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Monthly Archives: November 2012




Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária: evento comprova como as pessoas que vivem no mundo rural lutam para buscar um nicho no mercado. (Eduardo Aigner/MDA)

Rio de Janeiro – Comida, artesanato e moda ecológicas e sustentáveis são as principais estrelas da oitava Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, onde os visitantes podem ver, degustar e comprar produtos que respeitam o rico ecossistema do país.

Tudo o que é oferecido nos vários estandes da feira na Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, compartilha a origem rural e o carinho de seus produtores, que apostam na matéria-prima da proximidade.

É o caso de Eli Chaves, que fabrica queijo parmesão em Minas Gerais e que contou à Agencia Efe que compra o leite dos produtores rurais do lugar onde vive.

O mesmo acontece com a cachaça Barra Velha, produzida a partir da destilação de cana-de-açúcar plantada e recolhida à mão nos campos do Rio de Janeiro, ao contrário de outros produtores que utilizam a nociva queima de canaviais para recolher mais fácil o produto.

A feira, que começou na quarta-feira e termina no domingo, não só serve para adquirir estes produtos, mas para comprovar como as pessoas que vivem no mundo rural lutam para buscar um nicho no mercado.

É o que ocorre no espaço dedicado às mulheres rurais, onde um grupo de brasileiras de todos os cantos do país mostra produtos de artesanato e bijuteria elaborados em negócios administrados por elas mesmas.

A coordenadora da Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais do Governo brasileiro, Renata Leite, contou à Efe que o órgão tenta fazer com que estas trabalhadoras tenham visibilidade, já que até agora costumam ser os maridos que vendem o resultado de seu trabalho.

O Governo Federal lhes ajuda a acessar terras e créditos para explorá-la, assim como obriga que a propriedade pertença a elas e não só aos maridos ou aos filhos.

A feira é também um foco de reflexão sobre variados temas do campo, como a reforma agrária, a superação da pobreza no meio rural e a autonomia e emancipação dos jovens camponeses.

Autor: EFE
Fonte: EXAME
Original: http://goo.gl/1dVYv


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Jessica Sanchez, left, and her sister Marabel, who is blind, live in East Orosi, Calif., where water quality is so poor that they drink bottled water. In the stroller is Jessica’s son Jordan. (Diana Marcum, Los Angeles Times / November 22, 2012)

A Central Valley family shuns tap water except for bathing and gardening. They live in one of the many areas where the supply is contaminated by nitrates, arsenic or bacteria from agricultural runoff.

EAST OROSI, Calif. — This was to be the first year Jessica Sanchez was in charge of Thanksgiving dinner.

She began preparations Wednesday, crossing through her family’s small kitchen to a bottled water dispenser in the living room and filling a pan to wash the turkey.

She couldn’t use the tap water because East Orosi is one of many Central Valley farm communities where the supply is tainted — by nitrates, arsenic or bacteria traced to decades of agricultural runoff.

Jessica’s mother, Bertha Diaz, makes about $7.50 an hour picking grapefruit and lemons in the winter, grapes and blackberries in the summer. The cost of the tap water they use for bathing and gardening, plus the bottled water for drinking and cooking, is about 30% of her income.

On Wednesday, Diaz left for work at 4:30 am. Later in the morning, as she picked lemons, she called 19-year-old Jessica to tell her to be sure to finish washing the turkey with a vinegar rinse.

Jessica said her mother has a certain way of doing everything: folding laundry, holding a baby, washing a turkey. Sometimes the two squabble.

“We’re way too much alike. My grandmother says we are on exactly the same plane, so we hit heads,” Jessica said as she applied the vinegar.

The Sanchez family didn’t always live in East Orosi.

Before Jessica’s baby brother Mannie died, home had been in Orosi proper. In the town of 8,000, the water warnings come and go, depending on the level of chemicals from contaminated groundwater making it into wells.

Jessica’s family lived there in a little house. They could see their neighbor’s swimming pool through a hole in the fence. One day, when Mannie was 1 1/2 , he sneaked next door. Six-year-old Jessica found him floating dead in the pool.

The family moved. Three years later, sister Marabel went blind at the age of 13, a complication of diabetes. Multiple studies have linked poor drinking water to the disease.

In the 1970s, Tulare County released a report identifying 15 “non-viable” communities, East Orosi among them, where it would be a waste of money to concentrate water and sewer resources. The reasoning was that the communities were made up of farmworkers, and mechanical harvesters would be replacing them soon.

By the time Jessica was in sixth grade, her mother had started holding community water meetings at their house.

One night Jessica’s father, a Mexican farmworker, got a call from the lawyer working on his immigration papers, asking for a meeting.

“The next thing we got [was] a call saying he had been deported,” Jessica said.

Last year, when she called her father in Michoacan, Mexico, to tell him she was pregnant, she broke down and asked him to forgive her for failing him.

“You’re not the first girl this has happened to,” she remembers him saying. “You have your family. You’re not alone. You are one of the lucky ones.”

She named her son Jordan. She wanted a “J” name. She didn’t think until later that she had named him after sacred waters.

This Thanksgiving Day, Jessica woke to find her mother at home. The packinghouses were closed, so there was no picking.

Diaz said she was sad about losing out on the paycheck, but happy for some “rest” as she bustled around the kitchen making pork tamales — always walking over to the dispenser for water.

She sang a Mexican children’s song about stirring chocolate. Jordan, now 7 months, clasped his hands and seemed to move them to the melody. Diaz and her four children laughed.

Jessica’s idea for the 13-pound Butterball turkey was to heat up sugar until it was syrupy, then add the package of turkey seasoning and glaze.

But her mother got up first and ground spices in her molcajete and rubbed them on the turkey. The modest home, decorated with pictures of flowers and Jesus, filled with a sweet, spicy smell.

Jessica ground California chilies for the tamale sauce. As she worked, she talked about the Community Water Center, a coalition organization pushing for regional solutions.

From ages 12 to 17, the center was her second home. She overcame shyness and became one of its outspoken advocates.

Then she disappeared. She met a tall boy from Hanford, who she said got angry when she went to water meetings. After they broke up, she found out she was pregnant.

It wasn’t until after Jordan was born that Jessica told Susana De Anda, her mentor and the water center’s co-founder, why she had stopped volunteering.

“She told me: ‘Life put you through a lot and it didn’t stop you before. It won’t stop you now,'” said Jessica, who dyes her hair the color of red wine and punctuates stories with expressive eyes.

Jessica returned to organizing neighbors and speaking at presentations. Last month she celebrated when Gov. Jerry Brown signed the Human Rights to Water Bill, stating that “every human being has the right to safe, clean, affordable and accessible water.”

It was Jessica who pushed for a Thanksgiving dinner.

“We won’t go around the table and say things out loud or anything. But inside, in my own little world, I can say thank you that I’m alive. I’m still breathing. And for the gift of my son and the way my family loves him,” Jessica said.

“I can say thank you for the food, and give a prayer for water.”

Author: Diana Marcum
Source: Los Angeles Times
Original: http://goo.gl/yHwxX


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Crédito da Imagem: Divulgação – UNFCCC

UNFCCC afirma que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo está cumprindo seus objetivos e que as mais de quatro mil iniciativas registradas ajudam na redução das emissões e na transferência de tecnologias

O secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) lançou um novo relatório mostrando que bilhões de dólares foram investidos através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em projetos que cortam as emissões de gases do efeito estufa e contribuem para o desenvolvimento sustentável.

“Benefícios do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo 2012” defende que o sistema tem cumprido seus objetivos e está fornecendo benefícios extras para os países em desenvolvimento.

Examinando cerca de quatro mil projetos de MDL, o estudo levou em conta a contribuição do mecanismo para o desenvolvimento sustentável e para a transferência tecnológica, além da sua distribuição regional.

Estimativas revisadas dos financiamentos e custos dos vários tipos de projetos e da economia e renda gerada pelo uso das Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) também são apresentadas.

O estudo analisou as afirmações feitas pelos participantes em seus documentos de concepção do projeto (DCP), submetidos para o registro no MDL. A confiabilidade das afirmações foi verificada, completa a UNFCCC.

Investimentos

A avaliação dos DCPs revelou que o capital investido nos projetos de MDL diverge significativamente de acordo com o tipo de atividade, desde US$ 9 por tonelada de CO2 equivalente/ano para projetos de N2O até US$ 4.004 para os solares.

A média dos investimentos por projeto é de aproximadamente US$ 45 milhões, sendo que China e Índia concentraram 65% dos investimentos totais, com 45% dos projetos.

Com base nestes valores, a UNFCCC conseguiu concluir que, no total, US$ 215,4 bilhões foram investidos nos projetos de MDL registrados e encaminhados para o registro até junho de 2012.

Outro dado interessante, é que o relatório compara as mesmas atividades de projetos no âmbito do MDL e fora do mecanismo. Por exemplo, os projetos de MDL com uso de energia solar fotovoltaica são 15% menos intensivos em capital e os de energia geotérmica e solar-termal custam até 50% menos (figura) do que os projetos similares fora do mecanismo.

Investindo nos projetos de MDL, os países do Anexo I do Protocolo de Quioto, que têm metas a cumprir, economizaram até US$ 3,6 bilhões (estimativa baseada na diferença entre o valor das RCEs e permissões de emissão – EUAs), estima o relatório.

Desenvolvimento sustentável

No contexto mais amplo do desenvolvimento sustentável, o MDL elaborou uma série de indicadores e facilitou a transferência tecnológica e de conhecimento para os países em desenvolvimento, nota o relatório.

Além destas vantagens, o benefício mais mencionado nos DCPs é o estímulo da economia local através da criação de empregos e alívio da pobreza, seguido pela redução da poluição e incentivo do acesso à energia (renovável e tradicional).

O relatório também constatou que as exigências de cada país hospedeiro dos projetos quanto aos critérios de desenvolvimento sustentável variam bastante, porém que os benefícios sociais tendem a ser citados menos do que os econômicos e ambientais.

Apesar das imprecisões, as análises indicam que as afirmações de benefícios ambientais e sociais quase sempre são atribuídas apenas ao projeto de MDL. Já no caso das afirmações sobre benefícios econômicos, o relatório questiona se realmente eles não aconteceriam sem os projetos.

Os principais fornecedores de tecnologia e conhecimento para o MDL foram Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Japão e China (Figura).

Distribuição

A presença dos projetos de MDL tem, em geral, acompanhado a distribuição do potencial de mitigação de gases do efeito estufa e a disponibilidade capital entre os países.

Apesar do número de anfitriões ter crescido, o relatório nota que as economias menores tem poucos, ou até mesmo nenhum projeto. Este é o caso das nações africanas, alguns asiáticos e dos países menos desenvolvidos, porém, muitas medidas têm sido tomadas para diminuir esta disparidade em relação aos grandes países em desenvolvimento.

Os custos do MDL influenciam diretamente na distribuição ao redor do globo dos seus projetos. Como a maioria dos projetos é financiada domesticamente, a ausência de capital semente e altos custos transacionais são barreiras significativas em muitos países pobres.

Sugestões

O relatório finaliza com uma série de sugestões para melhorar a compreensão sobre os benefícios do MDL, como a elaboração de indicadores que possam sintetizá-los, indo muito além das afirmações realizadas nos DCP.

O mesmo vale para a imprecisão do DCP em relação aos critérios de desenvolvimento sustentável.

“Um conjunto de indicadores que possa capturar todos os benefícios atribuídos ao MDLde forma consistente, é um ponto de partida essencial. Os indicadores utilizados neste e em estudos anteriores, não cumprem este requisito integralmente”, coloca a UNFCCC.

Avaliações posteriores dos impactos dos projetos sobre o desenvolvimento sustentável também são necessárias, alerta o relatório. O padrão Gold Standard assume esta abordagem, exigindo o monitoramento dos impactos.

Para as avaliações da efetividade dos projetos na transferência tecnológica, o relatório constata que os DCPs são razoavelmente precisos (perto de 90%). Outra abordagem para analisar este quesito seria o uso de dados provenientes das patentes das tecnologias, como já se faz com projetos eólicos.

“Esta abordagem poderia ser aplicada em aproximadamente uma dúzia de tecnologias, onde é possível uma conexão razoável entre classes de patentes e tipos de projetos de MDL”, explica.

Quanto à precisão dos dados relacionados a investimentos nos DCPs, ainda não se sabe tem certeza. “Comparações dos dados dos DCPs com o real capital investido em uma seleção de projetos seria muito útil”, completa o relatório.

Mesmo os fundos internacionais de carbono não têm o costume de divulgar tais informações, com apenas 29 dos 96 tendo publicado dados financeiros em 2010. Estes fundos possuíam um total de US$ 14 bilhões, dos quais um máximo de 38% foi investido no MDL, estima o relatório.

Portanto, também é preciso que haja mais pesquisas para determinar as fontes de financiamento para o MDL.

Outras linhas que precisariam de maiores análises são: os motivos por que os custos de alguns projetos de MDL são menores do que outros similares em países do Anexo 1; a precisão dos dados fornecidos nos DCPs sobre os custos de mitigação; os benefícios do uso de RCEs em diferentes esquemas de comércio de emissões e as possíveis conexões entre eles através desta unidade; os fatores que afetam a distribuição regional dos projetos; e os efeitos adicionais dos projetos além da simples redução de emissões durante a período de creditação.

“As metodologias do MDL, devido ao seu grande número e uso extensivo, influenciam as metodologias de outros sistemas de compensação. De fato, o MDL está servindo como um órgão internacional de qualidade para as metodologias de compensação”, nota o relatório, ressaltando que este papel do MDL poderia ser documentado. Isto contribuiria para a identificação de possíveis melhorias e até mesmo da necessidade de um organismo internacional de qualidade, conclui.

Autor: Fernanda B. Müller
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/3s7ib


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Local fisherman protest the Russian-built nuclear plant in Kudankalam, India.(dapd)

The 2011 disaster at Japan’s Fukushima plant led many countries to turn away from nuclear power. But a growing population and rising economy has prompted India to massively expand its nuclear program — even in the face of technological worries and fervent opposition.

They placed the photo of the dead man in the entrance of the hut. A lightbulb illuminating his face makes it look like that of a saint. The bereaved widow has her four children stand in front of the photo. They have lost their breadwinner, and now they can only hope that he will continue to somehow feed them even after death. Opponents of nuclear power in India view him as a martyr and are collecting donations for the family.

Sahayam Francis was only 42, and now his picture is displayed everywhere on the straw-roofed houses of Idinthakarai, a fishing village in the state of Tamil Nadu, on the southern tip of the Indian subcontinent. It looks like an idyllic place, where fisherman spread their catches out to dry on the beach and repair their nets while sitting under palm trees. But it’s a deceptive paradise.

A few kilometers to the southwest, the new Kudankulam Nuclear Power Plant, built with Russian technology, towers over the haze. In September, the Supreme Court in New Delhi dismissed a lawsuit filed by opponents of nuclear power who were trying to block the loading of fuel at the plant. Now the countdown continues, and the first reactor could be ready for start-up by the end of the year, with the second one to follow shortly thereafter. The reactors are expected to generate a total of 2,000 megawatts of electricity to help satisfy some of the rising economic power’s thirst for energy.

On the day of the accident, Sahayam and his neighbors were protesting against the plant. They had formed a human chain in the shallow water, the women wearing colorful saris and the men carrying black flags. Sahayam was standing on a breakwater when a coast guard plane suddenly made a low pass over the crowd. Sahayam’s family says that he was so startled that he fell headfirst onto the rocks, dying a short time later.

“They surrounded us like prisoners,” complains S. P. Udayakumar, the 53-year-old leader of the nationwide People’s Movement Against Nuclear Energy. Udayakumar, who studied political science at American universities, has gathered the villagers in front of the church in Idinthakarai, where he preaches about the evils of nuclear power on a daily basis.

Udayakumar says that millions of people living along the coast could be exposed to radiation if the government continues to pursue its ambitious nuclear program. He spreads out his hand to illustrate the shape of the subcontinent. “Here, here and here,” he says. “They want to build nuclear power plants everywhere, and they’ll contaminate our ocean and our fish populations.”

Dressed in a white robe, Udayakumar looks like a cross between a guru and a guerilla leader. He and several hundred of his fellow activists risk arrest on charges of agitation and other alleged offences.

Taking Risks to Satisfy Demand

Were any lessons learned from Fukushima? What about phasing out nuclear power? The Japanese reactor disaster in March 2011 did little more than briefly stun India’s government. Now it is pressing forward with its plans to expand nuclear energy, often against fierce resistance.

The new Kudankulam power plant is intended as only one stage in India’s program. Between now and 2032, the government plans to expand the country’s nuclear capacity from 4,400 to roughly 63,000 megawatts.

By 2050, India even expects to satisfy a quarter of its electricity demands with nuclear energy. Today, about 20 reactors generate roughly 4 percent of India’s electricity, but the country plans to double its nuclear energy capacity in the next five years alone. In doing so, the Indians will rely on particularly controversial reactor types. To make matters worse, many doubt that India — with its bizarre infrastructure and often chaotic organization — can keep the technology under control.

Still, the nation of 1.2 billion urgently needs energy, as became glaringly evident last summer when large sections of the country went without power for days and more than 600 million people suffered in the heat without electricity. Blackouts are a common occurrence, and the lights go out, air-conditioners stop running and elevators get stuck every day even in the capital city of New Delhi.

Often inefficiently operated coal-fired power plants and chronic corruption are to blame for India’s disastrous power supply. In many states, for example, local politicians illegally tap electricity from the grid and then secure votes by supplying

households with free power. In addition, the central and local governments are constantly jostling over how energy is allocated.

Given these circumstances, India’s business community, in particular, views nuclear power as a surefire way to stimulate growth. Impatient backers of nuclear energy even want to see controversial reactors placed directly under the control of the military.

A Symbol of Independence

Kudankulam is already practically under a state of martial law. Journalists who travel to the area are followed and sometimes arrested. Fishermen in Idinthakarai claim that police officers and thugs in civilian clothes recently combed the village for Udayakumar and other activists, albeit unsuccessfully. Before the frustrated intruders left, say villagers, they urinated in the church and desecrated a statue of the Virgin Mary. As evidence, one of the nuclear-power opponents holds up the statue’s severed head.

Jawaharlal Nehru, the country’s legendary first prime minister (1947-1964), promoted nuclear development. “We must develop this atomic energy quite apart from war,” he insisted, though he added that India could “use it for other purposes” if compelled. Ever since, it has been viewed as a symbol of independence, making a phase-out inconceivable for planners in New Delhi.

Indian reactors supplied the plutonium for the country’s first nuclear test in 1974, a decade after China detonated its first nuclear bomb. In 1998, the entire nation celebrated further denotations, which gave India a permanent place among nuclear powers. Military leaders named their project “Shakti,” the Sanskrit word for “strength.” Soon afterwards, Pakistan, India’s nemesis to the north, detonated its own nuclear bombs.

American, French, Russian and Japanese companies all want to develop the subcontinent as a market for nuclear power plants. Since the Fukushima disaster, they have been eagerly looking toward India — because they’ve been having more trouble selling their technologies at home.

India currently needs foreign uranium to power its reactors. In the long term, however, it hopes to free itself from foreign sources by developing what it needs to complete the full nuclear-reprocessing cycle.

Insufficient Expertise

To this end, India’s planners are clinging to questionable technologies, such as fast breeder reactors operated with plutonium as well as ones that use thorium. Germany, by comparison, abandoned a similar test plant in the late 1980s because it was too expensive and prone to failure.

But how is India, a developing country, supposed to master a technology that even proved too much for a perfectionist, industrialized nation like Japan to keep under control?

Indeed, there are already growing doubts about the safety of Indian nuclear plants. In August, the country’s general accounting office released a devastating critique of the domestic nuclear regulatory agency, noting that more than half of inspection reports were submitted late and that a number of inspections were never even performed.

The government intends to set up a new, independent monitoring agency. But nuclear opponents fear that even this agency could devolve into a vicarious agent of the nuclear lobby.

Arundhati Roy, the novelist and political activist, says that the government lacks the know-how needed to safely operate nuclear power plants. “The Indian government has shown itself incapable of even being able to dispose of day to day garbage, let alone industrial effluent or urban sewage,” she scoffed in a message of solidarity to opponents of the plant in Kudankulam. “How does it dare to say that it knows how to deal with nuclear waste?”

Though she might sound rhetorical, Roy is merely describing the sad reality of those living near the power plant. In fact, there are even piles of garbage in front of the local police station. Likewise, the Nuclear Power Corporation of India, the state-owned company that operates Kudankulam and other reactors, has yet to present a plan for how to permanently dispose of nuclear waste.
However, India’s parliament has passed a compensation law that obligates the operators of nuclear power plants and their suppliers to compensate victims should there be a reactor disaster. This is one reason why foreign companies are currently holding off on signing agreements to deliver new reactors to India.

The ongoing struggle over Kudankulam should also dampen the nuclear lobby’s enthusiasm. The original contract for the project was signed in 1988 by former Indian Prime Minister Rajiv Gandhi and then-Soviet leader Mikhail Gorbachev.

Translated from the German by Christopher Sultan

Author: Wieland Wagner
Source: Spiegel Online International
Original: http://goo.gl/k0C3c


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Gore pede a Obama que evite o abismo fiscal e o abismo climático ao mesmo tempo (FOTO: MARIO ANZUONI/REUTERS)

O ex-vice-Presidente norte-americano, Al Gore, sugere que Barack Obama aproveite as negociações orçamentais das próximas semanas para instituir uma taxa de carbono nos Estados Unidos.

Gore, que nos últimos anos se tornou numa espécie de ex-libris da luta contra as alterações climáticas, afirma que Obama deve aproveitar o momento da sua reeleição para acções firmes nesta área.

“Ele tem um mandato. Tem a oportunidade e tem a habilidade inerente para proporcionar a liderança necessária. Espero de facto que o faça, e peço-lhe isto respeitosamente”, disse Al Gore, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Uma das propostas do ex-vice-presidente, laureado com o Nobel da Paz em 2007 pelo seu trabalho de divulgação sobre os riscos das alterações climáticas, é a de que Obama avance com uma taxa de carbono. Esta ideia, segundo Gore, deveria ser discutida agora, juntamente com as propostas para se evitar o chamado “abismo fiscal” – a subida de impostos e os cortes nas despesas públicas que acontecerão automaticamente em Janeiro, a não ser que democratas e republicanos cheguem a um acordo nas próximas semanas para evitar este cenário.

“Será com certeza difícil, mas podemos evitar o abismo fiscal e o abismo climático ao mesmo tempo. Uma das maneiras seria com uma taxa de carbono”, afirmou Al Gore ao The Guardian.

Barack Obama mencionou a questão das alterações climáticas no seu discurso de vitória, dizendo que quer que as crianças norte-americanas vivam num país que “não esteja ameaçado pela ameaça destruidora de um planeta a aquecer”. Ambientalistas têm reagido com um optimismo moderado ao que o Presidente reeleito pode de facto fazer nesta área, uma vez que continuará a enfrentar um Congresso hostil – com maioria republicana na Câmara dos Representantes e uma maioria democrata escassa no Senado.

Fonte: Público
Original: http://goo.gl/KxGGY


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Planned eco-city for 3m people matches Luxembourg in size and showcases urban 21st-century smart living, say developers


Proposed map of the new eco-city Iskandar Malaysia.

Standing opposite Singapore, across the strait of Johor, is the site of a new project that its architects and developers hope will be the future of urban life in south-east Asia – a mega-city built along eco-friendly lines, with green energy and an end to the pollution that afflicts so many of Asia’s cities.

Occupying an area the size of Luxembourg, the site is expected to have a population of 3 million by 2025, living as an ultra-modern “smart metropolis”. Energy will be provided from renewable sources, transport will be publicly provided, waste will be diverted to other uses, and the city is planned by the Malaysian government as a showcase to be copied on a bigger scale across the region.

The world’s urban population overtook the number of rural-dwellers for the first time in 2007, and future population growth in south-east Asia – at least 9bn people are expected to inhabit this planet by 2050, up from 7bn at present – is expected to be mainly in cities in the developing world. By far the greatest growth will be in slums, by current estimates.

Iskandar Malaysia offers an alternative. The plans are for a city that not only incorporates the latest in environmentally friendly technology, but that is designed for social integration. Green spaces and areas where people can mingle and relax will improve people’s mental wellbeing and encourage social cohesion, it is hoped. Skyscrapers will be mixed with low-rise buildings and small self-contained “neighbourhoods”.

Najib Razak, prime minister of Malaysia, said in a speech: “Iskandar Malaysia [is] a smart city template – protecting the environment, promoting equitable development and addressing urban development challenges [through] the creation of smart, liveable urban communities that will yield an improved quality of life for thousands of citizens, with safer, cleaner, healthier, more affordable and more vibrant neighbourhoods, serviced by more efficient and accessible transportation systems – great destinations for businesses.”

Ellis Rubinstein, president of the New York Academy of Sciences, which is working on the “edu-city” university campus area, said it could be “a model to countries needing to accommodate the social and economic needs of fast-rising populations and environmental challenges”.

However, the project’s developers will have to overcome significant obstacles. New eco-cities have been planned in the past, from China to the US, but most have floundered. China’s Dongtan was heralded as the world’s first planned eco-city, but plans have been mired in difficulty for years. A UK project for “eco-towns” was widely ridiculed and has been all but abandoned.

So far, the Malaysian government has managed to attract support from Pinewood Studios, which will build new facilities in Iskandar, and Legoland which will build its first Asian theme park in the city. Several UK universities – including Newcastle and Southampton – are also planning to open up remote campuses.

More than $30bn has been promised for the city, of which more than a third will come from outside Malaysia.

Author: Fiona Harvey
Source: The Guardian
Original: http://goo.gl/Y7hkm


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(Dako99/Wikimedia Commons)

Cerca de 30% das emissões de dióxido de carbono das atividades humanas vêm da agricultura, revelou uma análise publicada nesta terça-feira (30) pelo Programa de Pesquisa em Mudanças Climáticas, Agricultura e Segurança Alimentar (CCAFS) do Grupo Consultivo para Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR).

Segundo o estudo, intitulado Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar, o número é maior do que o estimado antes devido ao fato de que a nova pesquisa leva em conta todos os estágios do sistema alimentar global, enquanto as análises anteriores só levavam em consideração a contribuição da produção agrícola em si para as emissões de gases do efeito estufa.

Usando estimativas de 2005, 2007 e 2008, o estudo mostrou que, embora a produção agrícola seja responsável por 86% das emissões da agricultura, o que equivale a 12 mil megatoneladas de CO2 por ano, outras fases do sistema alimentar, como a produção de fertilizantes e a refrigeração de alimentos, também têm um grande papel nas emissões, contribuindo com 575 e 490 megatoneladas, respectivamente.

No total, o sistema emite entre 9,8 mil a 16,9 mil megatoneladas de dióxido de carbono equivalente por ano, incluindo as emissões indiretas do desmatamento e das mudanças no uso da terra. “Essa é a primeira vez que isso [o estudo] foi feito. É um grande trabalho, considerando a enorme limitação de dados – é por isso que há uma lacuna tão grande [na diferença de emissões]”, afirmou Bruce Campbell, diretor de programa do CCAFS.

“Estamos chegando a um acordo sobre o fato de que a agricultura é um ator vital nas mudanças climáticas. Não apenas as emissões da agricultura são muito maiores do que o estimado anteriormente, mas com os recordes do clima sendo estabelecidos a cada mês à medida que os climas regionais se ajustam e reajustam, há uma necessidade urgente de pesquisas que ajudem pequenos agricultores a se adaptarem ao novo normal”, concordou Frank Rijsberman, CEO do Consórcio CGIAR.

E essa não foi a única pesquisa recente a relacionar as mudanças climáticas com a produção alimentar. A análise Recalibrando a Produção Alimentar ressaltou os potenciais efeitos das mudanças climáticas em 22 das principais commodities agrícolas, como trigo, soja e batatas.

De acordo com essa pesquisa, também do CCAFS do CGIAR, até 2050 as mudanças climáticas poderão reduzir produção das plantações de trigo em países em desenvolvimento em 13%, das colheitas de arroz nos mesmos países em 15%, e em 10-20% das plantações de milho na África.

Outras fontes de caloria e proteínas também sofrerão com as mudanças climáticas, já que ficará mais caro alimentar o gado, por exemplo, com esses itens. E com a alteração da salinidade e acidez dos oceanos, a produção de pesca será igualmente afetada. Fontes de proteína vegetal, como a soja e a lentilha, também serão prejudicadas pelas mudanças climáticas.

Além disso, não apenas as colheitas, mas todo o ecossistema que oferece suporte a elas, sofrerão com os impactos das mudanças climáticas, o que restringirá ainda mais as possibilidades de plantações produtivas.

“As alterações ecossistêmicas devido às mudanças climáticas podem gerar transformações na intensidade de pestes e doenças, incluindo a praga da batata e besouros, que limitarão mais a produção de alimentos. De fato, mesmo se as colheitas puderem suportar as temperaturas mais altas e o decréscimo de chuvas, seus rendimentos poderiam cair por causa desses flagelos”, comentou Philip Thornton, autor de Recalibrando a Produção Alimentar e líder do CCAFS.

Isso sem contar as outras etapas do sistema alimentar, que também sofrerão com as mudanças climáticas. Conforme a segunda análise, o aumento das temperaturas e enchentes terá consequências no armazenamento e distribuição de alimentos, o que pode leva r a mais surtos de doenças de origem alimentar, como a diarreia.

“A segurança alimentar será no futuro uma questão crucial. Esse é um ponto de vista diferente do foco usual sobre rendimento de colheitas e emissões”, declarou Campbell.

“Até agora, a discussão sobre mudanças climáticas se focou na necessidade de reduzir as emissões e estimular sustentavelmente o rendimento das colheitas, mas também é crucial incluir a segurança alimentar em nossa visão e planejamento”, acrescentou Sonja Vermeulen, diretora de pesquisa do CCAFS e principal autora de Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar.

Por tudo isso, ambos os estudos pedem por uma maior adaptação da agricultura às mudanças climáticas, seja respondendo a seus efeitos, seja combatendo as emissões responsáveis por intensificar o fenômeno. Isso pode significar alterar as plantações atualmente cultivadas em determinadas regiões, principalmente nos países com mais dificuldade a se adaptarem às transformações no clima, como as nações em desenvolvimento.

“Os problemas que as mudanças climáticas produzem nos campos serão combatidos em países industrializados. São os pequenos agricultores na África e sul da Ásia e os pobres das cidades que gastam muito do seu salário em comida; essas são as pessoas que terão menos que comer num futuro próximo a menos que nos adaptemos em um ritmo muito mais rápido”, disse Robert Zougmoré, líder regional de programa da África Oriental.

“A mitigação e adaptação às mudanças climáticas são prioridades vitais. Agricultores do mundo todo, especialmente pequenos agricultores em países em desenvolvimento, precisam de acesso à ciência atual, mais recursos e tecnologias avançadas. As pesquisas servem como um pedido urgente aos negociadores na próxima Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) em Doha”, explicou Campbell.

Segundo as análises, os desafios para alimentar a crescente população mundial não apenas exigirão um grande aumento na produção de alimentos, mas também um melhor acesso a uma dieta nutritiva.

“As emissões relacionadas aos alimentos e os impactos das mudanças climáticas na agricultura e no sistema de alimentos alterarão profundamente a forma que cultivamos e produzimos comida. Isso afetará partes diferentes do mundo de formas radicalmente diferentes, mas todas as regiões terão que mudar sua atual abordagem sobre o que cultivam e comem”, observou Vermeulen.

“A boa notícia é que se os agricultores e produtores de alimentos começarem a se adaptar agora, eles podem evitar que parte dos cenários de produção e distribuição de alimentos se reflita nessas pesquisas. Mas eles não podem enfrentar esses problemas complexos e inter-relacionados, que variam de colheita para colheita e região para região, sozinhos. Ele precisam de apoio dos níveis mais altos”, concluiu Thornton.

Autor: Jéssica Lipinski
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Original: http://goo.gl/xa6eK


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