Archive

Monthly Archives: March 2012




A situação piorou desde 15 de Fevereiro. (Foto: Carlos Lopes)

A seca em Portugal agravou-se e já é “severa” ou “extrema” em todo o território continental, segundo o balanço mais recente do Instituto de Meteorologia. O país teve o Fevereiro mais seco desde 1931.

A quantidade de precipitação em todo o país no mês passado foi mínima: apenas 2,2 milímetros, contra cerca de 100 milímetros de valor médio. Nunca choveu tão pouco em Fevereiro desde que há séries fiáveis e comparáveis de registos meteorológicos. Mesmo em 2005, data da última grande seca no país, choveu mais: 19,7 milímetros.

Neste momento, a seca meteorológica, medida essencialmente pela quantidade de precipitação, já é pior do qualquer outra situação semelhante na mesma altura, inclusive a de 2005, data da última grande seca no país. Há sete anos, 77% do território continental estavam sob seca “severa” ou “extrema” – os níveis mais graves da escala utilizada pelo Instituto de Meteorologia. Agora, são 100% – 68% em seca “severa” e 32% em seca “extrema”. A situação piorou desde 15 de Fevereiro, data do penúltimo balanço, quando havia 25% do território em seca “moderada”, 70% em seca “severa” e 5% em seca “extrema”.

Apesar da seca meteorológica ser já pior do que a de 2005, naquela altura as barragens estavam mais em baixo do que agora – pois a falta de chuva já vinha do ano anterior.

Das 57 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água, seis estão agora abaixo de 40% da sua capacidade – Arade (27%) e Funcho (30%), no Algarve; Paradela (39%), na bacia do Cávado; Vilar-Tabuaço (23%), no Douro; Alto Lindoso (36%), no Lima; e Vale do Rossim (8%), no Mondego. No outro extremo, há 16 albufeiras a mais de 80% da sua capacidade.

Em Fevereiro de 2005, era o contrário: havia apenas sete barragens com mais de 80% de água e 14 estavam abaixo dos 40%.

Os teores de água no solo estão, de qualquer forma, baixos, entre 30% e 50% em todo o país.

Embora haja previsão de alguma chuva hoje e amanhã, a precipitação possivelmente não mudará o cenário de seca. “Não se prevê que estes aguaceiros e períodos de chuva sejam fortes, mas podem cair com mais intensidade em alguns pontos do continente”, disse à Lusa a meteorologista Joana Seixes.

A antevisão da evolução a médio prazo das condições do tempo não é animadora. Existe uma maior probabilidade para que a precipitação em Março seja abaixo da média. Por isso, “será mais provável que não se verifique desagravamento na severidade da situação de seca meteorológica em Portugal continental, no final de Março de 2012”, conclui o relatório do Instituto de Meteorologia.

Autor: Ricardo Garcia
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/Aav8k7


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              




A corn scientist holds an ear of biotech corn inside a greenhouse at Monsanto’s research facilities in Chesterfield, Mo. On Friday, a federal judge threw out a case by a large number of farmers who were suing Monsanto to stop lawsuits against farmers who inadvertently ended up with Monsanto genes in their crops. (Los Angeles Times)

U.S. Federal Dist. Judge Naomi Buchwald ruled Friday to dismiss the case brought by organic farmers to stop patent infringement lawsuits brought by seed giant Monsanto. The suit, called OSGATA et al. vs. Monsanto, was brought by the Organic Seed Growers and Trade Assn. (OSGATA), as well as 82 other plaintiffs representing as many as 300,000 farmers.

“We’re Americans. We believe in the system. But we’re disappointed in the judge,” said Jim Gerritsen, an organic seed farmer in Maine and OSGATA president.

The farmers had sought a declaratory judgment against Monsanto to stop the agribusiness giant from suing farmers who ended up with patented genes in their seed crops through cross-contamination via wind or other accidental methods. Monsanto has said for years that it would not sue farmers who inadvertently acquired their patented genes, yet there have been over a hundred such lawsuits, including several against farmers who proved they had no intention of using Monsanto genes, and an unknown number of settlements that have not been disclosed. The farmers contend that this amounts to harassment, and that many of them have stopped growing profitable crops such as corn because of fear of contamination by Monsanto crops.

The famers had hoped that one result of the law would be a reexamination of the patents held by Monsanto, which they claim are fraudulent. The judge’s ruling did not address those matters.

The plaintiff’s lead attorney, Dan Ravicher, executive director of the Public Patent Foundation at Cardozo Law School, said in a statement that he believes the judge made an error.

“Her failure to address the purpose of the Declaratory Judgment Act and her characterization of binding Supreme Court precedent that supports the farmers’ standing as ‘wholly inapposite’ constitute legal error. In sum, her opinion is flawed on both the facts and the law.”

Gerritsen says the farmers he represents will fight on.

“The situation that brought us to court is still there. Farmers need the protection of the court. We filed a completely legitimate lawsuit under the Declaratory Judgment Act. We do understand that we have the right to appeal.” He points out it’s a big group, and 83 different entities have to agree to go forward with the appeal. “This is already underway,” he says. “The discussions have already begun.”

Author: Dean Kuipers
Source: Los Angeles Times
Original: http://lat.ms/yrfkLi


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              



Hoje, completa um ano do grande terremoto e tsunami, seguidos de uma crise nuclear, que atingiram o Japão; enquanto ainda se recupera, país teme novo abalo


Sem destino: ao menos 300 mil pessoas – que perderam suas casas nas tragédias – ainda vivem em moradias temporárias ou apartamentos alugados. (Fotografia: Getty Images)

O dia 11 de março nunca mais será o mesmo para o povo japonês. Este domingo marca um ano do terremoto e tsunami que devastaram o nordeste do país, detonando uma emergência atômica que transformaria Fukushima numa cidade fantasma e mudaria os rumos da energia nuclear no mundo.

Em meio às cerimônias de homenagem aos cerca de 20 mil mortos e desaparecidos, os japoneses ainda lutam para reconstruir cidades inteiras e tratar outras feridas que ainda não cicatrizaram. Ao menos 300 mil pessoas – que perderam suas casas no tsunami ou tiveram de abandoná-las em função do acidente nuclear – ainda vivem em moradias temporárias ou apartamentos alugados, sem destino certo.

Muitos gostariam de retornar às cidades de origem, afetadas por algum dos desastres, mas suas respectivas prefeituras ainda não chegaram a um consenso sobre se é seguro ou não permitir esse retorno. O desafio da reconstrução, que se aplica aos 59 municípios diretamente afetados pelas catástrofes, é intensificado por problemas financeiros.

A construção de novas moradias em regiões mais altas e, por consequência, mais seguras, está sendo cogitada, embora não desperte simpatia dos governos locais, que alegam que tais projetos têm custo elevado demais devido à complexa geografia da região.

Além das residências, o país também precisa reerguer hospitais, escolas e outras estruturas públicas. Estima-se que a reconstrução custará cerca de 400 bilhões de reais, o equivalente ao PIB de Portugal.

Entulho no caminho

A tragédia japonesa também deixou um rastro de toneladas de lixo que, pelo ritmo de remoção, vai demorar para desaparecer. Segundo o governo, três das cidades mais afetadas – Iwate, Miyagi e Fukushima – geraram sozinhas 23 milhões de toneladas de entulho, sendo que apenas 5% desse total recolhido foi processado até agora.

Não significa que as ruas vivem abarrotadas de resíduos e escombros da destruição. Ao realizar a varredura, as autoridades cuidaram de juntar o entulho em áreas específicas. Calcula-se que serão necessários o equivalente a 16 bilhões de reais para dar conta por processamento ou incineração de todo esse entulho.

Um novo modelo energético

Além de recuperar estruturas urbanas e amenizar as feridas sociais, o Japão enfrenta o dilema de encontrar um novo modelo energético. A emergência nuclear que se abateu sobre Fukushima obrigou o país a rever o uso da energia atômica, responsável então por um terço do suprimento energético do país.

Hoje, apenas dois dos 54 reatores japoneses estão em atividade, enquanto o restante passa por revisões. O abalo energético inevitavelmente afetou a terceira maior economia do mundo, bastante dependente da exportação. Não à toa, o Japão registrou no primeiro mês de 2012 seu maior déficit comercial nas últimas três décadas.

O medo de um tremor pior

Um ano depois do terremoto, os japoneses temem um novo e mais violento tremor, dessa vez em Tóquio. Pesquisadores nipônicos anunciaram uma pesquisa preocupante que aponta probabilidade de 50% da megalópole ser atingida por um novo terremoto de grande intensidade nos próximos quatro anos.


Iwate, Miyagi e Fukushima geraram 23 milhões de toneladas de entulho. (Fotografia: Getty Images)

Segundo os cientistas, desde o sismo de 9 graus na escala Ritcher de 2011, a atividade telúrica terrestre tem se intensificado no arquipélago, que se situa sobre quatro placas tectônicas.

Para se ter uma ideia, no último ano, Tóquio registra por dia uma média de 1,48 sismos de magnitude superior a 3, cinco vezes mais do que antes do terremoto de março passado.

Autor: Vanessa Barbosa
Fonte: Exame
Original: http://bit.ly/wS5TZk


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              



China’s continuing reliance on heavy industry meant it failed to meet its own targets for cleaning its air and water in 2011, the head of the top planning agency told journalists on Monday.

China, which is increasingly dependent on imported energy and suffers from soil, water and air pollution that is damaging public health, wants to use energy more efficiently, and cut emissions.

But it missed about half the targets set by Beijing for 2011, including energy intensity, sulphur dioxide and nitrogen oxide emissions, and a measure of water pollution.

“There are a lot of complicated reasons for failing to meet the targets. The biggest is that we have not transformed our economic development model,” said Zhang Ping, head of the National Development and Reform Commission.

“Our means of growth are still too coarse and our structural adjustment is lagging behind.”

China’s energy consumption per unit of GDP dropped by 2 percent in 2011, short of a 3.5 percent target, frustrating those who are attempting to change the economy so that it wastes less, and is not as dependent on coal and imported oil.

The failure to meet the energy target, as well as lower-than-expected use of hydropower due to drought, contributed to a poor showing on sulphur dioxide and nitrogen oxide emissions, Zhang said.

Sulphur dioxide emissions fell by 2.2 percent, below the 2.9 percent goal, while nitrogen oxide, which was intended to fall by 1.5 percent, actually rose by 5.7 percent.

For many Chinese enterprises, it has historically been cheaper to pollute and pay the resultant fine than to install more modern, emissions-reducing equipment.

China also missed its target for chemical oxygen demand, a measure of water pollution. That dropped by 2 percent in 2011, rather than by 2.5 percent.

The targets for reducing energy use and emissions are central to China’s arguments internationally that it is reining in pollution.

Pollution is also a growing source of concern for China’s prosperous urban residents, as well as a contributing factor in rural unrest.

Reporting: Lucy Hornby
Editing: Daniel Magnowski
Source: Huff Post Green / REUTERS
Original: http://huff.to/AuYVdt


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              




Larnaca criou um banco de bicicletas para facilitar a manutenção e a reutilização desses meios de transporte. (Foto: PÚBLICO/arquivo)

Com 130 quilómetros de ciclovias, uma rede de pontos de recarga para carros eléctricos e uma ampla zona pedestre, a cidade italiana de Bolonha ganhou o prémio da Semana Europeia da Mobilidade de 2011.

Bolonha deixou impressionado o júri da Semana Europeia da Mobilidade 2011 com a forma como viveu o Dia Europeu Sem Carros, alargado a um fim-de-semana.

A cidade italiana instalou uma série de pontos de recarga para veículos eléctricos e adoptou um plano de expansão da rede urbana de ciclovias para 130 quilómetros, segundo um comunicado da Comissão Europeia, divulgado terça-feira. Durante a Semana da Mobilidade foi criada no centro da cidade uma extensa zona pedestre, aberta a artistas de rua, vendedores a retalho e associações desportivas e visitada por mais de 60.000 pessoas.

Para promover a mobilidade sustentável, Bolonha promoveu passeios de bicicleta, acções de formação para ciclistas e demonstração de reparações de bicicletas, jogos, passeios e uma exposição de veículos eléctricos.

O painel independente de peritos no domínio da mobilidade decidiu ainda distinguir as cidades de Larnaca (Chipre) e Zagreb (Croácia) com menções honrosas. A primeira criou um “banco de bicicletas” para facilitar a manutenção e a reutilização destas e promoveu exposições, conferências e comprometeu-se a tornar uma das artérias do centro em zona pedestre. Zagreb lançou um projecto para melhorar a sua infra-estrutura de transportes sustentáveis.

“Com as cidades e os seus habitantes a sofrerem cada vez mais com o tráfego congestionado e a poluição, é particularmente oportuno passar dos veículos particulares para outros meios de transporte”, disse o comissário europeu responsável pelo Ambiente, Janez Potočnik. “As cidades de Bolonha, Larnaca e Zagreb encontraram formas criativas de tornar permanentemente mais sustentáveis as suas infra-estruturas de transportes. Faço votos para que inspirem outras cidades nesse sentido.”

Este ano, a Semana Europeia da Mobilidade decorrerá de 16 a 22 de Setembro e o tema será “Mobilidade na direcção certa”. Em 2011 o evento contou com a participação de 2268 cidades de todo o mundo.

Autor: Helena Geraldes
Fonte: Ecosfera – Público
Original: http://bit.ly/zzpa9Q


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              


After the Fukushima disaster, residents fled from the village of Katsurao, located just outside the 20-kilometer exclusion zone. Now living in temporary emergency housing, many exist in an overwhelming state of doubt. But one man hopes to help them return to more normal lives by freeing them of their radiation anxieties.


Hangai, too, considers slightly elevated radiation levels in Katsurao to be less damaging than the emotional and economic damages that the refugees have brought with them. Katsurao was once known for its wild azaleas, pheasants, and red pines, as this tourist sign at the entrance to the village shows. (Photography: SPIEGEL ONLINE)

“Saury pike bones are dangerous,” says 50-year-old Terumi Hangai, as he rummages for a colored pencil drawing showing an illustration of a blue and white fish smiling sweetly. “Radioactive Strontium has accumulated in its bones.” That’s unfortunate for Hangai and his fellow compatriots, for whom the fish is a popular dish. Spinach, on the other hand, no longer poses a problem. Hangai says it’s also okay to drink milk in the Fukushima prefecture without second thoughts. His claims are supported by both government data and independent experts.

Terumi Hangai, who studied chemistry, is a teacher. Before the earthquake he coached Japanese schoolchildren at his private tutoring school to help them achieve top grades. But since the March 11, 2011 catastrophe, the young people in the city of Tamura don’t seem to be in the mood for studying anymore. When asked if he thinks this is related to the nuclear accident, he responds, with a sigh, “I don’t know.”
The city of Tamura is located about 50 kilometers (31 miles) west of the Fukushima Daiichi nuclear power plant. The radiation levels there are about the same as in some places in the state of Bavaria, in southeastern Germany — in other words, not high enough to pose an immediate health risk. Still, Hangai’s students have recently stayed away from his tutoring school, leaving him with a lot of extra time on his hands. Far from bored, though, Hangai is hard at work — he’s a man with a mission.

Kilos of Fukushima Peaches

Hangai has set out to free the people in his hometown of their fear of radiation. All that is required for his task is some data, his self-accumulated expertise and an infectious laugh.

On this particular day, he is targeting the people from the village of Katsurao, which is located directly at the edge of the 20-kilometer exclusion zone around the destroyed nuclear power plant. A few of the homes in the village are also located just on the other side of the roadblocks leading into the exclusion zone. Almost all of the villagers fled after the disaster in order to protect themselves against increased radiation. But Hangai says that while the radiation levels may be higher than they were in the past, they still aren’t dangerous.


This barn belonging to a prosperous farmer once housed hundreds of cows. Now sparrows have nested in the pickup. (Photography: SPIEGEL ONLINE)

“No politician or scientist wants to take responsibility, so I have decided to!” he says. When asked why, he drones, “Because I love Katsurao and I want the people there to get their lives back together and to be happy again.”

Hangai whizzes along the snow-covered road to Katsurao in his heavily heated car. “I believe the government figures,” he says. After all, the data has been collected by scientists using high-quality instruments. “One of them costs 15 million yen (€139,000).” Hangai turns his head enthusiastically to the passenger seat and the car briefly veers off course. He recalls how, last summer, his wife bought kilos of peaches from the area around Fukushima at incredibly low prices. Nobody wanted them, although they weren’t contaminated at all.

Beware of Wild Boars!

In the village of Katsurao all is quiet, except for the sound of a few crows cawing. Icicles hang from the roof of a large barn that used to be home to a few hundred cattle. Sparrows flutter out the window of a pickup truck. Hangai trudges through the snow in his expensive leather shoes. Although he prefers to spend his time frequenting fine restaurants, he doesn’t complain. He believes what he’s doing here is important. He wants his German visitor to understand what the fear of radiation has done to this village.


In front of the farm is a sign, meant to scare off looters, that reads: “Video camera in use!”. (Photography: SPIEGEL ONLINE)

Three women are sitting in a construction site container in the middle of the village. “Radiation is our biggest concern,” says Yukimi Yoshida. The 57-year-old used to sell rice cakes in a nearby store. Now she’s wearing a blue waistcoat and a cap emblazoned with the words, “We’ll never give up.” She belongs to a local citizens’ crime watch group that is working to protect Katsurao from looters.

It’s warm inside the construction container. Yoshida sewed the cloth owls on the shelf herself and there’s a teapot sitting on the heater. Outside a car drives by and the women turn their heads. They take note in a book of the color, model, license plate number and passengers. What one doesn’t notice, the others do. And if there are thefts of televisions or other kinds of equipment from one of the yards, they might be able to help solve the case.

Up to 10 Microsieverts Is No Problem, Says Hangai

The women are happy that they have this job. They get on well together, better than before the earthquake. They also have good relations with the police from Tokyo who do patrols here, sometimes warning drivers about large wild boars. Their work is the only ray of hope they have in this bleak time.

Hangai tells them that in certain areas of the world — in Iran, for example — the natural level of radiation is permanently 10 microsieverts an hour. At one brook nearby his radiation counter peaked at only five microsieverts. Personally, he doesn’t think that a measurement of under 10 is anything to worry about. The women’s eyes light up.

Hangai also tells them about his mother, who had to flee the exclusion zone. “Towards the end, all she was doing was eating and sleeping,” he says, “and in November she died.” Yoshida nods, visibly moved. Her 84-year-old mother also died after the stress of having to flee from her home. “The spiritual and economic effects of the catastrophe are the biggest problem,” says Hangai, as he glides across the smooth roads.


Hangai measures the radioactivity at one of the barricades. The measurement is 2.18 microsieverts per hour. (Photography: SPIEGEL ONLINE)

About 1,000 Katsurao villagers now live at 10 different provisional settlements, all of which are about a one-hour drive from their former homes. Hisayoshi Matsumoto is being housed in one such settlement. In the middle of the shelter, he has opened a store for the many elderly people who can’t walk far. He sells tobacco, alcohol, rice cakes and propane cylinders.

“My shop in Katsurao was ten times as large and it’s terribly cramped here,” he complains. Yet he doesn’t want to return, because of the radiation. It might not be that high, but it’s still at least 20 times higher than before. “That can’t be good!” he says.

Many in the settlement agree. Hangai flutters between them like a bird, bringing messages full of hope. Tomoko Matsumoto, a 36-year-old nurse, hangs on his every word. Until now, she had been unable to shake her unease about radiation. She no longer buys any vegetables from Fukushima because of her four children, the youngest of whom is a one-year-old. She listens carefully to Hangai’s practical advice: beware of saury fish, trout, mushrooms and wild boar.

Underground Radiation Refuge

Many people here feel they have been abandoned by the government. Hangai complains that the politicians in Tokyo are aiming to keep food entirely free of radiation and keep issuing stricter regulations. But that, according to Hangai, is nonsense. The human body is loaded with radioactive substances, with or without a nuclear accident. According to scientists, one is constantly eating natural radionuclides such as potassium-40. The average radiation level in an adult human body is about 8,000 becquerel.


Hangai realized last April, he says, that, when it comes to radiation, Fukushima escaped with little more than a black eye. Since then he has been working non-stop to help repair the damaged image of the prefecture. (Photography: SPIEGEL ONLINE)

“They’ve only left Katsurao because they don’t have any knowledge of radioactivity,” says Hangai. His aim is to bring government ministers, experts and regional administrators together to solve Fukushima’s problems. The teacher likes to see himself in the role of community savior. “I’m famous here,” he murmurs contentedly.

Hangai’s own fear of radiation must have once been considerable. About 12 years ago, he built a radiation-proof room in the basement of his house. “I was scared of missile attacks from North Korea,” he says. “At that time I hadn’t even considered a tsunami.” Luckily, he says, Fukushima escaped this time with little more than a black eye. Now it’s time for the rest of the world to acknowledge that and to stop demonizing everything that comes from the region.

Author: Heike Sonnberger
Source: Der Spiegel Online
Original: http://bit.ly/AcdG9E


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              



Debate deve reunir 20 mil participantes de 140 países em Marselha. Cerca de 800 milhões de pessoas no mundo não acessam água potável.

Começa nesta segunda-feira (12) em Marselha, na França, o 6º Fórum Mundial da Água, que tenterá esboçar melhores métodos de compartilhas os recursos de água potável para 800 milhões de pessoas no mundo que ainda não têm acesso a ela.

O objetivo da reunião trienal, que acontecerá até 17 de março, é drenar um largo afluente internacional, “a fim de servir como uma caixa de ressonância para promover a causa da água na agenda dos líderes mundiais”, disse Guy Fradin, vice-presidente do Fórum e governador do Conselho Mundial da Água, instituição organizadora composta por 400 membros, públicos e privados.

Aproximadamente 20 mil participantes de 140 países são esperados. Para a abertura do evento uma dezena de chefes de Estado e Governo, entre eles Mohammed VI (Marrocos), Idriss Deby (Tchad), o presidente da Autoridade palestina Mahmud Abbas e o da Comissão Europeia José Manuel Barroso, já estão confirmados.

“O Fórum quer pressionar os governos para que falem sobre a água entre eles, porque é um assunto pouco discutido nas reuniões dos órgãos da ONU”, explicou Gerard Payen, conselheiro para a Água do secretariado geral das Nações Unidas.


Ao menos 800 milhões de pessoas não têm acesso a água potável no mundo. Na imagem, o Rio Amazonas, maior bacia hidrográfica do mundo. (Foto: Rede Globo)

Má distribuição
Existe urgência para o tema. Segundo um relatório do OCDE publicado na quinta-feira (8), é “primordial a utilização racional da água, da mesma forma que tarifá-la de maneira a desencorajar o desperdício” diante do aumento de 55% da demanda de água no mundo até 2050 com o crescimento da população e o aumento da urbanização.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no final de 2010, 89% da população mundial, 6,1 bilhões de pessoas, tiveram acesso a fontes melhoradas de água potável, superando o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (88%) fixado para 2015. No entanto, 2,6 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a saneamento básico.

Polêmica
Enquanto os fóruns anteriores concentraram-se sobre os problemas, este promete soluções concretas. Em 2009, o Fórum de Istambul não conseguiu incluir em sua declaração final a noção de “direito” ao acesso à água potável e saneamento. Depois disso, foi reconhecido em 2010 pela ONU. Objeto constante de discórdia: a questão da partilha da água é um assunto de soberania dos Estados, enquanto que 15% dos países dependem em 50% da água vinda do exterior.

“Este ponto será fortemente apoiado pela França, mas é um assunto difícil para muitos países”, disse Fradin. “Vamos ver o que podemos conseguir, é necessário avançar nos mecanismos de gestão coletiva”.
Com ceticismo, uma centena de ONGs irá realizar um “Fórum Alternativo” no dia 14 com 2 mil representantes da sociedade civil vindos da Espanha, Alemanha, EUA, América do Sul e África.

Eles acusam o Conselho da Água de “ser o porta-voz das empresas multinacionais e do Banco Mundial”, e exigem uma gestão pública, ecológica e cidadã da água e uma distribuição equitativa.

“Estamos abrindo um local de debate onde nada é tabu, aberto a todos”, assegura Fradin, indicando que 1 milhão de euros foram gastos com o financiamento da participação de ONGs (dos cerca de 30,5 milhões de euros do orçamento do Fórum).

Os debates do Fórum vão girar em torno de uma dúzia de prioridades de ações sobre a gestão, uso equilibrado da água, melhoramento da qualidade dos recursos com a preocupação constante de uma boa governança.

Fonte: Globo Natureza / France Presse
Original: http://glo.bo/zIHgYt


FOLLOW US / SIGA-NOS:
              

%d bloggers like this: