ONU alerta para o saldo das catástrofes naturais desde a Eco-92




Rasto do tsunami de 2011 no Japão: mortes e custos elevados. Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

Cerca de 1,3 milhões de pessoas morreram em desastres naturais entre as duas grandes conferências mundiais sobre desenvolvimento sustentável –a Eco-92 e a Rio+20.

Num balanço que coincide com o início, esta semana, da primeira fase da Rio+20, o Departamento das Nações Unidas para a Prevenção do Risco de Desastres estima que as catástrofes afectaram 4,4 mil milhões pessoas e custaram algo em torno de 1,6 biliões de euros – ou 25 vezes o montante anual de ajuda internacional ao desenvolvimento.

“Espero que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável [Rio+20] leve em conta os prejuízos que o planeta tem sofrido nos 20 anos desde a última destas conferências”, referiu a representante especial da ONU para a redução dos desastres, Margareta Wahlström, num comunicado.

Segundo o balanço da ONU, embora a maioria das mortes por catástrofes esteja relacionada com sismos, são as cheias, secas e tempestades que afectam mais pessoas.

Margareta Wahlström afirma que tem havido uma “crescente exposição a eventos extremos, alimentados pela rápida urbanização, pobreza, degradação ambiental, alterações climáticas e ausência de boa governação”.

Todos estes temas estão na agenda da Rio+20 – um evento intergovernamental e também da sociedade civil, e que irá reunir mais de uma centena de chefes de Estado e de governo entre 20 e 22 de Junho.

Alguns líderes das maiores economias mundiais não estarão presentes, como Barack Obama, Angela Merkel e David Cameron. O Presidente russo, Vladimir Putin, que tinha confirmado presença, cancelou também a sua participação, segundo o diário brasileiro Folha de São Paulo. A Rússia será representada pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva adiou por alguns dias a sua participação, por questões de saúde.

Notícia corrigida às 19h33: o número de mortos referido no primeiro parágrafo é 1,3 milhões e não 1,3 mil milhões, como erroneamente foi referido.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/BNPo2


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