construtivo”, disse Figueres, que lamentou: “Não temos um planeta B para desdenhar do que vivemos hoje, como estamos fazendo”.

O secretário-geral da Conferência, Sha Zukang, se defendeu: “Sei que muitos países não estão felizes com o resultado, mas meu trabalho é fazer com que todos sejam iguais e não felizes”, disse. Lalonde fez coro: “O resultado da Rio+20 pode não parecer tão espetacular quanto o da Rio92, mas é com certeza mais sério e realista. Afinal, muito do que foi acordado em 92 não foi implementado até hoje”.

Antes de se retirar da coletiva, Zukang se despediu pedindo comprometimento daqueles que assinaram os compromissos. “Não podemos esquecer que o trabalho árduo começa agora. Prometer é fácil, mas manter a promessa exige esforço. O que diferencia um compromisso de uma boa intenção é a responsabilidade. Espero que estes acordos virem histórias de sucesso nos próximos anos”.

Author: Débora Spitzcovsky
Fonte: Exame
Original: http://goo.gl/iKqKv


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Carro elétrico que roda 80 km em um dia foi aprovado em testes. Veículo específico para calçadões carrega até 300 kg.


Carro elétrico testado pelos Correios (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Os Correios exibiram na Arena Socioambiental, um evento paralelo à Rio+20 que ocorre no Museu de Arte Moderna, no Centro do Rio, um novo carro elétrico, elaborado em parceria com a Companhia Paulista de Força e Luz, que foi testado e aprovado ao longo de um ano de uso nas ruas de Campinas (SP).

O carro consegue rodar 80 km ao longo de oito horas – que é a carga horária normalmente necessária para as entregas de um dia. Para retomar a carga total, ele precisa ser ligado à tomada por mais oito horas.


Veículo utilizado por carteiros nos calçadões de Porto Alegre e Curitiba (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Apesar de mais carro que um veículo comum – custa cerca de R$ 80 mil –, esse carro é, financeiramente, 60% mais econômico do que o movido à gasolina. Além disso, faz menos barulho e, principalmente, emite menos gases estufa, já que a geração de eletricidade do Brasil é feita majoritariamente por hidrelétricas.

Os Correios também apresentaram um veículo de calçadões, que já é utilizado em áreas exclusivas de pedestres nos centros de Porto Alegre e Curitiba. Esse veículo é puxado pelos carteiros, mas também é motorizado, para facilitar o serviço. Ele funciona à base de baterias recarregáveis e carrega até 300 kg de encomendas.

Fonte: Globo Natureza
Original: http://glo.bo/MT4Oh7


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No total, cerca de 130 chefes de Estado e de Governo são esperados no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A União Europeia vai bater-se “até ao último minuto” para conseguir “compromissos credíveis” e “irreversíveis” na conferência sobre desenvolvimento sustentável, Rio+20, que começa hoje. Mas o comissário do Ambiente admite que será difícil.

Em conferência de imprensa esta tarde em Bruxelas, o líder da delegação da Comissão Europeia na Rio+20, que contará com cerca de 50 pessoas, Janez Potocnik, não escondeu as dificuldades e os riscos de fracasso desta conferência, 20 anos depois da original, a Cimeira da Terra.

“Não temos nenhuma garantia de acordo”, reconheceu. “As pré-negociações organizadas em Nova Iorque não permitiram avançar o suficiente. Esperam-nos dias difíceis”, lamentou. A 2 de Junho, na última etapa negocial das negociações informais sobre o texto de acordo que os líderes mundiais deverão assinar a 22 de Junho, os delegados estavam de acordo apenas em 70 dos 329 parágrafos, ou seja, em 21% do texto.

Ainda assim, Janez Potocnik disse estar “optimista”, lembrando que desde a primeira cimeira em 1992 o mundo fez muitos progressos, se bem que insuficientes. “Milhões ainda passam fome todos os dias. Se continuarmos a consumir recursos a este ritmo, em 2050 precisaremos do equivalente a dois planetas para nos sustentar e as aspirações de muitos a uma melhor qualidade de vida nunca serão satisfeitas”, acrescentou.

Em termos simples, Janez Potocnik considera que o tema central da Rio+20, a “economia verde”, é “a nossa estratégia de sobrevivência”. “Precisamos mudar a forma como crescemos e criar uma nova estrutura circular, onde nada se desperdice.”

Da Rio+20, a Comissão Europeia quer que saía “algo irreversível e que tenha um impacto real nas nossas vidas”. Mais concretamente, a União Europeia sugeriu metas e objectivos para cinco “pilares da vida”: água, oceanos, solos e ecossistemas, energia sustentável e eficiência de recursos.

Uma das propostas que Bruxelas gostaria de ver aprovada no Rio+20 seria o “acordo de grandes empresas privadas para passarem a incluir a sustentabilidade nos seus relatórios anuais, ou então, para explicarem por que não o fazem”, disse o comissário.

Além de Janez Potocnik, outros três comissários vão participar na conferência Rio+20: Connie Herdegaard (Alterações Climáticas), Dacian Ciolos (Agricultura) e Andris Piebalgs (Desenvolvimento). O presidente da Comissão Europeia, José Durão Manuel Barroso, prevê juntar-se aos dirigentes políticos no Rio.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável dá hoje o seu pontapé de partida. Mais de 50 mil pessoas são esperadas no Rio de Janeiro. Delegações de 176 país e cerca de 130 chefes de Estado e de Governo retornam às negociações, primeiro numa sessão preliminar entre hoje e sexta-feira, e depois na conferência propriamente dita, de 20 a 22. Dezenas de eventos paralelos vão mobilizar empresas, organizações governamentais, autarquias e cidadãos.

Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/SiW4A


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Um arquivo disponibilizado pelo jornal britânico The Guardian traz algumas informações bastante interessantes de como cada país, ou bloco de nações, se posiciona diante dos tópicos a serem acordados durante a Rio+20. A versão rascunho do texto “O Futuro que Queremos” é datada de 2 de junho e destaca cada trecho que foi cortado do documento e quem teria promovido o veto.

Já na primeira página, um parágrafo fala que “erradicar a pobreza é o maior desafio mundial (…) Nesse quesito estamos comprometidos em libertar a humanidade da pobreza e da fome”. A palavra “extrema” havia sido acrescentada pelos Estados Unidos antes de “pobreza”, mas os países que formam o G77 conseguiram apagar a expressão do texto.

Logo em seguida, no trecho que fala sobre “alcançar o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões”, o G77 incluiu o conceito de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Essa parte acabou sendo cortada a pedido dos EUA, Canadá, Japão e União Europeia.

Mais para frente aparece “Reconhecemos que a igualdade de gêneros e de fortalecimento da mulher, incluindo o acesso a serviços de saúde reprodutiva, são importantes para o desenvolvimento sustentável e para nosso futuro comum”. A parte sublinhada foi acrescentada pelos EUA, mas acabou vetada pelo G77 e pelo Vaticano.

Em um parágrafo sobre o consumismo, a União Europeia havia incluído “estamos comprometidos a alterar os padrões insustentáveis de consumo e produção, e eventualmente alcançar a desassociação absoluta entre o crescimento econômico e o uso de recursos naturais”. Todo o trecho foi apagado a pedido dos EUA.

Praticamente todas as 81 páginas do documento contém modificações, o que deixa claro como é difícil agradar todas as partes envolvidas. Diante disso, parecem ser pequenas as chances de que em apenas três dias de negociações formais na Rio+20 seja possível chegar a um consenso total e ambicioso.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/The Guardian
Original: http://goo.gl/oVgkr


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Engenheiros mostram como é possível reduzir o dano ambiental através de inovações desenvolvidas no país


Stand da empresa no evento apresenta ações e novidades voltadas para sustentabilidade

São Paulo – Pavilhões representando diversos países durante a Rio+20 preenchem o gigantesco espaço do Parque dos Atletas, uma principais locais de eventos durante a conferência. Uma das estruturas, no entanto, é dedicada exclusivamente à mostra de pesquisas realizadas por profissionais brasileiros. O estande da Coppe/UFRJ, referência em estudos de engenharia, inaugurou uma pequena exposição com ideias e tecnologias que podem ajudar a transformar o discurso sobre o meio ambiente em ações de efeito. Uma delas é o uso do cimento ecológico capaz de minimizar o impacto de um dos grandes poluidores mundiais, a construção civil.

A indústria do cimento responde por cerca de 5% das emissões mundiais de gás carbônico. As estimativas da Coppe são de que o uso de resíduos agroindustriais na substituição de 40% do cimento reduza, no Brasil, até 17 milhões de toneladas na emissão anual de gás carbônico dessa indústria. O estudo destaca ainda ser possível que um milhão de famílias de agricultores do Nordeste, cuja renda vem do sisal, sejam beneficiadas com o uso de fibras vegetais na construção civil. Atualmente, a produção global da indústria cimenteira é de 3,3 bilhões de toneladas de cimento por ano.

Outra novidade possível, na área da redução do consumo de combustíveis fósseis, é proposta na Rio+20 pelos engenheiros. A ideia é aumentar o ciclo de vida dos plásticos e reduzir o descarte no meio ambiente. Seria criado um plástico especial, com maior durabilidade e capaz de ser transformado em matéria-prima, coisa que não acontece hoje em dia. Ao não precisar de nova matéria-prima para a fabricação de plásticos, que são feitos de petróleo, deixa de consumir combustível fóssil.

Das 14 tecnologias expostas, também chama atenção a usina de ondas. O objetivo é gerar energia através da movimentação das águas marítimas. O Porto do Pecém, no Ceará, tem uma dessas estruturas, que entrará em operação este ano. A usina pode ser uma alternativa viável para o Brasil, que tem oito mil quilômetros de costa e a preocupação em encontrar fontes de energia limpa e renovável. O potencial se compara a uma micro-hidrelétrica. No Pecém, deve chegar a 125 quilowatts por gerador. Será a primeira usina de onda da América Latina. Segundo estudos da Coppe, o mar brasileiro pode aumentar em até 17% a capacidade total de energia elétrica instalada no país hoje.

No setor dos transportes, a novidade no Brasil é o trem de levitação magnética, existente no Japão, China e Coreia. O plano da Coppe é o de atrair investimentos para a montagem de uma linha dessas ligando os aeroportos Santos Dumont e o Internacional Antônio Carlos Jobim. Segundo os pesquisadores, a construção sai um terço mais barata do que o metrô. Os trilhos, por terem ímãs, são mais caros. Mas a compensação está no fato de não precisar escavar túneis para a passagem desses trens, que são silenciosos.

Autor: Cecília Ritto
Fonte: Exame / Veja
Original: http://goo.gl/Lkugf


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Diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Laís Abramo, falará sobre as ocupações verdes e seus impactos nos trabalhadores e no mercado de trabalho


Cúpula Mundial Green Jobs será encerrada no dia 15 com a Arena Verde

Rio de Janeiro – A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) coordenará a Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa no próximo dia 13. O evento é integrado à Agenda Rio+20 e Você e ocorrerá no Planetário da Gávea, na zona sul da cidade, nos dias 14 e 15 deste mês. Para a realização da Cúpula Mundial Green Jobs, foi firmado memorando de cooperação com o Instituto Humanitare, responsável pela divulgação da agenda da ONU.

Serão discutidos no encontro os conceitos de emprego verde e carreira verde, ligados a áreas voltadas para a sustentabilidade do planeta e das pessoas, informou à Agência Brasil a presidenta da ABRH, Leyla Nascimento. “Não se trata mais de falar da engenharia ambiental, mas da engenharia que não só tem que se preocupar com a especialização do meio ambiente, mas também com que suas atividades não degradem o meio ambiente e tenham consciência em relação a isso”.

Esses diferenciais, disse, terão de ser acrescentados a todas as carreiras onde as pessoas passarão a desenvolver a sua profissão com outro olhar, o olhar da economia verde. “O que posso fazer que diminua a interferência que estamos fazendo no planeta, que diminua os riscos que o homem e a humanidade estão trazendo com suas ações?”. A cúpula fará uma discussão sobre os vários olhares, acrescentou.

A preocupação da ONU é que cada país implante a chamada carreira verde, dentro de políticas normatizadas, de um plano de carreiras reconhecido, e que as ocupações sejam renomeadas com esses novos atributos, esclareceu. Uma pesquisa a ser divulgada durante o evento mostrará como os países estão trabalhando dentro dessa linha. “O Brasil tem apresentado uma proatividade grande nessa área das carreiras verdes”, comentou.

A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, falará sobre as ocupações verdes e seus impactos nos trabalhadores e no mercado de trabalho – como a economia verde vai proporcionar melhor ambiente e melhores condições para o trabalhador de maneira geral. A Associação Mundial de Recursos Humanos abordará o cenário internacional relacionado aos empregos verdes. Serão temas de debate também o novo perfil dos executivos e lideranças exigido pela economia verde, a transição para essa nova economia e sua relação com a educação e a qualificação profissional. “Os currículos precisam receber um redimensionamento e uma mudança em cima disso”, disse Leyla.

Ela destacou a necessidade de as lideranças empresariais e governamentais entenderem que ao tratar de economia verde e trazerem isso para si, eles estão contribuindo para o resultado da empresa, mas também do país e do planeta. “Então, não é uma mobilização do governo. É uma mobilização da sociedade”. No caso dos recursos humanos, as transformações que ocorrem nos ambientes corporativos estão nas mãos dos líderes, lembrou. “A liderança é fundamental nesse momento, na economia verde, porque são eles [os líderes] que estarão diretamente com as pessoas. Eu costumo dizer que o líder é um educador da empresa”. Outro aspecto importante, quando se fala em lideranças, está relacionado às questões éticas e de conduta profissional, acrescentou a presidenta da ABRH.

A Cúpula Mundial Green Jobs será encerrada no dia 15 com a Arena Verde, cujo objetivo é a mobilização dos jovens pós-Rio+20. A arena vai explicar à juventude brasileira e internacional presente ao encontro o que é economia verde, o que se espera das empresas, qual o papel hoje dessas organizações e qual o perfil de profissionais que elas precisarão absorver daqui para a frente.

“Os jovens precisam entender que há um adicional aí, que vai entrar no seu currículo acadêmico, de futuro profissional, que é o dos atributos da economia verde. A Rio+20 deverá aprofundar essa discussão”.

Autor: Alana Gandra, da Agência Brasil
Fonte: Exame
Original: http://goo.gl/0tA14


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Ida Auken e Janez Potocnik em conferência de imprensa em Horsens. Foto: Claus Fisker/AFP

A União Europeia deve pedir metas concretas para a limpeza dos oceanos, para acabar com a falta de água e para conservar os recursos naturais se quiser ser um líder credível na cimeira Rio+20, a realizar no Brasil em Junho, disse nesta quinta-feira a presidência dinamarquesa da UE.

A cimeira Rio+20, a realizar de 13 a 22 de Junho no Rio de Janeiro, tem sido acusada de ser demasiado vaga para conseguir resultados significativos. A ministra do Ambiente dinamarquesa, Ida Auken, disse que os seus homólogos europeus têm estado reticentes em avançar para “metas operacionais claras e acções concretas” em cinco áreas. São elas a água, ambiente marinho, uso do solo e biodiversidade, energia sustentável, eficiência de recursos e gestão de resíduos.

Em particular, Auken apontou a protecção dos oceanos do planeta como uma questão pouco trabalhada pelos decisores políticos europeus. “Queremos metas que digam que queremos reduzir para metade o lixo que deitamos nos oceanos antes de 2025”, disse à agência Reuters, à margem de uma reunião informal de ministros europeus da energia e do Ambiente, hoje em Horsens. “Claro que esta é uma meta muito ambiciosa. Mas é importante mostrarmos que estamos verdadeiramente empenhados em criar novos padrões no Rio”, acrescentou. “Se não conseguirmos fazer isso, se não conseguirmos ser concretos, [a cimeira] será apenas um exercício de semântica.”

O comissário europeu para o Ambiente, Janez Potocnik, disse em conferência de imprensa que as metas – incluindo a redução do lixo nos oceanos – são aquilo que a União Europeia considera “metas aspiracionais”, definidas para chamar a atenção do mundo para o problema, sem serem vinculativas.

Esta semana, Auken vai viajar até Nova Iorque para apresentar a posição da União Europeia nas negociações preparatórias do Rio+20. “Há alguns países que têm receio de que a nossa liderança e as metas sejam contra-produtivas se defendermos coisas muito específicas em Nova Iorque”, disse a ministra dinamarquesa. “Discordo totalmente. Penso que precisamos de ser mais específicos e explicar o que queremos dizer quando falamos de uma economia verde inclusiva, para que as negociações no Rio possam avançar. Não há mais ninguém a liderar estas negociações”, acrescentou.

Auken disse hoje numa conferência de imprensa que os ministros europeus, em reuniões informais, já deram o seu apoio à posição da presidência dinamarquesa, antes da reunião de Nova Iorque. “A credibilidade e liderança da União Europeia dependem da nossa capacidade para sermos precisos nas nossas metas, acções e calendários, que queremos alcançar no Rio”, escreveu numa carta que dirigiu aos seus homólogos.

Fonte: Ecosfera – Público / Reuters
Original: http://bit.ly/IQXUGu


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