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FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies. Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.


Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.


Primeira página do texto final da Rio+20 publicado pela ONU, com numeração e código de barras. (Foto: Reprodução)

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20

A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Fonte: Globo Natureza
Original: http://goo.gl/ymS4A


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Rasto do tsunami de 2011 no Japão: mortes e custos elevados. Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

Cerca de 1,3 milhões de pessoas morreram em desastres naturais entre as duas grandes conferências mundiais sobre desenvolvimento sustentável –a Eco-92 e a Rio+20.

Num balanço que coincide com o início, esta semana, da primeira fase da Rio+20, o Departamento das Nações Unidas para a Prevenção do Risco de Desastres estima que as catástrofes afectaram 4,4 mil milhões pessoas e custaram algo em torno de 1,6 biliões de euros – ou 25 vezes o montante anual de ajuda internacional ao desenvolvimento.

“Espero que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável [Rio+20] leve em conta os prejuízos que o planeta tem sofrido nos 20 anos desde a última destas conferências”, referiu a representante especial da ONU para a redução dos desastres, Margareta Wahlström, num comunicado.

Segundo o balanço da ONU, embora a maioria das mortes por catástrofes esteja relacionada com sismos, são as cheias, secas e tempestades que afectam mais pessoas.

Margareta Wahlström afirma que tem havido uma “crescente exposição a eventos extremos, alimentados pela rápida urbanização, pobreza, degradação ambiental, alterações climáticas e ausência de boa governação”.

Todos estes temas estão na agenda da Rio+20 – um evento intergovernamental e também da sociedade civil, e que irá reunir mais de uma centena de chefes de Estado e de governo entre 20 e 22 de Junho.

Alguns líderes das maiores economias mundiais não estarão presentes, como Barack Obama, Angela Merkel e David Cameron. O Presidente russo, Vladimir Putin, que tinha confirmado presença, cancelou também a sua participação, segundo o diário brasileiro Folha de São Paulo. A Rússia será representada pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva adiou por alguns dias a sua participação, por questões de saúde.

Notícia corrigida às 19h33: o número de mortos referido no primeiro parágrafo é 1,3 milhões e não 1,3 mil milhões, como erroneamente foi referido.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://goo.gl/BNPo2


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A makeshift toilet is erected by the side of a stream in Srinagar, the summer capital of Indian Kashmir. Photograph: Farooq Khan/EPA

UN high-level meeting is expected to call on world leaders to support the 57 countries currently most off-track to achieve their millennium development goal targets for sanitation

Clean toilets have an important role in saving lives and boosting economic growth; that will be the message as 60 finance and development ministers gather in Washington on Friday at a high-level meeting on sanitation and water.

Their aim is to agree on urgent action towards ensuring that access to sanitation and safe drinking water becomes a reality for the billions of people lacking such basic services.

The Sanitation and Water for All (SWA) meeting, convened by Anthony Lake, executive director of the UN children’s fund Unicef, follows an announcement in March by Unicef and the World Health Organisation that the world had met the millennium development goal (MDG) overall target for access to safe drinking water in 2010, but that 783 million people were still missing out.

The UN report also said that the target for access to improved sanitation – calling for 75% of the world to be covered – will not be met by 2015. At current rates of progress, the target would not be reached until 2026, making the target for sanitation one of the MDGs that is most off-track. Around 2.5 billion people still lack basic sanitation, the report said.

The NGO WaterAid said most developing countries are seriously off-track and, unless urgent action is taken, sub-Sahara will not meet the target for more than 150 years.

“This lack of basic facilities to hygienically dispose of human faeces is the primary cause of diarrhoeal diseases, which kill thousands of children around the world every single day,” said WaterAid.

The high-level meeting before the weekend World Bank spring meetings is expected to call on world leaders to keep their promises and to support the 57 countries currently most off-track to achieve their MDG targets for sanitation. WaterAid estimates that if these countries achieve their MDG targets for sanitation by 2015, at least 400,000 additional children’s lives would be saved.

In addition to saving lives, research on the economics of sanitation and water indicates that no other single intervention brings greater public health returns; that the annual economic impact of poor sanitation is more than 5-6% of GDP in some countries, including costs related to premature deaths, as well as losses in industry, tourism and health-related productivity. A 2011 World Bank study, for example, shows that India alone loses $53.8bn annually due to poor sanitation and hygiene.

A UN inter-agency report earlier this month said developing countries suffer from a chronic lack of technicians and staff to operate and maintain sanitation and drinking water infrastructure, and called for additional and more targeted resources to maintain routine operations of existing systems and services.

Aid commitments for water and sanitation rose from $7.5bn in 2008 to $7.8bn in 2010, a 3.2% increase. Aid commitments to sanitation and drinking water, however, lag behind aid for most social sectors, reflecting its low status when it comes to development. Education aid, for example, reached 13.3bn in 2010, while aid for health was $19.5bn.

“Sanitation is the big taboo in international development. Diarrhoeal disease is the biggest killer of children in Africa. At current rates of progress, we won’t reach the MDG for sanitation on the continent for over two centuries. This meeting is a huge opportunity for finance ministers and donors to address a major neglect in aid policy,” said Henry Northover, head of policy at WaterAid. “We need a doubling of aid spend to increase the numbers of people getting access to safe water and sanitation. This must to go hand in hand with strengthening government capacity so that aid money gets turned into sustainable services. Access to water and sanitation is indispensable for human development and reaching all the MDGs.”

Author: Mark Tran
Source: The Guardian
Original: http://bit.ly/JlYEVd


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País quer órgão que considere lado econômico e social do desenvolvimento. Segundo diplomata, agência só ambiental pode representar um retrocesso.

O Brasil se colocou contra a criação de uma organização mundial de meio ambiente, nesta quinta-feira (16). Ela é uma proposta europeia, que será discutida na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho.

Um dos objetivos da Rio+20, que reunirá líderes de todo o mundo entre 20 e 22 de junho, é fortalecer a governança internacional para conseguir enfrentar a crise ambiental do planeta e impulsionar acordos mundiais para o desenvolvimento sustentável.

“O que a maioria dos países em desenvolvimento acredita é que, quando criarmos uma nova estrutura de governança [internacional], ela terá que se concentrar no desenvolvimento sustentável” do planeta, levando em conta suas vertentes econômicas e sociais, não apenas o meio ambiente, disse o chefe de negociação do Brasil, André Corrêa do Lago, por telefone.

“Achamos que isolar o meio ambiente com uma organização mundial do meio ambiente” que não leve em conta as vertentes econômica e social do desenvolvimento sustentável “é dar um passo atrás”, disse o brasileiro.

Os críticos argumentam que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), creado há 40 anos, carece de força e meios. Alguns propõe fortalecê-lo, enquanto outros propõem convertê-lo em agência.

A proposta de criar uma agência ou organização mundial do meio ambiente conta com o apoio de mais de 100 países, afirmou em janeiro Nathalie Kosciusko-Morizet, ministra do meio ambiente da França, país que lançou a ideia.

A Rio+20, destinada a obter consensos na luta contra a crise ambiental e impulsionar um crescimento econômico mais ‘verde’ e social, será a quarta cúpula mundial sobre o meio ambiente o o desenvolvimento sustentável, depois de Estocolmo, em 1972, do Rio de Janeiro, em 1992, e Joanesburgo, em 2002.

Fonte: Globo Natureza / AFP
Original: http://glo.bo/yrL0EA


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Achim Steiner, 50, executive director of the United Nations Environment Program, speaks to SPIEGEL about the current state of global climate negotiations ahead of the UN conference in Durban, South Africa. If the world can afford billions in bank bailouts, it can also subsidize climate protection to ensure a better future, he argues.


UN Environment Program head Achim Steiner says climate change policymaking is still in its infancy. (Photography: AFP)

SPIEGEL: Despite one United Nations climate summit after the next, in 2010 carbon-dioxide emissions reached a new record of 33.5 billion tons. Are the summits in vain?

Steiner: The traffic light is already red, but we’re still stepping on the gas at full speed. If emissions aren’t soon uncoupled from economic growth, the earth will warm to a state that will threaten our prosperity. That’s exactly why climate policy is neither futile nor defeated. On the contrary, it’s obviously just at the beginning. Flood disasters like the one that recently occurred in Thailand must not become routine.

SPIEGEL: The reality of climate change has been denied and downplayed, particularly in the United States. Is this a backlash against exaggerated warnings?

Steiner: Anyone who dismisses the risk of climate change today does so out of deficient scientific understanding or very shortsighted economic interests. New findings show that climate researchers have more likely underestimated than overestimated the speed and magnitude of the changes.

SPIEGEL: Are you disappointed that even under President Barack Obama, the United States continues to stall advances in climate protection policies?

Steiner: I am still optimistic that, sooner or later, the US will be freed from its current political paralysis. If not, the international community will reach a certain point where it will say that it must act, even without the US. When it comes to future technologies, Europe is today already orienting itself more towards Asia.

SPIEGEL: Is it not understandable to you that the economic crisis is pushing a medium-term problem like climate change onto the backburner?

Steiner: The financial crisis forces the politicians to take an unhealthily short-term view. It’s not true that climate protection measures would make energy unaffordable or cost jobs. The “Green Economy” is already creating hundreds of thousands of jobs around the world. But each day economic and business arguments are misused to frighten citizens and consumers about making the necessary changes in this direction. Hundreds of billions have been mobilized practically overnight to bail out banks. We can also afford a cross-generation task such as climate protection.

SPIEGEL: Do you see positive signs?

Steiner: We’re still far away from what needs to happen. But China has managed to separate its economic growth from emissions. And the European Union has more or less reached its goal of reducing emissions by 20 percent compared to 1990 levels. It would now be economically sensible for the EU to raise its goal to 30 percent.

SPIEGEL: Can the Kyoto Protocol requiring rich countries to reduce their CO2 output still be saved?

Steiner: Without a miracle it won’t be extended. It’s really too bad, too, because it had a positive affect and made CO2 an economic factor. Now something new must be created.

SPIEGEL: Do you still believe in an international climate pact?

Steiner: The world will come to the conclusion that there is no alternative to this pact. It would make it possible to cut back on the $600 billion in subsidies per year that go to fossil energy sources and to put a price on carbon that will help green technologies to achieve a breakthrough.

SPIEGEL: Can the United Nations Earth Summit in Rio de Janeiro in 2012 bring about a turning point?

Steiner: The Earth Summit will provide a chance to show that there are alternatives to financial and ecological overextension. Hopefully it will be a productive global economic summit.

Author: Christian Schwägerl
Source: Spiegel Online – International
Original: http://bit.ly/twKPwt


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Relatório do PNUMA descreve as transformações que o planeta passou nas últimas duas décadas, incluindo dados populacionais, de biodiversidade e sobre o aquecimento global, com o objetivo de servir de base para os debates na Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), agendada para o mês de junho de 2012, será precedida pela publicação de diversos estudos e relatórios que devem facilitar às delegações dos países participantes a entender melhor o que está em jogo e o que precisa ser feito para a conservação ambiental do planeta.

Possivelmente, o mais importante documento a ser divulgado antes da Rio +20 será o “Panorama Ambiental Global-5” (Global Environmental Outlook-5 ou, simplesmente, GEO -5). Preparado pelo PNUMA, o GEO-5 será publicado em maio do ano que vem e trata-se da maior compilação de dados sobre a condição atual dos ecossistemas terrestres já realizada.

Nesta semana, o PNUMA divulgou uma parte deste esforço, um relatório intitulado “De olho no meio ambiente em mutação: Do Rio à Rio+20”.

Através de dados, gráficos e imagens de satélite, o documento oferece informações sobre uma série de questões-chave: população, mudanças climáticas, energia, eficiência no uso de recursos, florestas, segurança alimentar, uso do solo e água potável; com exemplos que vão desde o derretimento de geleiras no oceano Ártico até as novas tendências no uso de energia.

“O relatório nos leva de volta ao nível básico, destacando desde o rápido acúmulo de gases de efeito estufa até a erosão da biodiversidade e o aumento de 40% no uso dos recursos naturais — mais rápido do que o crescimento da população global. Mas o relatório também mostra o modo como, quando há uma reação, é possível alterar drasticamente a trajetória de tendências perigosas que ameaçam o bem-estar humano — as iniciativas para acabar com produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio compõem um exemplo vivo e poderoso”, afirmou Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.

Panorama

Sobre a população, o documento destaca que chegamos aos sete bilhões e que o número de pessoas vivendo em áreas urbanas aumentou 45% desde 1992. A quantidade de megacidades com mais de 10 milhões de habitantes passou de 10 para 21. Apesar do número de pessoas vivendo em favelas ter diminuído em quase 15%, cerca de 1,4 bilhão de seres humanos ainda não tem acesso à eletricidade.

O cenário também não é positivo para as mudanças climáticas, uma vez que foi registrado um aumento contínuo no uso de combustíveis fósseis e nas emissões de gases do efeito estufa mundiais. Globalmente as emissões subiram 36% entre 2002 e 2008, passando de 22 bilhões de toneladas para mais de 30 bilhões. Mais de 80% dessas emissões são provenientes de apenas 19 países.

Segundo o PNUMA, praticamente todas as geleiras do planeta vem sofrendo um processo de retração e desaparecimento, que resulta no aumento do nível dos oceanos e em impactos para os ecossistemas. O nível dos oceanos subiu cerca de 2,5mm por ano desde 1992.

Outra preocupação com os mares é a crescente acidez. Entre 1992 e 2007 o pH caiu de 8.11 para 8.06, o que afeta os animais marinhos e principalmente corais, que correm o risco de desaparecer até o fim do século.

Com relação às florestas, a taxa de desmatamento sofreu uma queda, porém o mundo perdeu mais de 300 milhões de hectares desde 1990. Aproximadamente 13 milhões de hectares foram perdidos anualmente entre 2000 e 2010, essa marca foi de 16 milhões de hectares na década anterior.

Os dados para as espécies são também ruins, com mais de 12% da biodiversidade sendo perdida em nível global nos últimos 20 anos. A situação é pior nos trópicos, onde a porcentagem é de 30%.

Quase 20% dos vertebrados estão ameaçados, sendo que os anfíbios são os mais vulneráveis, com 41% das espécies em risco. Segundo dados da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), aproximadamente 25% das espécies de plantas também correm risco de desaparecer.

Nem tudo são números negativos no relatório do PNUMA. As energias renováveis apresentaram um grande crescimento, chegando a responder por 16% da geração global em 2010.

Devido à queda nos preços e políticas de incentivo, o uso do biodiesel cresceu 300.000% nos últimos 20 anos, a energia solar 30.000%, a eólica 6000% e os biocombustíveis 3500%.

Os investimentos no setor dispararam, tendo alcançado em 2010 a marca de US$ 2,11 bilhões, 32% a mais do que 2009 e cerca de cinco vezes mais do que em 2004.

Caminhos para soluções

O relatório destaca alguns avanços desde 1992 para melhorar a situação ambiental. Reconhece principalmente o crescimento da noção da economia de baixo carbono e as ferramentas que surgiram para incentivá-la.

A reciclagem, por exemplo, já é uma prática comum em muitos países e o uso eficiente dos recursos naturais e da eletricidade virou um dos objetivos de companhias em todo o mundo.

Ferramentas como os mercados de carbono, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e outras formas para financiar ações climáticas e ambientais foram criadas desde a Eco92 e vem ganhando força.

A produção orgânica de alimentos e os selos de garantia de sustentabilidade se popularizaram e hoje são importantes opções para os consumidores conscientes.

O PNUMA acredita que a Rio+20 é a oportunidade ideal para que os países se comprometam a seguir esses caminhos que levam rumo o desenvolvimento sustentável.

“A Rio+20 pode garantir o impulso necessário para que a economia verde entre de vez nos programas de governo e da iniciativa privada. O desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza devem ser os grandes objetivos a ser alcançados pelas lideranças no Rio de Janeiro”, concluiu Steiner.

Autor: Fabiano Ávila
Fonte: Instituto CarbonoBrasil / PNUMA
Original: http://bit.ly/vo7kjT


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